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Estado da Índia oferece prêmios a casais que aceitarem esterilização

Estado da Índia oferece prêmios a casais que aceitarem esterilização



Autoridades de saúde do Estado indiano do Rajastão, no oeste do país, lançaram uma campanha na qual oferecem prêmios a casais que se submeterem a um procedimento de esterilização.


Para tentar reduzir as altas taxas de natalidade, as autoridades estão estimulando homens e mulheres a se submeter às cirurgias de forma voluntária. Em troca, eles podem participar de uma loteria que sorteia carros, motos, aparelhos de televisão, entre outros prêmios.


Entre os prêmios oferecidos está o Tata Nano, o carro mais barato do mundo.


O chefe do setor médico de Jhunjunu, Sitaram Sharma, espera que estes prêmios possam levar pelo menos 20 mil homens e mulheres a fazer a esterilização.


E a oferta não está aberta apenas a moradores da região, todos os indianos poderão ir até o Estado para fazer o procedimento e ganhar os prêmios.


Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Mark Dummett, muitos no governo indiano temem o aumento da população do país, que deve ultrapassar a população da China em 2030.


Outras regiões também já ofereceram incentivos para casais que se oferecem para o procedimento de esterilização.


A Índia já tentou fazer campanhas de esterilização. Uma destas campanhas, nos anos 70, teve que ser encerrada depois de reclamações de que milhares de homens e mulheres tinham sido obrigados a fazer o procedimento.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 1º de julho de 2011.



Marcia Leal Jek* comenta


A Índia tem enfrentado um grave problema que é a superpopulação, e estamos diante de um fato que deve ser, todavia, estudado à luz do Evangelho e não por meios da precipitação materialista.


A família tem a responsabilidade de planejar e buscar sempre alternativas para dar continuidade à vida. Temos vários métodos contraceptivos. É melhor usar o anticonceptivo do que abortar.


Nesta reportagem, a Índia tenta reduzir as altas taxas de natalidade estimulando homens e mulheres a se submeter às cirurgias de forma voluntária e até oferecendo prêmios a casais que se submeterem a um procedimento de esterilização. Mas, seria lícito ao homem controlar a própria reprodução?


As questões 686 e 687, de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, nos dizem que a Lei da Reprodução estabelece as bases para a evolução do Espírito e que a reencarnação é uma lei natural, pois sem a reprodução o mundo corpóreo pereceria.


É necessário que o processo reencarnatório ocorra, mas com esse crescimento teremos um excesso de população na terra? Os Espíritos respondem que Deus mantém sempre o equilíbrio e que o homem com sua visão limitada não pode julgar a grandeza da harmonia em conjunto.


Todos nós encarnamos na Terra com planejamento definido, o que não quer dizer definitivo. Formar uma família e ter filhos é uma missão sagrada.


A necessidade de controle da natalidade ocorre devido à falta de trabalho, falta de moradias, muitos jovens e poucas escolas, filhos desnutridos de famílias numerosas pela escassez de alimento, etc.


Precisamos levar às pessoas o esclarecimento e a devida orientação sobre o conhecimento da vida, das grandes leis da vida de ação e reação.


Então, quais seriam as decisões a serem tomadas diante do controle da natalidade? Precisamos entender que os fatos são de foro íntimo e que cada caso deverá ser estudado, considerando a conscientização como processo de entendimento e responsabilidade.


Jorge Andréa dos Santos, em seu livro Forças Sexuais da Alma, nos esclarece: “(...) A avaliação das condições do controle da natalidade é da maior complexidade. Somente aqueles que participam de um entendimento global (físico e espiritual) é que se encontram na posição de opinar; assim mesmo, ainda estarão sujeitos a erros.”


Não podemos saber com certeza do nosso planejamento reencarnatório. Mas Deus e a espiritualidade amiga nos ajudam a melhorar o nosso entendimento diante das coisas que são verdadeiramente importantes em nossas vidas. E isso cabe aos países como a Índia.


* Marcia Leal Jek estuda o Espiritismo há mais de 25 anos e é trabalhadora do Centro Espírita Francisco de Assis, em Jacaraipe, Serra, ES.