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Irmãos gêmeos se reencontram após 29 anos no RS

Irmãos gêmeos abandonados se reencontram após 29 anos no RS



Roberta Fernandes, 31 anos, foi adotada aos 9 anos em Porto Alegre. Ela soube do irmão gêmeo e iniciou busca por ele em 1998.


Glauco Araújo
Do G1, em São Paulo


Os irmãos gêmeos Roberta e Roberto Fernandes, 31 anos, se reencontraram nesta quarta-feira (3), em Porto Alegre, após 29 anos separados. Ela foi abandonada pelos pais quando tinha 2 anos de idade e adotada aos 9 anos. O irmão foi deixado com 5 anos na Casa do Menino Jesus de Praga, na capital gaúcha, onde mora até hoje.


Segundo a direção da instituição, Roberta procurou pelo irmão por 13 anos. A busca pelo paradeiro de Roberto começou em 1998, quando decidiu saber informações sobre a família de sangue. "Agora preencheu o pedacinho que faltava no meu coração", disse Roberta durante o encontro.


O reencontro dos dois irmãos foi marcado de muita emoção. Segundo relatos de funcionários, Roberto abriu um sorriso logo que viu a irmã. "Ele ficou muito emocionado. Até ficamos espantados com tanta emoção por parte dele. Como ele tem algumas limitações por causa da paralisia cerebral, precisamos colocá-lo na cama para acalmá-los e continuar o encontro", disse Denia Palmira, responsável pela comunicação da instituição e que acompanhou o reencontro.


Antes de ser levado para a Casa do Menino Jesus de Praga, Roberto passou pelo Lar Santo Antônio dos Excepcionais. Ele sempre foi amparado por Clarinda Carvalho da Silveira, supervisora de apoio da casa, que trabalha na primeira instituição desde a inauguração, em 1984. "Eu cuidava dele desde o primeio abrigo e acabamos criando uma afinidade muito grande. Ele é muito especial para mim", disse.


Foi Clarinda que possibilitou o cruzamento de informações sobre a origem de Roberto com a história de Roberta, que buscava o irmão. "Hoje [quinta-feira (4)], ele sorri toda vez que se fala da irmã gêmea", disse a supervisora.


Roberto e Roberta ainda têm um outro irmão, mais novo, com cerca de 28 anos. O paradeiro dele ainda é desconhecido.


Notícia publicada no Portal G1, em 4 de agosto de 2011.



Reinaldo Monteiro Macedo* comenta


Lendo, analisando e submetendo o artigo ao crivo da ótica Espírita, levantamos algumas hipóteses:


- Será que esses irmãos possuem ligações muito fortes provenientes de outras reencarnações, a tal ponto que a irmã empreendeu pesquisa depois de certa idade para descobrir o paradeiro do irmão?


- Estaria ele sob prova ou expiação, passando somente agora a voltar a ter contato com a irmã com quem tinha essa forte ligação, e por isso sorriu logo que a viu?


- Disseram também que mal ouvia o nome da irmã ele passava a ficar sempre alegre... Isso confirma as especulações que acabamos de fazer?


- A Sra. Clarinda poderia ter sido mãe de Roberto em outras vidas na Terra e teria vindo nesta sua própria reencarnação, objetivando cuidar dele até que a irmã o encontrasse, ajudando-o, como uma mãe, a desempenhar com sucesso sua programação reencarnatória?


Mil perguntas... Será que?... Será que?... Será que?... E muitas mais podem ser as hipóteses a serem levantadas sobre esse caso, isso é certo.


Mas será que todo esse desenlace, e tudo o que ele envolveu, foi obra do acaso? Cada qual que responda a essa pergunta ao seu íntimo...


Uma última especulação:


Será que a divulgação e o conhecimento desses fatos específicos pretendem servir de exemplo e assim começar (ou aumentar) as reflexões dos homens sobre a capacidade de realização de um exemplo de AMOR?


Ou será tudo isso ao mesmo tempo? A palavra “exemplo” me lembra de Jesus...


Fica aqui a ideia lançada para discussão íntima por cada um que ler este artigo.


* Reinaldo Monteiro Macedo é aposentado, administrador e analista de sistemas de formação, expositor de estudos e colaborador do Centro Espírita Nair Montez de Castro no Rio de Janeiro/RJ e de algumas outras Casas.