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Após cirurgia, americana acorda da anestesia com sotaque britânico

Após cirurgia, americana acorda da anestesia com sotaque britânico



Ela foi diagnosticada com a síndrome de sotaque estrangeiro. Karen Butler disse que a mudança ocorreu após cirurgia na boca.


Do G1, em São Paulo


Após realizar uma cirurgia na boca há um ano e meio, a norte-americana Karen Butler disse que acordou da anestesia com um forte sotaque estrangeiro. A mulher contou que nunca mais falou como uma nativa do estado do Oregon (EUA). Para a maioria das pessoas, seu sotaque soa como britânico, segundo reportagem da emissora de TV "KATU".


De acordo com a reportagem, Karen sofre de um problema conhecido como síndrome de sotaque estrangeiro, um distúrbio raro em que o paciente tem sua fala afetada. Conforme a "KATU", apenas 60 casos foram documentados em todo o mundo desde 1900.


Notícia publicada no Portal G1, em 3 de maio de 2011.



Claudia Cardamone* comenta


Acreditar que um problema orgânico pode gerar um sotaque em língua estrangeira é no mínimo estranho. Mas também pode não ser nada mais do que realmente um problema orgânico, porque a boca é um dos órgãos do corpo responsáveis pela produção do som e da fala. Ao se alterar alguma coisa na boca, pode alterar o som e isto ser interpretado como o surgimento de um sotaque estrangeiro.


Esta síndrome é, na verdade, uma desordem neurológica que altera as partes responsáveis pela fala. Será que é o cérebro que produz o sotaque ou ele vem do espírito?


Na questão 369, de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta se o livre exercício das faculdades dos espíritos está subordinado ao desenvolvimento dos órgãos e os espíritos disseram: - O exercício das faculdades depende dos órgãos que lhe servem de instrumento; elas são enfraquecidas pela grosseria da matéria.


Eles esclarecem na questão 372-a, dizendo: Jamais dissemos que os órgãos não exercem influência. Eles a exercem, e muito grande, sobre a manifestação das faculdades, mas não produzem as faculdades [...]


Todos nós já encarnamos em locais diferentes dos atuais e provavelmente em países diferentes. Se o nosso corpo permitisse uma certa lembrança destas vidas, de alguma forma não compreendida hoje, não poderíamos falar com um sotaque hoje estrangeiro?


Não é possível afirmar se é uma coisa ou outra, porque a relação entre corpo e espírito é muito intensa, mas compreender as possibilidades nos permite compreender melhor a doutrina espírita, que tem como princípio a relação do mundo material com os espíritos.


* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, no ano de 1996, pelas FMU em São Paulo. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como artesã. É espírita e trabalhadora da Associação Espírita Seareiros do Bem, em Palhoça/SC.