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Menino desafia opinião médica e sobrevive a câncer com terapia fotodinâmica

3 de fevereiro de 2012



Menino desafia opinião médica e sobrevive a câncer com terapia fotodinâmica



Um menino de 10 anos de idade diagnosticado com uma rara forma de câncer em 2006 vem surpreendendo especialistas na Grã-Bretanha pela melhora em seu estado de saúde depois de se submeter a um tratamento alternativo à quimioterapia.


Connah Broom, da cidade de Flintshire no País de Gales tinha 11 tumores e a quimioterapia apresentava poucos resultados.


Mas após se submeter ao tratamento, conhecido como terapia fotodinâmica e que custou mais de 200 mil libras (equivalentes a cerca de R$ 560 mil), resta ainda apenas um dos tumores.


Seu médico descreve seu estado físico como impressionante e sua família diz que ele está bem.


A avó, Debbie Broom, explicou que após a quimioterapia e outros tratamentos tradicionais terem sido descartados, a família começou a procurar outras formas de combate ao câncer raro, conhecido como neuroblastoma, uma doença que afeta cerca de 80 crianças na Grã-Bretanha anualmente.


Em 2007, eles ouviram falar de uma clínica privada no México que oferecia o tratamento de terapia fotodinâmica.


O tratamento usa laser, e outras fontes de luz, combinado com um medicamento que reage à luz (chamado de agente fotossensível) para destruir células cancerígenas.


Em alguns países, como na Grã-Bretanha, a técnica é usada para o tratamento de algumas formas de câncer, como o de pele.


O garoto se submeteu a um tratamento intensivo de duas semanas no México, segundo a avó.


Ele prosseguiu então com a terapia em casa, onde mora com os avós e o pai.



Resultados


Agora, após quatro anos, Debbie diz que os 10 tumores secundários do neto se foram.


"Estamos lutando e Connah também. Ele está se saindo muito bem", diz ela.


Ele ainda tem o tumor primário em seu abdômen e se submete a sessões de duas horas de tratamento, quatro dias por semana.


O garoto também frequenta uma escola em período integral, toca teclado, canta, dança e gosta de jogar futebol e fazer ginástica.


A avó está convencida de que o tratamento, aliado a uma dieta orgânica, é o segredo do sucesso do neto.


No entanto, o médico de Connah, Eamonn Jessup, não sabe se o tratamento surtiu efeito ou foi seu corpo que combateu o câncer.


"Seu estado é impressionante”, diz ele. "É realmente inexplicável que a maioria dos tumores tenha desaparecido."


"Não sei se é por causa do regime seguido ou do tratamento", finaliza.


A avó diz que a família continuará com o tratamento até que o último tumor desapareça.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 2 de dezembro de 2011.



Luiz Gustavo C. Assis* comenta


Esta matéria traz-nos algumas reflexões importantes. A princípio, ao conhecermos a história de Connah Broom, pode surgir, em muitos de nós, a questão: “Por que um menino tão novo está passando por tantas dificuldades de saúde? Onde a justiça de Deus, aí?”


Encontramos a resposta a esta pergunta no capítulo V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo:


“As vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se”.


“De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida”.


Dessa maneira, Allan Kardec, nos ensina que Deus é infinitamente justo e bom e, se não encontramos a causa de uma vicissitude na existência atual, devemos inferir que a sua causa está em uma existência anterior. Tenhamos certeza disso.


Contudo, outro ponto bastante interessante - além da diminuição do número de tumores utilizando-se de um tratamento não convencional - que merece destaque na matéria é a perseverança da família na busca de uma solução quando todas as saídas da ciência médica atual pareciam esgotadas. Muitas pessoas, ao passarem por uma doença difícil, com um prognóstico médico desanimador, se entregam ao desespero e à falta de fé. Entregam-se ao desânimo e contribuem, dessa maneira, para uma piora do seu quadro clínico. Não foi o que aconteceu com Connah e sua família.


Se o tratamento utilizado com laser e outras fontes de luz, combinado com um medicamento que reage à luz para destruir células cancerígenas, é realmente eficaz, e se será incorporado ao tratamento do câncer, cabe à ciência médica avaliar e decidir, pois devemos considerar, também, a existência do efeito placebo - que é o efeito benéfico à saúde de um indivíduo produzido por uma substância ou tratamento inerte (sem princípios ativos).


A nós, estudantes da doutrina espírita, contudo, cabe-nos avaliar o papel da fé no tratamento do paciente, pois, com certeza, este fator contribuiu, significativamente, para um resultado positivo no tratamento.


Jesus, nosso Amado Mestre, nos ensinou há mais de dois mil anos o poder que a fé possui. Diz-nos, em Mateus (17:20): “Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível”.


Ao procurar novos tratamentos e acreditar que Connah ficaria bem, a família demonstrou fé e perseverança e moveram as “montanhas” do câncer. O médico fica na dúvida se foi o tratamento ou o regime seguido, mas nós, conhecedores do poder da fé, dizemos, pode ter sido o tratamento, pode ter sido o regime, mas, com certeza, a fé dele e, principalmente, de sua família, o curou.


Observemos o exemplo da família Broom. Mesmo quando todas as alternativas parecerem esgotadas, continuemos buscando uma saída, com fé e tendo a certeza que Deus nunca nos desampara. E sigamos o conselho de Emmanuel, na mensagem “Estás doente?”, do livro Fonte Viva, psicografado por Francisco Cândido Xavier: “Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará”.


* Luiz Gustavo C. Assis é psicólogo, trabalhador do Centro Espírita Maranhense, em São Luís do Maranhão, e da equipe do Espiritismo.net.