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Ex-miss Venezuela mostra luta contra câncer em livro

Ex-miss Venezuela mostra luta contra câncer em livro



Iracema Sodré
Da BBC Brasil em Londres


A ex-miss Venezuela e apresentadora de TV Eva Ekvall surpreendeu o país aparecendo careca, doente e sem maquiagem em um livro que revela cada passo de sua luta contra o câncer de mama.


Ekvall, de 28 anos, foi diagnosticada com a doença um ano atrás, poucos meses após dar à luz sua filha, Miranda. O câncer já estava em estágio avançado.


Os oito meses seguintes, quando ela passou por uma mastectomia dupla e por tratamentos com quimioterapia e radiação, foram documentados pelo fotógrafo Roberto Mata.


"No início foi difícil. Eu sabia que a minha imagem, que tem tanto a ver com beleza, não seria favorecida. Mas logo percebi que isso não importa. Se você tem câncer, ninguém deve esperar que você esteja bonita", disse Ekvall à BBC Brasil.


No livro Fuera de Foco (Fora de Foco), as fotos de Mata são acompanhadas por e-mails, extratos de um diário e testemunhos de Ekvall que descrevem o que a modelo e jornalista passou desde o momento do diagnóstico até o fim do tratamento.


"As pessoas na Venezuela não têm problema algum em falar de implantes de seios, mostrar o resultado de cirurgias plásticas, discutir qual é o tamanho ideal, mas o câncer de mama ainda é um tabu. Eu não entendo a razão disso."



Diagnóstico


Ekvall diz esperar que o livro ajude a conscientizar as mulheres da necessidade de realizar o auto-exame e as mamografias periódicas.


"Minha avó morreu de câncer de mama e uma tia teve a doença duas vezes. Mesmo assim, quando percebi algo estranho nos meus seios durante a gravidez, não dei importância, provavelmente por que me considerava jovem demais", disse ela.


"Só fui ao médico quando minha filha tinha cerca de 6 meses, porque estava tendo dificuldades para pegá-la no colo. Mesmo assim, nem passou pela minha cabeça que pudesse ser câncer."


Depois do diagnóstico, Ekval decidiu se manter ocupada. Além de continuar trabalhando como apresentadora de telejornal, quando usava peruca e maquiagem para passar uma aparência saudável, a jornalista decidiu usar seu status de figura pública na Venezuela para ajudar a organização de câncer de mama Senos Ayuda.


A experiência também mudou sua relação com a beleza. Depois de retirar os dois seios, Ekvall passou por uma cirurgia reconstrutiva que a deixou com grandes cicatrizes nas costas, de onde foram retirados músculos e pele para a operação.


"Eu estava tão furiosa por ter câncer que eu queria me ver livre daqueles seios. Foi traumático no começo, mas hoje me sinto mais confortável comigo mesma. Não fico tão preocupada com a minha aparência e aprecio mais o que eu tenho."



Família


Para Ekvall, a parte mais dolorosa de sua luta contra o câncer foi o afastamento da filha, Miranda.


"Ela ainda era muito pequena e eu não tinha forças nem para carregá-la no colo. Durante o tratamento, eu tinha pouca energia, pouca paciência, e ela acabava passando muito tempo com a minha mãe", disse a ex-miss à BBC Brasil.


"Houve momentos em que ela sequer me reconhecia."


Hoje, alguns meses após o fim do tratamento, Ekvall continua com seu trabalho na televisão e adicionou à sua rotina as viagens para levar e buscar a filha na creche.


"Agora, estamos muito mais próximas e ela já me chama de ‘mamãe’."


Notícia publicada na BBC Brasil, em 23 de fevereiro de 2011.



Marcia Leal Jek* comenta


O câncer de mama faz a autoestima de muitas mulheres ficar baixa, e pode até levar a morte. Ele surge quando as células multiplicam-se desordenadamente e vão crescendo sem controle, espalhando-se através de tecidos onde não deveriam estar presentes.


Inúmeros fatores estão relacionados para seu surgimento: emocionais (sentimentos como raiva, ódio, inveja e ciúme); orgânicos (distúrbios hormonais); fatores externos (fumo, radiação, alimentação inadequada - gorduras); hereditariedade.


É raro a doença antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70, registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes. No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Consulte a publicação Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para 2008, no link: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=1796 ou Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para 2010, no link: http://www.inca.gov.br/estimativa/2010/index.asp?link=conteudo_view.asp?ID=2.


Os pensamentos são de extrema importância neste processo. Com ele, poderemos acelerar a cura ou estimular a disseminação da doença. Nosso corpo espiritual ou, como Allan Kardec o chamou, nosso perispírito é modelado pela nossa mente. Dependendo do que pensamos, teremos equilíbrio, luz e saúde ou desequilíbrio, trevas e doença, pois o corpo espiritual influencia constantemente o corpo material.


Precisamos sempre vigiar nossos pensamentos e ações para que possamos nos sintonizar com os melhores fluidos e com os Espíritos protetores, estabelecendo uma atmosfera favorável.


O Espiritismo é ciência, religião e o encontro com a fé racionada. Por isso, antes de pensarmos naquilo que é impossível ou que contrarie as leis de Deus, precisamos entender que o sofrimento e a dor fazem parte da nossa vida, apesar de, muitas vezes, nos revoltarmos por não entendermos os motivos dos males pelos quais somos acometidos. Como Ekvall disse: "Eu estava tão furiosa por ter câncer que eu queria me ver livre daqueles seios...”


Em um dos apontamento feito por Chico Xavier, “(...) a doença é uma espécie de escoadouro de nossas imperfeições; inconscientemente, o espírito quer jogar para fora o que lhe seja estranho ao próprio psiquismo. Na realidade, toda doença no corpo é processo de cura para a alma (...)” Veja a mensagem na íntegra no site http://www.cadernodemensagens.net/node/146.


Vemos assim que um dos motivos de nossas reencarnações é para que nosso perispírito desequilibrado de outras eras possa jogar para o corpo somático o que não presta no espiritual, gerando assim a doença.


Estando a pessoa com a doença instalada, poderá ter duas atitudes com consequências inversas. Ficar revoltado, chateado ou triste, deixando assim os dois corpos desequilibrados e com a cura muito dificultada. Ou poderá gerar esperança, fé, resignação e coragem para enfrentar a enfermidade, conseguindo uma reestruturação perispiritual e consequente influência no corpo físico, trazendo o restabelecimento da saúde. Esta última, com este posicionamento, estará atraindo o reequilíbrio. Os remédios prescritos pelos médicos farão mais efeito, as terapias serão vitoriosas e os momentos difíceis serão superados com mais facilidade.


Precisamos nos conscientizar que para termos o nosso processo de cura precisamos fazer a nossa parte. Isso Jesus sempre demonstrava quando dizia "tua fé te curou", mostrando que Ele tinha a vontade de curar a todos, mas nem todos estavam preparados para serem curados.


São de grande sensibilidade os conselhos de Allan Kardec:


“... Dome suas paixões animais; não alimente ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho; não se deixe dominar pelo egoísmo; purifique-se, nutrindo bons sentimentos; pratique o bem; não ligue às coisas deste mundo importância que não merecem”. (O Livro dos Espíritos, pergunta 257.)


* Marcia Leal Jek estuda o Espiritismo há mais de 25 anos e é trabalhadora do Centro Espírita Francisco de Assis, em Jacaraipe, Serra, ES.