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Jovens alcoólatras começam a beber antes dos 11 anos

Jovens alcoólatras começam a beber antes dos 11 anos



Levantamento feito pelo Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas de São Paulo revela que jovens começam a beber ainda crianças, geralmente em casa ou na presença de familiares


Redação Época com Agência Estado


Segundo o Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, 40% dos adolescentes e 16% dos adultos que procuram tratamento para se livrar do vício experimentaram bebida alcoólica quando ainda eram crianças.


Os dados sobre o primeiro contato com a bebida impressionaram a psiquiatra Marta Ezierski, diretora do Cratod. "Uma coisa é falar de alcoolismo na população em geral. Outra é falar com base em uma população triada, já dependente. O número é muito alto". As informações são resultado de duas análises: uma de 684 pacientes adultos e outra de 138 adolescentes que procuraram o centro nos últimos dois anos.


O ponto que mais chamou a atenção foi o fato de os jovens terem começado a beber ainda crianças, geralmente em casa ou na presença de familiares. Segundo o levantamento, em 39% dos casos o pai bebia abusivamente; em 19%, a mãe; e em 11%, o padrasto. O relatório aponta ainda que, após o contato com álcool e tabaco, metade relatou ter experimentado maconha. "Eram crianças que tinham o consentimento da família para beber, porque o pai ou a mãe bebiam. Eles começaram a ingerir bebidas sem culpa e não se deram conta de que estavam se viciando. Um paciente chegou a dizer que havia nascido dentro do álcool", diz a diretora do Cratod.


Segundo a psiquiatra, o levantamento também demonstrou que, em geral, os adultos procuram ajuda quando já se envolveram com outras drogas, estão deprimidos, tentaram suicídio ou porque estão com alguma doença ou sequela decorrente do consumo abusivo. Já os adolescentes, diz a médica, normalmente vão ao Cratod por causa de conflitos em casa ou na sociedade.


Matéria publicada na Revista Época, em 7 de fevereiro de 2011.



Sonia Maria Ferreira da Rocha* comenta


São inúmeros os motivos que levam uma pessoa a mergulhar no vício. Seja qual for a sua origem, sempre se desenvolve para um grande desequilíbrio mental, e suas consequências invadem não só a família, mas toda a sociedade. Elas se propagam por várias reencarnações até que restaure todas as zonas perispirituais danificadas por esse mal.


Embora a medicina ainda trate o alcoolismo apenas como uma doença física, o espiritismo o considera como uma doença do espírito, originado pela nossa invigilância.


Enquanto a medicina diagnosticar somente a origem física, ainda vamos presenciar, na nossa sociedade, esses tristes episódios, que trazem incalculáveis sofrimentos, relatados pela mídia, como essa notícia em destaque.


Para o Espiritismo, essa doença tem sua origem na obsessão. E nos responsabiliza a partir do momento em que somos livres no uso do livre-arbítrio.


Cabe a nós, sempre, estar atentos à nossa vigilância para nos proteger dos nossos antigos cobradores do passado. Deixando o caminho livre para as suas cobranças, nos tornamos vítimas das suas manipulações, atormentando nossas vidas.


Vamos ver o que Herculano Pires, na abertura do livro Diálogo dos Vivos, nos fala sobre o assunto:


“A obsessão mundial pelo álcool, no plano humano, corresponde a um quadro apavorante de vampirismo no plano espiritual. A medicina atual ainda reluta – e infelizmente nos seus setores mais ligados ao assunto, que são os da psicoterapia – em aceitar a tese espírita da obsessão. Mas as pesquisas parapsicológicas já revelaram, nos maiores centros culturais do mundo, a realidade da obsessão. De Rhine, Wickland, Pratt, nos Estados Unidos, a Soal, Carrington, Price, na Inglaterra, até a outros parapsicólogos materialistas, a descoberta do vampirismo se processou em cadeia. Todos os parapsicólogos verdadeiros, de renome científico e não marcados pela obsessão do sectarismo religioso, proclamam hoje a realidade das influências mentais entre as criaturas humanas, e entre estas e as mentes desencarnadas”.


André Luiz (Espírito) nos mostra, em seu livro Sexo e Destino, capítulo VI, como os Espíritos conseguem levar um indivíduo a beber e, ao mesmo tempo, usufruir das emanações alcoólicas, e também explica a nossa responsabilidade, nesse contexto.


Vejamos, então, uma passagem desse capítulo, quando dois amigos espirituais observam uma cena de obsessão e ressalta a nossa responsabilidade:


“Como situar o problema? Se víramos Cláudio aparentemente reduzido à condição de um fantoche, como proceder na aplicação da justiça? Se ao invés de bebedice, estivéssemos diante de um caso criminal? Se a garrafa de uísque fosse arma determinada, para insultar a vida de alguém, como decidir? A culpa seria de Cláudio que se submetia ou dos obsessores que o comandavam?


O irmão Félix aclarou, tranquilo:


— Ora, Neves, você precisa compreender que nos achamos à frente de pessoas bastante livres para decidir e suficientemente lúcidas para raciocinar. No corpo físico ou agindo fora do corpo físico, o Espírito é senhor da constituição de seus atributos. Responsabilidade não é título variável. Tanto vale numa esfera, quanto em outras. Cláudio e os companheiros, na cena que acompanhamos, são três consciências na mesma faixa de escolha e manifestações consequentes.”


Por isso, todo o cuidado se torna pouco para não se tornar vítima dessas tentações. Orar, orar e orar é o maior recurso que temos para seguirmos livres e seguros com a proteção de Deus.


* Sonia Maria Ferreira da Rocha reside em Angra dos Reis, RJ, estuda o Espiritismo há mais de 30 anos e é colaboradora regular do Espiritismo.net.