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Ansiolíticos estão entre remédios mais consumidos entre 2007 e 2010

13 de abril de 2012



Ansiolíticos estão entre remédios mais consumidos pela população brasileira entre 2007 e 2010



Cerca de 10 milhões de caixas do medicamento Clonazepam, o primeiro da lista, foram vendidas só em 2010


Anvisa


Anvisa lançou nesta sexta-feira (20/1), a segunda edição do Boletim do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O documento traz uma série de dados relativos ao comércio de medicamentos controlados no Brasil e demonstra que os ansiolíticos Clonazepam, Bromazepam e Alprazolam foram as substâncias controladas mais consumidas pela população brasileira no período de 2007 a 2010.


Usados no tratamento dos distúrbios da ansiedade, esses medicamentos ocuparam, durante todo o período analisado, as três primeiras posições de venda. Só em 2010, foram vendidas cerca de 10 milhões de caixas do medicamento Clonazepam – o primeiro da lista. O segundo mais comercializado foi o psicotrópico Bromazepan, com 4,4 milhões de unidades vendidas, seguido pelo medicamento Alprazolam, que registrou 4,3 milhões de unidades.


Além das informações de consumo, o Boletim também apresenta estimativas de gastos das famílias brasileiras com as substâncias de maior consumo. No caso do Clonazepam, por exemplo, o investimento dos brasileiros, se considerado o preço máximo ao consumidor e a menor faixa de imposto (12%) aplicável, pode ter chegado a R$ 92,4 milhões.



Veterinários e dentistas


Outro dado que pode ser destacado no Boletim é o grande volume de alguns tipos de receituário de controle especial prescritos por médicos veterinários e odontólogos, valores percentuais superiores à quantidade prescrita por médicos. Em 2010, dos quatro tipos de receituários existentes, os médicos veterinários utilizaram a notificação de receita especial de cor branca em 16 % das suas prescrições.


Já os odontólogos a utilizaram em 15,4% dos casos, e os médicos, em 8% do total de suas prescrições. As Notificações de Receitas Especiais de cor branca são utilizadas para prescrição de medicamentos da classe dos retinóicos, indicados, principalmente, para problemas dermatológicos.


Matéria publicada na Revista ISTOÉ, em 20 de janeiro de 2012.



Claudia Cardamone* comenta


Em “O Livro dos Espíritos”, na questão 718, Allan Kardec perguntou se a lei de conservação nos obrigaria a prover às necessidades do corpo. Os espíritos responderam que sim. Então, o codificador da Doutrina Espírita inquiriu se o homem seria censurável ao procurar o seu bem-estar. A resposta foi negativa, desde que não houvesse abuso ou prejuízo de si e de outros.


O Homem criou facilidades e necessidades e com isto passou a buscar cada vez mais a satisfação de seus desejos. Isto levou à ansiedade e outros distúrbios e a uma prática perigosa, a dependência medicamentosa. Nós, seres humanos, criamos as situações que geram ansiedade, principalmente pelas escolhas que fazemos, mas não queremos mudar, não queremos abrir mão de nenhum de nossos brinquedinhos tecnológicos, desenvolvemos então medicamentos que diminuem esta ansiedade toda sem que tenhamos que mudar qualquer coisa em nossas vidas.


Temos tanta pressa, tanto sentimento impróprio de "perda de tempo" que acabamos não nos dando tempo para lidar com o mundo que nos rodeia. Tudo está cada vez mais rápido, tão rápido que em pouco tempo mal prestaremos atenção a nós mesmos.


* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, no ano de 1996, pelas FMU em São Paulo. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como artesã. É espírita e trabalhadora da Associação Espírita Seareiros do Bem, em Palhoça/SC.