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Fóssil de dentes em Israel pode mudar teoria da evolução humana

Fóssil de dentes em Israel pode mudar teoria da evolução humana



Fósseis de dentes de 400 mil anos pode mudar a teoria da evolução humana, segundo arqueólogos israelenses que o encontraram.


Os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv acreditam que os dentes seriam de seres humanos modernos, tornando o fóssil a mais antiga evidência da existência de um Homo sapiens.


A teoria aceita atualmente é a de que os Homo sapiens se originaram na África há cerca de 200 mil anos antes de se espalhar pelo mundo.


Os fósseis de dentes foram encontrados durante as escavações da caverna de Qesem, um sítio pré-histórico encontrado em 2000 a 12 quilômetros ao leste de Tel Aviv, em Israel.


A descoberta foi relatada em um artigo publicado na revista especializada American Journal of Physical Anthropology.



Paradigmas


O coordenador do estudo, Avi Gopher, diz que mais pesquisas são necessárias para comprovar a teoria de seus pesquisadores, mas afirma que a descoberta tem o potencial de mudar o conceito da evolução humana.


“A datação da caverna mostra que a presença do Homo sapiens nesta parte do mundo é mais antiga do que as outras evidências que tínhamos até então”, afirma Gopher.


“Esta conclusão pode ser de grande importância, porque pode ser a primeira evidência para mudar alguns dos paradigmas que usamos em termos da evolução humana”, diz o pesquisador.


A equipe da Universidade de Tel Aviv analisou os fósseis com raios-X e tomografias computadorizadas.


A datação foi feita com base na análise da camada de terra na qual eles foram encontrados.


Segundo a teoria aceita atualmente, os humanos modernos e os neandertais se originaram de um ancestral comum que vivia na África há cerca de 700 mil anos.


Um grupo que migrou para a Europa se desenvolveu nos neandertais antes de serem extintos. Outro grupo, que permaneceu na África, teria gerado os seres humanos modernos, ou Homo sapiens.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 28 de dezembro de 2010.



Luiz Gustavo C. Assis* comenta


“Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade”. (Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIX.)


A evolução das espécies, mais especificamente a evolução humana, sempre foi motivo de desavença entre a religião e a ciência. O espiritismo, porém, não se opõe a esta teoria, muito pelo contrário, a aceita e a ratifica. O próprio Allan Kardec, em A Gênese, afirma: “Ainda que isso lhe fira o orgulho, tem o homem que se resignar a não ver no seu corpo material mais do que o último anel da animalidade na Terra. Aí está o inexorável argumento dos fatos, contra o qual seria inútil protestar”.


Importa entender em relação a isso que “O Espiritismo marcha ao lado do materialismo, no campo da matéria; admite tudo o que o segundo admite; mas, avança para além do ponto onde este último para”. (Allan Kardec, em A Gênese). O espiritismo vai além porque admite um princípio espiritual que tem existência própria e que independe da matéria.


A descoberta de um fóssil que coloca novos questionamentos a respeito da teoria evolucionista vigente vem demonstrar que ainda temos muito a descobrir sobre o surgimento e a evolução do homem no planeta Terra. Talvez seja a antítese da tese atual, o que nos levará a uma síntese futuramente.


Entretanto, a notícia aqui destacada está inteiramente em conformidade com o que os espíritos superiores nos ensinaram e, inclusive, vem confirmar o que foi dito na questão 53, de O Livro dos Espíritos:


“53. O homem surgiu em muitos pontos do globo?”


RESPOSTA: “Sim e em épocas várias, o que também constitui uma das causas da diversidade das raças. Depois, dispersando-se os homens por climas diversos e aliando-se os de uma aos de outras raças, novos tipos se formaram.”


Assim, pelo que nos disseram os espíritos, o homem surgiu na África, em Israel e em diversos pontos do globo terrestre, não apenas em um local, e em várias épocas.


Temos, então, na ciência, algumas teorias a respeito do surgimento das espécies e do homem, porém, não podemos definir qual a verdadeira, ainda. Devemos continuar aguardando a hora em que nos será revelado pela ciência àquela que pode nos trazer a maior parte da verdade, sabendo que, independente da resposta, há uma inteligência superior por trás de todos os fenômenos de formação da Terra e que ela foi preparada para ser morada, temporária, onde o homem poderia trabalhar e evoluir como espírito imortal que é.


* Luiz Gustavo C. Assis é psicólogo, trabalhador do Centro Espírita Maranhense, em São Luís do Maranhão, e da equipe do Espiritismo.net.