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Pessoas confiam mais em cristãos do que em ateus, diz pesquisa

25 de fevereiro de 2012



Pessoas confiam mais em cristãos do que em ateus, diz pesquisa



Estudo norte-americano observa entre as pessoas preconceito contra ateus e homossexuais, mas por motivos diferentes


por Redação Galileu


Pesquisa realizada em novembro pela Universidade de British Columbia, no Canadá, e pela Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, concluiu que as pessoas em geral tendem a confiar mais nos cristãos do que nos ateus, gerando certo preconceito para com os cidadãos que não acreditam em Deus.


Para isso, fez-se uma simples pesquisa com mais de 300 americanos de idades entre 18 e 82 anos. Os autores apresentavam aos participantes alguns tipos sociais, como ateus e homossexuais, e colhiam alguns dados que resumiam sentimentos e pensamentos relacionados a esses tipos, como nível de confiança e nível de aversão.


O estudo descobriu que os entrevistados não tinham problemas relacionados a pessoas em geral – o que demonstra que eram voluntários normalmente sociáveis –, mas tinham menos empatia por homossexuais e ainda menos por ateus – mostrando haver preconceito contra ambas as condições.


O preconceito contra ateus estava mais relacionado a uma falta de confiança nessas pessoas – os participantes relataram que não achavam os ateus confiáveis. Já em relação ao preconceito contra gays, foi notado entre os entrevistados um grau de revolta com o comportamento em público das pessoas com essa opção sexual.


Matéria publicada na Revista Galileu, em dezembro de 2011.



Luiz Gustavo C. Assis* comenta


Existe uma tendência no ser humano para valorizar pessoas do mesmo grupo social, da mesma etnia, raça e crença, dando “menos valor” a pessoas aparentemente diferentes. A pesquisa acima relatada demonstra essa ideia, evidenciando como determinados grupos como os ateus e homossexuais são alvo de preconceito na sociedade ocidental de maioria cristã.


Contudo, se refletirmos nos ensinamentos cristãos e analisarmos a vida do nosso exemplo maior, o Cristo, compreenderemos que a atitude relatada da sociedade, que se diz de maioria cristã, é incoerente. Jesus veio nos ensinar o amor incondicional por todos, nunca se eximiu de ajudar e ensinar ninguém independentemente de raça, cor ou crença religiosa. Assim, ensinou, ajudou e conviveu com prostitutas, publicanos, samaritanos, leprosos, romanos (povo dominador do povo judeu à época), etc.


Vale lembrar, ainda, que na última ceia com seus apóstolos, Jesus nos disse: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.” (João 15:12.)


Dessa maneira, apesar de o ser humano ainda possuir uma tendência para valorizar pessoas do mesmo grupo social, nós, como cristãos, devemos nos esforçar por vencer os nossos preconceitos, as nossas limitações e procurarmos amar a todos como fez o nosso Mestre amado. O Espiritismo, que é o Cristianismo Redivivo, vem nos lembrar dos ensinamentos cristãos. Vem dizer que não é a crença, a raça, ou a sexualidade que vai determinar a posição da pessoa na vida futura, mas os seus atos, o bem ou o mal praticados, a caridade praticada, a caridade que ficou por fazer, quantas lágrimas enxugou, etc.


Portanto, meus irmãos, procuremos nos amar uns aos outros. Esforcemo-nos por vencer nossas imperfeições e preconceitos e praticar a caridade para com todos, como fez Jesus. Apenas conseguindo superar as nossas diferenças, preconceitos e nos amando, conseguiremos tornar a Terra um lugar melhor para viver.


A nós espíritas-cristãos fica a exortação do Espírito de Verdade, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo VI, “O Cristo Consolador”:


“Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: ‘Irmãos! nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade.’” – O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.)


* Luiz Gustavo C. Assis é psicólogo, trabalhador do Centro Espírita Maranhense, em São Luís do Maranhão, e da equipe do Espiritismo.net.