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Nova reconstituição de homem de gelo é apresentada na Itália

Nova reconstituição do homem de gelo Oetzi é apresentada em exposição na Itália



Uma nova reconstituição da aparência humana de Oetzi, a famosa múmia congelada encontrada nos Alpes italianos em 1991, está em exposição a partir desta terça-feira (1º), no Museu de Arqueologia de Bolzano, para o aniversário de 20 anos da descoberta.


A obra é de autoria de dois artistas holandeses, Alfons e Adrie Kennis, que já haviam feito a reconstituição de um homem de Neandertal. O trabalho se baseia em resultados científicos e em projeções em 3D do esqueleto de Oetzi, enterrado na montanha há quase 5.300 anos, no início da Idade da Pedra, após ter, provavelmente, morrido em combate.


Os pesquisadores puderam, por exemplo, estabelecer que Oetzi, morto com cerca de 45 anos de idade, tinha olhos castanhos e não azuis como se acreditava anteriormente. Se ele tivesse vivido em nosso tempo, Oetzi usaria calçados número 36. Com 1,60 metro e cerca de 50 kg, ele estava na média dos humanos de sua época.


Com a evolução das técnicas, o Museu Arqueológico de Bolzano vai ainda modificar o método de conservação da múmia, preservada a uma temperatura de -6,5° C. Os restos vão também ser em breve tratados com nitrogênio para evitar sua deterioração.


Objeto de fascínio, Oetzi é também cercado por rumores de maldições: as mortes de várias pessoas que entraram em contato com ele, depois de sua descoberta em 19 de setembro de 1991. Entre elas, um casal de alpinistas alemães na geleira do Val Senales, alimentando este fenômeno.


O arqueólogo australiano Tom Loy morreu depois de começar a escrever um livro sobre Oetzi em 2005. Antes dele, um dos especialistas que havia analisado a múmia sofreu um acidente mortal quando estava indo para uma conferência sobre misterioso homem de gelo.


A exposição no Museu Arqueológico de Bolzano vai até 15 de janeiro de 2012.


Endereço: http://www.iceman.it/.


Notícia publicada no Portal UOL, em 1º de março de 2011.



Cristiano Carvalho Assis* comenta


Como nos fascina a viagem ao passado da humanidade! Conseguir entrever através deste corpo congelado de Oetzi a nossa história evolutiva e, porque não dizer, a nossa marcha espiritual. Quantos de nós participávamos da história da Humanidade daquele tempo tentando desenvolver nossos instintos e nossa rudimentar inteligência?


Quando estudamos o passado do mundo, percebemos que a natureza não dá saltos. Nosso desenvolvimento biológico e espiritual ocorre a passo de tartaruga. No tempo do nosso irmão Oetzi, a moralidade era elementar, mas com o passar das eras, através das lutas efetuadas pela sobrevivência, aprimorando a inteligência, sentindo necessidade de nos relacionarmos, começamos a desenvolver um sentido moral mais apurado. O tempo foi passando e nós, antes ignorantes e sem consciência de nós mesmos, conseguimos adquirir um conhecimento sobre aquilo que nos rodeia, desde os confins do universo até aos elementos atômicos que formam nossos corpos.


Ainda temos muito caminho pela frente para conseguirmos sublimar os nossos pensamentos, tendências, impulsos, desejos e sentimentos, ou seja, tudo aquilo que somos. E se avançamos bastante no conhecimento do nosso mundo, ainda está faltando muita sabedoria para sentir, perdoar e amar, muito conhecimento sobre a vida futura, acerca de servir o nosso próximo, em como exercer a humildade e tudo o que está relacionado com os ensinamentos do Cristo.


Um outro aspecto que a reportagem salienta é a suposta maldição da múmia. Como espíritas, sabemos que essa é uma situação que pode ser apenas uma mera coincidência, mas que também pode ocorrer devido à influência dos Espíritos, de fluidos desequilibrantes ou da nossa própria responsabilidade. Mas os espíritos e os fluidos que nos rodeiam apenas têm influências relativas, pois só terão forças se tiverem afinidade com nossas imperfeições íntimas. Precisamos entender que "as trevas só têm a importância que nós lhes emprestamos" (Ermance Dufaux). Os fluidos negativos, seja qual for a sua origem, só terão anuência sobre nós se tivermos o mesmo teor de vibração dentro de nós. Assim, acabamos por negligenciar os desígnios Divinos para aceitarmos que as nossas vidas são determinadas pelo contato com certos objetos, maldições ou "mal olhado". Por vezes, agimos dessa forma, para diminuirmos as nossas próprias responsabilidades não aceitando a necessidade de algum acontecimento para o nosso aprendizado.


Como observamos na questão 530, de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec: “P: Não podem os Espíritos levianos e zombeteiros criar pequenos embaraços à realização dos nossos projetos e transtornar as nossas previsões? Serão eles, numa palavra, os causadores do que chamamos pequenas misérias da vida humana? R: Eles se comprazem em vos causar aborrecimentos que representam para vós provas destinadas a exercitar a vossa paciência. Cansam-se, porém, quando veem que nada conseguem. Entretanto, não seria justo, nem acertado, imputar-lhes todas as decepções que experimentais e de que sois os principais culpados pela vossa irreflexão. Fica certo de que, se a tua louça se quebra, é mais por desazo teu do que por culpa dos Espíritos.” (grifo nosso)


Não duvidemos que só atraímos aquilo que necessitamos e acima de todos nós está a misericórdia Divina que não nos permitiria passar por algo que não merecíamos viver. Mais uma vez, citamos “O Livro dos Espíritos”, na questão 557: “P: Podem a bênção e a maldição atrair o bem e o mal para aquele sobre quem são lançados? R: Deus não escuta a maldição injusta e culpado perante ele se torna o que a profere. Como temos os dois gênios opostos, o bem e o mal, pode a maldição exercer momentaneamente influência, mesmo sobre a matéria. Tal influência, porém, só se verifica por vontade de Deus como aumento de prova para aquele que é dela objeto. Demais, o que é comum é serem amaldiçoados os maus e abençoados os bons. Jamais a bênção e a maldição podem desviar da senda da justiça a Providência, que nunca fere o maldito, senão quando mau, e cuja proteção não acoberta senão aquele que a merece.”


Por isso, procuremos a nossa mudança íntima educando as nossas imperfeições e agindo sempre no bem. Não procuremos a perfeição instantânea ou a ilusão de sermos auto-suficientes na nossa proteção espiritual. Confiança em Deus, oração constante, meditação nos ensinamentos divinos e vigilância nos nossos atos e pensamentos serão a melhor proteção para qualquer possível maldição.


* Cristiano Carvalho Assis é formado em Odontologia. Nasceu em Brasília/DF e reside atualmente em São Luís/MA. Na área espírita, é trabalhador do Centro Espírita Maranhense e colaborador do Serviço de Atendimento Fraterno do Espiritismo.net.