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Cientistas dizem ter criado teste para diagnóstico precoce de Alzheimer

Cientistas dizem ter criado teste para diagnóstico precoce de Alzheimer



Michelle Roberts
Da BBC News


Cientistas britânicos dizem ter encontrado uma maneira de diagnosticar o mal de Alzheimer anos antes dos primeiros sintomas.


Um exame de punção lombar combinado a uma ressonância magnética do cérebro poderiam identificar pacientes com os primeiros sinais de demência, segundo os pesquisadores.


Atualmente não há cura ou um exame único para detectar a doença, que afeta mais de vinte milhões de pessoas ao redor do mundo.


Os cientistas esperam que um diagnóstico precoce possa ser usado para selecionar pacientes para testar novos remédios e tratamentos contra a doença.



Encolhimento do cérebro


Apesar de haver muitos possíveis remédios e vacinas contra Alzheimer em fase de testes, é difícil aferir quão eficazes eles são porque frequentemente a demência só é diagnosticada quando já está em estágio mais avançado.


Jonathan Schott e a equipe do Instituto de Neurologia da University College London desenvolveram um método que permitiria fazer o diagnóstico nos primeiros estágios da Síndrome de Alzheimer, o tipo mais comum de demência.


Os exames checam duas coisas: o encolhimento do cérebro e a presença de níveis baixos de uma proteína, a amiloide, no líquido cérebro-espinhal.


Especialistas já sabem que em pacientes afetados pela síndrome há perda de volume no cérebro e um acúmulo incomum de amiloide no cérebro, o que significa menos amiloide no líquido cérebro-espinhal.



Voluntários


A equipe de cientistas decidiu então fazer os exames de punção lombar e ressonância do cérebro em 105 voluntários saudáveis.


Os resultados, publicados na revista científica Annals of Neurology, revelaram que os cérebros dos indivíduos com baixos níveis de amiloide no líquido cérebro-espinhal (38%) encolhiam duas vezes mais rápido que os cérebros dos demais.


Eles também tinham cinco vezes mais chances de possuir o gene de risco APOE4 e de ter níveis altos de outra proteína, chamada tau, que costuma ser associada a Alzheimer.


Apesar de ainda ser muito cedo para qualquer dos voluntários desenvolver a síndrome, os pesquisadores acreditam que suas suspeitas serão confirmadas no futuro.


Isso poderia permitir que os médicos verifiquem que drogas podem ser eficientes em impedir ou adiar o aparecimento dos sintomas de demência.


"Estamos de mãos atadas por nossa incapacidade de detectar Alzheimer com precisão, mas essas descobertas podem ser fundamentais", disse Rebecca Wood, do Alzheimer’s Research Trust, organização que financiou a pesquisa.


"Sabemos que os tratamentos para muitas doenças são mais bem sucedidos se realizados cedo e isso também pode valer para Alzheimer."


Notícia publicada na BBC Brasil, em 22 de dezembro de 2010.



Cristiano Carvalho Assis* comenta


O mal de Alzheimer, segundo definição retirada do Wikipédia, “é a forma mais comum de demência. Esta doença degenerativa, de momento, incurável e letal, afeta geralmente pessoas acima dos 65 anos. O sintoma primário mais comum é a perda de memória e com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. As suas funções motoras começam a perder-se e o paciente acaba por morrer”. É uma doença difícil de convivência para os familiares que o rodeiam.


Imagine você observar entes queridos, por vezes altamente ativos, se deteriorando, inicialmente esquecendo acontecimentos recentes, para mais tarde não se lembrar de mais nada de sua vida, nem mesmo o nome de filhos, esposa ou marido, acompanhado a isso a deterioração física.


As perguntas que fazemos da doença são: O que ocorre espiritualmente? E qual o motivo para se ter?


Para entendermos o que ocorre espiritualmente com a pessoa nas doenças com alterações cerebrais, buscamos o conhecimento dos Espíritos, dado em O Livro dos Espíritos, questão 375: “Encarnado (o espírito), porém, ele se encontra em condições muito diversas e na contingência de só o fazer com o auxílio de órgãos especiais. Altere-se uma parte ou o conjunto de tais órgãos e eis que se lhe interrompem, no que destes dependam, a ação ou as impressões. Se perde os olhos, fica cego; se o ouvido, torna-se surdo, etc. Imagina agora que seja o órgão, que preside às manifestações da inteligência, o atacado ou modificado, parcial ou inteiramente, e fácil te será compreender que, só tendo o Espírito a seu serviço órgãos incompletos ou alterados, uma perturbação resultará de que ele, por si mesmo e no seu foro íntimo, tem perfeita consciência, mas cujo curso não lhe está nas mãos deter.” O importante é saber que o problema está no corpo e não no espírito. No caso, o cérebro do corpo material gerou uma deficiência, não permitindo que o espírito se manifeste com a liberdade que possuía antes.


