Espiritismo .NET

Corte judaica teria condenado à morte cão suspeito de ser advogado reencarnado

Corte judaica teria condenado à morte cão suspeito de ser advogado reencarnado



Um tribunal judaico de Jerusalém condenou um cão vira-latas à morte por apedrejamento, devido ao temor de que ele fosse a reencarnação de um advogado que insultou juízes da mesma corte, segundo apontam relatos.


De acordo com o site de notícias israelense Ynet, o cachorro entrou há algumas semanas no tribunal - composto por rabinos - e não saiu mais de lá, o que fez um juiz lembrar de uma maldição imposta a um advogado secular, já morto.


Na ocasião, há cerca de 20 anos, os juízes do tribunal do bairro ultraortodoxo de Mea Shearim desejaram que o espírito do advogado entrasse no corpo de um cão - animal tido como impuro no judaísmo tradicional – depois que ele proferiu insultos à corte.


Mesmo sentenciado à morte por apedrejamento, o cachorro conseguiu escapar do prédio do tribunal antes que a condenação fosse levada a cabo, afirma o Ynet.


Segundo relatos, um dos juízes do tribunal pediu às crianças da localidade que encontrassem o cachorro e executassem a sentença. Devido ao caso, uma organização de proteção aos animais registrou queixa na polícia contra uma autoridade da corte.



Vingança


Segundo o site Ynet, o tribunal nega que os juízes tenham condenado o vira-latas à morte.


No entanto, um representante da corte disse ao jornal Yediot Aharonot que o apedrejamento foi ordenado como uma "maneira apropriada de ‘se vingar’ do espírito que entrou no pobre cão".


Os tribunais rabínicos (battei din) são investidos do poder de julgar questões religiosas em Israel e em algumas outras comunidades ultraortodoxas pelo mundo.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 18 de junho de 2011.



Claudia Cardamone* comenta


Segundo a doutrina espírita, os juízes deste tribunal poderiam ficar tranquilos e até adotar o pequeno cão. Na questão 612 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec perguntou se “O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal”, e os espíritos responderam: “Isso seria retrogradar, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta à nascente.”


Isto não significa que não possa ter sido o advogado a provocar a caricata situação, já que desencarnado e lembrando-se da maldição que lhe foi lançada, pretenderia que a sua presença no tribunal fosse notada e atraiu o cão para dentro do tribunal. Pode ter sido também um espírito zombeteiro que, conhecedor da situação, tenha atraído o cão para se divertir.


Porém, não podemos descartar a possibilidade mais simples de o cão ter julgado encontrar no tribunal um local seguro para descansar e a consciência pesada do juiz ter trazido a história da maldição de volta, provocando o ato de vingança narrado.


Não podemos saber realmente o que aconteceu, mas de uma coisa temos certeza: o pobre cão foi uma vítima ignorante da situação ou será que alguém acha que ele estaria expiando alguma coisa?


* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, no ano de 1996, pelas FMU em São Paulo. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como artesã. É espírita e trabalhadora da Associação Espírita Seareiros do Bem, em Palhoça/SC.