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Menino de três anos passa por tratamento contra álcool

Menino de três anos passa por tratamento contra álcool



Criança é considerada alcoólatra mais jovem da história do país


Um menino de três anos foi internado em um hospital público da Grã-Bretanha para passar por um tratamento contra o alcoolismo, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira pelo Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS na sigla em inglês). O garoto, considerado o alcoólatra mais jovem da história do país, é um dos 13 menores de 12 anos diagnosticados com problemas ligados ao álcool entre 2008 e 2010 pelo NHS.


Os dados compilados pelo órgão mostram também que mais de 70 adolescentes entre 13 e 16 anos foram hospitalizados em unidades de emergência por abuso de álcool. Outros 106 da mesma idade apresentaram dependência. Segundo um estudo realizado em outubro de 2009, os britânicos são os maiores consumidores de álcool entre os cidadãos dos 27 países da União Europeia (UE).


Quanto mais precoce o uso do álcool, maior o risco de dependência. Não existem doses seguras para o consumo de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Como o corpo está em desenvolvimento, a substância pode danificar todos os órgãos em formação. Entre os principais danos decorrentes da ingestão da bebida, estão distúrbios comportamentais, além de problemas de memória e aprendizado.


(Com Agência France-Presse)


Matéria publicada na Revista Veja, em 15 de março de 2011.



José Antonio M. Pereira* comenta


A primeira coisa que imagino que muita gente lembre, ao ler a matéria acima, é a história daquele menino da Indonésia(1), que com apenas 2 anos de idade, já estava viciado em cigarros.


O caso é semelhante e, embora o fenômeno tenha explicações dos pontos de vista biológico e social, a reencarnação e a influência espiritual também podem ser fatores que levaram essas crianças tão precocemente a enfrentar problemas dessa gravidade.


Do ponto de vista biológico, temos a predisposição orgânica, que contribui para a ocorrência dos vícios que levam à dependência química. Já do ponto de vista social, a imitação do comportamento dos pais e pessoas próximas, a educação, a cultura local, entre outros, ajudam a aumentar os índices do vício.


Ainda que esteja cada vez mais claro para profissionais e para sociedade atual, em quase todos os continentes, que o problema do vício precisa ser abordado de forma multidisciplinar, envolvendo aspectos jurídicos, sociais, econômicos, culturais, de saúde e segurança pública, o aspecto espiritual ou religioso costuma ficar relegado ao segundo plano.


Nem tudo tem uma causa direta no mundo espiritual, mas quando estamos envolvidos em atividades relacionadas ao contato com os Espíritos, verificamos, na teoria e na prática, que este conhecimento pode dar apoio ou resolver problemas graves de nossas vidas. E mais: em alguns casos, somente através da terapia espiritual, conseguimos solucionar tais dificuldades, quando a causa está totalmente do lado de lá.


Embora não possamos afirmar categoricamente – porque seria necessário estudar os detalhes –, podemos dizer que este caso, de uma criança que em tão tenra idade manifesta um vício destas proporções, tem indícios suficientes para considerarmos que se trata de um problema adquirido em vidas anteriores. E ainda mais provável: a influência de espíritos obsessores, interessados no corpo do encarnado, através do qual podem experimentar um prazer que de outra maneira não conseguiriam.


Meditando sobre esse drama, suas possíveis causas e recursos de que dispomos para auxiliar na sua solução, chegamos a uma conclusão... Quando a medicina e a psicologia aliarem a terapêutica espiritual às terapias da Terra, seremos mais capazes de eliminar comportamentos e fenômenos patológicos, ao mesmo tempo que traremos mais paz para todos no nosso planeta.



Referência:


(1) Com apenas dois anos de idade, menino fumante já pode estar viciado: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/05/com-apenas-dois-anos-de-idade-menino-fumante-ja-pode-estar-viciado.html.


* José Antonio M. Pereira coordena o ESDE e é médium da Casa de Emmanuel, além de integrante da Caravana Fraterna Irmã Scheilla, no Rio de Janeiro. Também é colaborador da equipe do Serviço de Perguntas e Respostas do Espiritismo.net.