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Mulher recebe transplante de mão completo nos Estados Unidos

Mulher recebe transplante de mão completo nos Estados Unidos



Cirurgia durou 19 horas e foi realizada em hospital universitário de Atlanta. Linda Lu, de 21 anos, vai passar mais 3 meses na cidade para recuperação.


Do G1, em São Paulo


Uma mulher de 21 anos recebeu um transplante completo de mão em Atlanta, nos Estados Unidos, segundo anunciou a Escola de Medicina da Universidade Emory na segunda-feira (28). A estudante Linda Lu passou por uma cirurgia de 19 horas no dia 12 de março para poder contar com a “nova” mão. O material veio de um doador não identificado.


Duas equipes – uma dedicada à paciente e outra, à mão do doador – participaram da operação que terminou já no dia 13. Liderados pela médica Linda Cendales, cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiras e auxiliares integraram o grupo, que conectou ossos, tendões, nervos, vasos sanguíneos e a pele do membro em Linda Lu.


A paciente ainda vai passar mais três meses em Atlanta para se recuperar do procedimento. Para Cendales, a cirurgia é uma esperança a pessoas que perdem mãos e braços, lembrando do caso de militares a serviço dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque.



Histórico da cirurgia


Segundo a universidade, o primeiro transplante de mão foi realizado em 1964 no Equador, antes do desenvolvimento de imunossupressores – remédios que combatem o ataque por parte do corpo do paciente ao órgão recebido. O receptor, um marinheiro, precisou amputar o novo membro duas semanas após a operação por causa da rejeição aos tecidos transplantados.


A segunda tentativa aconteceu anos mais tarde, em 1998, na França. O paciente conseguiu manter o órgão durante dois anos, mas desistiu ao parar de tomar os imunossupressores e pediu para ter a nova mão removida.


Nos Estados Unidos, o primeiro transplante foi feito em 1999, com Linda Cendales presente na equipe médica. O receptor vive com o membro até hoje e é o caso mais duradouro deste tipo de transplante. A médica também participou do segundo transplante de mão no país, realizado em 2001.


Notícia publicada no Portal G1, em 29 de março de 2011.



Luiz Gustavo C. Assis* comenta


A doutrina espírita, codificada por Allan Kardec no século XIX, nos ensina que todas as vicissitudes da vida possuem uma causa e “pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa.” (Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo.)


Sabemos, também, pela revelação espírita, que se existem alguns males que nos atingem e que possuem sua causa na atual existência, cuja causa primária é o homem, outros há que nos são completamente estranhos e parecem-nos atingir como que por fatalidade, como é o caso da perda de um membro, ou nascer sem ele, alguns acidentes que não puderam ser evitados, a perda de entes queridos, etc. Estes, explicam-nos os espíritos superiores, possuem suas causas em existências anteriores.


Daí surge a pergunta: se há uma causa justa, “deve alguém pôr termo às provas do seu próximo quando o possa, ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso?” (Allan Kardec, no capítulo V - “Bem Aventurados os Aflitos”, de O Evangelho Segundo o Espiritismo.) A resposta dada por Bernardino, um espírito protetor, resumindo, foi: “Todos estais na Terra para expiar; mas, todos, sem exceção, deveis esforçar-vos por abrandar a expiação dos vossos semelhantes, de acordo com a lei de amor e caridade”.


Assim, todos nós devemos nos esforçar, sempre, para abrandar o sofrimento dos nossos irmãos.


Importa entender, conforme nos diz João, o apóstolo, que “Deus é Amor” (I João, 4:8), por isso, em Sua misericórdia, Ele nos ofertou duas alavancas para a inteligência humana: a religião, para auxiliar nas revelações do mundo moral, e a ciência, que revela as leis do mundo material e auxilia nosso adiantamento em todas as coisas. Ambas, ciência e religião, devem se complementar e não se contradizer, pois “se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra”. (Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo.)


Dessa maneira, a ciência deve sempre ser utilizada para o bem do próprio homem, auxiliando-o para o seu adiantamento e para o bem do seu semelhante.


Exemplos como este, descrito na reportagem acima destacada, nos mostram o quanto a ciência e, mais especificamente, a medicina são sublimes ferramentas oferecidas por Deus para nossa evolução na Terra e vem confirmar o que Emmanuel, espírito, escreveu em O Consolador, psicografado por Francisco Cândido Xavier:


“A medicina humana, compreendida e aplicada dentro de suas finalidades superiores, constitui uma nobre missão espiritual. O médico honesto e sincero, amigo da verdade e dedicado ao bem, é um apóstolo da Providência Divina, da qual recebe a precisa assistência e inspiração, sejam quais forem os princípios religiosos por ele esposados na vida”.


Assim, que a ciência e a medicina continuem evoluindo e seus apóstolos, inspirados pela Providência Divina, tornem a Terra um lugar melhor para o homem viver e evoluir dentro do programa traçado por Deus e seus mensageiros de luz.


* Luiz Gustavo C. Assis é psicólogo, trabalhador do Centro Espírita Maranhense, em São Luís do Maranhão, e da equipe do Espiritismo.net.