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Marido acha que a mulher é o capeta e pede divórcio

Marido acha que a mulher é o capeta e pede divórcio



Ele ouviu isso de um conselheiro espiritual e agora se recusa a comer a comida dela


Do R7


Um homem da Malásia ouviu de um conselheiro do templo local que a mulher era um tipo de demônio e que queria matá-lo.


Você acha que ele ia acreditar nisso e largar a mulher com quem construiu sua vida e sua família, após tantos anos de harmonia? Então, ele acreditou.


O jornal local The Star falou com a suposta "capeta", que deu apenas o nome de Loh.


Ela disse que o marido está pedindo o divórcio e não quer nem ver os dois filhos adolescentes do casal, com medo que ela também use os dois para matá-lo.


- O conselheiro disse a meu marido que eu tenho usado magias contra ele nos últimos 15 anos. Ele se nega a comer ou beber em casa, porque acha que eu envenenei a comida.


Loh disse que o conselheiro estava com várias dívidas e por isso tirou proveito de seu marido - que gastou até as economias que fez para seus filhos.


Notícia publicada no Portal R7, em 12 de janeiro de 2011.



Claudia Cardamone* comenta


Esta notícia parece não ter a ver com o Espiritismo, mas é uma boa oportunidade para a reflexão dos espíritas, principalmente os médiuns. A maioria das pessoas que procuram um auxílio ou um consolo do Espiritismo, ou não conhecem a doutrina espírita, ou possuem um conhecimento superficial. São pessoas com sofrimentos e angústias verdadeiras e que buscam desesperadamente algo que lhes dê alívio. Estão propícias a acreditar na solução mágica, na culpabilidade de um obsessor ou de outra razão maravilhosa.


Temos sempre que nos lembrar da responsabilidade do conhecimento que adquirimos através do estudo sério, e principalmente da mediunidade, faculdade criada para possibilitar o progresso moral do ser humano, tanto encarnado como desencarnado.


Na prática espírita, somos muitas vezes vistos e compreendidos como conselheiros, porque acredita-se que possuímos a chave para os conhecimentos místicos e misteriosos, compreensão que muitas vezes pode acariciar nosso ego humano, estimular nossa maior e principal imperfeição: o Orgulho.


Mesmo que não se cobre, mesmo que não se obtenha vantagens pessoais, é preciso responsabilidade e bom senso para lidar com os sentimentos, as carências, as dores e os sofrimentos alheios.


Jesus nos mostrou o melhor caminho para fazer o bem, e que pode ser resumido em não fazer ao próximo aquilo que não gostaria que fizessem a você.


* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, no ano de 1996, pelas FMU em São Paulo. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como artesã. É espírita e trabalhadora da Associação Espírita Seareiros do Bem, em Palhoça/SC.