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Família é salva de incêndio nos EUA após choro de boneca

15 de maio de 2012



Família é salva de incêndio nos EUA após choro de boneca



Fogo danificou casa em La Vergne, no estado de Tennessee. Boneca chorou às 3h30 de segunda quando casa estava em chamas.


Do G1, em São Paulo


Uma família em La Vergne, no estado do Tennessee (EUA), contou que foi salva de um incêndio que danificou sua casa depois que a adolescente Christian Deason, de 17 anos, acordou com o choro de uma boneca, segundo reportagem da emissora de TV "WLBZ".


A boneca fazia parte de um projeto escolar para dar à adolescente um olhar realista sobre a criação de uma criança. A boneca era programada para chorar em momentos diferentes do dia e da noite, como um bebê recém-nascido.


A professora de Christian tinha programado a boneca na sexta-feira para o fim de semana e madrugada de segunda-feira. A adolescente disse que não sabia qual era a programação.


Às 3h30 de segunda (24), a boneca começou a chorar e acordou a jovem.


No entanto ela levou susto quando notou a casa em chamas. Rapidamente, ela acordou a mãe, Marina Deason. Segundo o bombeiro Victor Woods, os detectores de incêndio na casa não estavam funcionando e a família teve sorte em não ficar ferida.


Notícia publicada no Portal G1, em 27 de outubro de 2011.



Nara de Campos Coelho* comenta


A notícia relata a história de uma família que é salva de um incêndio na própria residência, por causa de um choro de boneca durante a madrugada, despertando-os a tempo de fugir das chamas. A boneca que chora em horários programados, foi levada para casa pela aluna Christian Deason, de 17 anos, como parte de um projeto escolar que visa dar conhecimento e responsabilidade aos alunos no cuidado com crianças.


“Que sorte!”, dirão muitos. Foi isso que disse o bombeiro que ajudou a apagar as chamas. Mas, se existisse sorte, existiria o azar... E como entender a justiça divina ao “distribuir” sorte e azar? Qual seria o critério? Com o Espiritismo, aprendemos que somos regidos pela Lei de Causa e Efeito. Só sofremos o que precisamos sofrer, sempre em virtude das nossas ações. No Livro “Nosso Lar”, o mentor Lísias nos diz que “Deus criou o livre-arbítrio e nós, os homens, criamos as fatalidades.” Eis que estas fatalidades estão o tempo todo em torno de nós, em todos os séculos, em todos os lugares. São fruto do uso equivocado do nosso livre-arbítrio. Este parecer, está confirmado na questão 852, de “O Livro dos Espíritos”, que, entre outras assertivas, nos diz: “(...) ainda aqui lançais à conta do destino o que as mais das vezes é apenas consequência de vossas próprias faltas. (...)”


A Espiritualidade amiga está sempre a postos para nos ajudar e, quando merecemos, por estarmos harmonizados às leis de Deus, ela faz uso de todos os mecanismos possíveis para que isto se dê. Não produz milagres, derrogando as leis da natureza, mas nos promove o auxílio, usando as pessoas que estão em torno de nós. Para salvar esta família, as chamas não se apagaram como por encanto. Mas a boneca chorou... A professora que programou a boneca, para que ela chorasse exatamente na hora em que o incêndio estivesse acontecendo na casa, foi instrumento dos amigos espirituais. Tudo porque a família não precisaria ser vítima física do incêndio. Apenas sofreria os danos materiais. “Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus”, responderam os Espíritos a Kardec, ainda em “o Livro dos Espíritos”, na questão 536.


Deste fato feliz, entendemos que, quando o contrário acontece, ou seja, quando pessoas são vitimadas por fatalidades, a mesma lei funciona. Eis que, com o Espiritismo, entendemos que nestes tristes acontecimentos há, por consequência natural, o encontro das vítimas com a lei divina que um dia infringiram. Se não foi nesta mesma encarnação, foi em outra. Assim, as tais fatalidades são sempre o resultado das necessidades evolutivas dos envolvidos. E, por sua vez, as situações de amparo espiritual e felicidade, também, são consequências dos méritos adquiridos pelos que estão envolvidos nos acontecimentos. Nem sorte, nem azar...


Ainda com André Luiz, na psicografia de Chico Xavier, aprendemos que o carma é a conta do nosso destino. No caso desta família americana, a conta do destino lhe apresentou um belo crédito! Quando todos aprendermos que a nossa melhor escolha é a atitude no bem, na conta do nosso destino os méritos superarão os deméritos e daremos mais espaço para a felicidade.


Que assim seja para todos nós!


* Nara de Campos Coelho, mineira de Juiz de Fora, formada em Direito pela Faculdade de Direito da UFJF, é expositora espírita nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, articulista em vários jornais, revistas e sites de diversas regiões do país.