Como ainda os Espíritos responderam a Allan Kardec, “um músico excelente, com um instrumento defeituoso, não dará a ouvir boa música, o que não fará que deixe de ser bom músico.”


Conscientemente, a pessoa não terá noção do que ocorre; espiritualmente, sim. Não pensem que o familiar, por estar nessas condições, não perceba tudo o que recebe. Espiritualmente, tudo está registrado e o influencia. Carinho, palavras amigas, maus tratos ou desprezo serão absorvidos por ele. Meus irmãos, amemo-los o máximo possível, para que esses momentos sejam de grande valia aos nossos entes queridos.


Os motivos por passar por essa doença são milhares, estando enquadrados desde pensamentos e ações desequilibradas atuais até débitos de vidas passadas. Mas sempre nos perguntamos: O que podemos aprender se não temos consciência do que ocorre? Esses momentos são únicos na vida de uma pessoa. Neles, a pessoa-espírito terá que se voltar para dentro, se conhecer, observando que a vida é mais do que o corpo. Confiando sua vida nas mãos dos outros, poderá analisar a vida que passou, se arrepender ou ficar satisfeito, começar a desenvolver a fé em Deus e quitar débitos. Quando retornar ao mundo dos espíritos, estará mais bem estruturado espiritualmente, pronto para uma nova existência, mais lúcido das realidades. Emmanuel relata sobre este momento, em O Consolador, psicografia de Chico Xavier: “Agonia prolongada de um doente pode ter finalidade preciosa para a alma do doente e a moléstia incurável pode ser um bem, como a única válvula para o escoamento ou a retirada das imperfeições do espírito, no seu caminho para a sublime aquisição de suas riquezas espirituais para a vida eterna e imortal.”


Devemos começar a parar de ficar nos perguntando o que a pessoa fez ou por que algo ocorre, pois isso era necessário quando ainda estávamos começando a entender os mecanismos da vida, através da reencarnação. Atualmente, a justiça reencarnatória já está bem assentada. Mais ou menos como antes não se sabia por que as coisas caíam. Depois que a lei da gravidade foi estudada, esmiuçada e comprovada, não há necessidade de continuarmos perguntando. Precisamos agora desenvolver a confiança em Deus, seguros de que se algo ocorre precisávamos passar por isso, tanto direta (doentes) quanto indiretamente (familiares ou amigos) e já conhecedores de suas Leis conseguirmos resignação para as aprendizagens da vida.


Observamos na reportagem uma esperança no diagnóstico desta doença que assola em média 15 milhões de pessoas em todo mundo. Ainda não há cura e os remédios usados são apenas para dar alívio ou retardar o processo. Mas, quanto mais precoce o diagnóstico melhor a qualidade de vida do paciente. Percebemos assim que a humanidade precisa passar ainda por certos acontecimentos, mas sempre temos a misericórdia Divina permitindo que os amenizem, através das descobertas científicas, com remédios ou tratamentos. Divaldo Pereira Franco, em entrevista, relatou: “Por enquanto essas doenças ainda são necessárias para o nosso processo de autoiluminação". Chegará um dia que nossas almas não atrairão este tipo de doença ou não precisaremos mais desses ensinamentos e conseguiremos a cura.


A todos que passam por esta prova tão difícil de ter um parente com Alzheimer, nossas sinceras vibrações de paz e de incentivo nesta tarefa de desenvolver paciência, resignação e muito amor por aqueles que queremos tão bem. Rezemos para que o alento desta reportagem se torne realidade e que outras matérias venham nos relatar a cura deste mal o mais cedo possível.


* Cristiano Carvalho Assis é formado em Odontologia. Nasceu em Brasília/DF e reside atualmente em São Luís/MA. Na área espírita, é trabalhador do Centro Espírita Maranhense e colaborador do Serviço de Atendimento Fraterno do Espiritismo.net.