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Loja dá maconha grátis em troca de alimentos para caridade nos EUA

Loja dá maconha grátis em troca de alimentos para caridade nos EUA



Farmácia da Califórnia conseguiu arrecadar quase 5 toneladas de comida. Havia limite de três cigarros diários para cada paciente.


Da AP


Uma farmácia que vende maconha para uso medicinal gerou polêmica na Califórnia ao oferecer um cigarro de marijuana grátis para seus pacientes em troca de alimentos que foram doados para caridade.


A loja Granny Purps, em Soquel, próximo a San Francisco, ofereceu um cigarro grátis para cada quatro latas de comida que um cliente trouxesse para doação.


Havia um limite de doação de 12 latas (ou três cigarros) por dia para cada paciente.


Eles conseguiram cerca de 5 toneladas de comida, em troca das quais foram oferecidos 2.000 cigarros, entre novembro e a véspera de Natal, quando a promoção terminou.


A comida, segundo a imprensa local, foi doada para uma entidade especializada.


Notícia publicada no Portal G1, em 29 de dezembro de 2010.



Carlos Miguel Pereira* comenta


A maconha é o nome popular de uma planta chamada “Cannabis sativa”, sendo também conhecida por Cannabis ou Marijuana. É a droga ilícita mais consumida entre os jovens do mundo inteiro. “Fumar erva”, ou “fumar um charro” é uma atitude bastante habitual no meio juvenil e está começando a ser aceita socialmente, com os argumentos duvidosos de que se trata de uma “droga leve” que não provoca dependência e que até tem efeitos medicinais.


Todos estes argumentos são controversos e, como tal, na grande maioria dos países, é ilegal cultivar, possuir e consumir Cannabis. É verdade que é uma droga psicotrópica com efeitos mais ligeiros do que a cocaína ou a heroína, mas isso não chega para afirmar que é “leve”, já que as consequências físicas, psicológicas e emocionais são assinaláveis. Pesquisas recentes reforçam a suspeita antiga que o consumo de maconha favorece o aparecimento de transtornos mentais e pode causar danos cerebrais irreversíveis. Os especialistas consideram-na uma droga de passagem, já que são raros os consumidores das chamadas “drogas duras” que não tenham começado pela Cannabis. O fato de não provocar dependência é um argumento contrariado pela necessidade que os usuários de Cannabis possuem em consumir regularmente. Poderá não haver dependência física, mas as sensações artificiais de bem-estar atingidos tornam-se um vício psicológico bastante forte.


Em relação ao uso medicinal, e segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, “a maconha é reconhecida como medicamento em pelo menos duas condições clínicas: reduz ou abole náuseas e vômitos produzidos por medicamentos anticâncer e tem efeito benéfico em alguns casos de epilepsia (doença que se caracteriza por convulsões ou ataques).” Mas convém esclarecer que o uso medicinal em que a maconha é usada em alguns países é sempre realizado sob orientação médica e através de um rigoroso controle sobre a dosagem, sendo ministrada através de via oral em cápsulas ou por via injetável.


As lojas a que notícia faz referência são um grande impulsionador para o aumento do consumo de maconha, já que, protegidas pela liberação da venda e do consumo em alguns países, elas fazem propaganda aos seus produtos difundindo a ideia de que a maconha é inócua, exaltando benefícios terapêuticos que não estão comprovados e ocultando os devastadores efeitos que podem ter para a saúde de quem consome. Isso leva a que muitos jovens, para além das suas intenções recreativas, estejam fumando a erva para se libertarem da depressão, ansiedade e insônias. Isto é preocupante. Não podemos esquecer as consequências graves que a maconha tem na saúde humana: interfere com a capacidade de aprendizagem, memorização e pode induzir a um estado de falta de desânimo e apatia pela vida. Em níveis crescentes de utilização, pode provocar alucinações ou delírios com reações comportamentais exageradas e agressivas, bem como potenciar a passagem para outras drogas.


Também a nível espiritual o efeito das drogas é sentido. Por afinidade energética, os nossos pensamentos e atitudes atraem Espíritos vinculados com o tipo de comportamentos que cultivamos e passam a deter uma influência forte sobre nossa forma de agir e de nos comportarmos. No caso dos vícios, Espíritos desencarnados, ainda não despojados dos seus antigos hábitos, permanecem intensamente vinculados às sensações que os narcóticos proporcionam. Para satisfazer essa necessidade compulsiva, procuram aqueles que no plano físico usam as drogas, de modo a receber a energia que emana das emoções e das formas de prazer sentidas através do seu consumo. O pensamento viciado e a influência nociva de Espíritos em grande desequilíbrio afetam o perispírito, que registrando toda a perturbação energética, provocam intensos desequilíbrios emocionais e físicos.


Não procuremos arranjar desculpas: O consumo de maconha tem como principal objetivo a fuga da realidade, usufruindo o usuário de sensações artificiais e temporárias de êxtase, relaxe e bem-estar. A busca pelo prazer imediato, de forma simplista e sem dificuldades, é uma imagem de marca da sociedade atual. É comum ouvirmos jovens e adultos afirmarem irresponsavelmente que bebem álcool ou fumam erva para os ajudarem a descontrair e integrarem-se mais facilmente num dado ambiente, colocando de lado as inibições naturais que qualquer indivíduo apresenta diante do desconhecido. É a procura do prazer pelo prazer, através de atalhos fictícios, e passando por cima de algo que deve ser respeitado com muito carinho: Nós mesmos. O consumo de Cannabis não é solução para depressões, ansiedade e falta de motivação pela vida, mas sim o oposto: Cannabis pode ser a causa dessa sintomatologia que se poderá agravar com o uso continuado da substância. Em vez de aceitarmos a boleia que as drogas oferecem, sem sabermos para onde vamos e onde ficaremos, usemos a porta estreita do auto-conhecimento e da transformação íntima que nos acompanhará durante o resto da nossa viagem evolutiva.


Se procuramos o arrebatamento, experimentemos o êxtase espiritual. É uma alegria interior contagiante e transcendente que procede do Espírito e inunda o nosso corpo, transbordando-o de plenitude. Como atingi-lo? Não é fácil e não existem atalhos. É necessário um trabalho dedicado através de momentos de meditação profunda na tranquilidade do silêncio, de espaços de oração sincera, da perseverança na transformação íntima, do caminhar resoluto através do caminho certo, mesmo diante das dificuldades mais duras. É uma viagem difícil de alcançar mas que, uma vez conquistada, jamais deixará de fazer parte da nossa bagagem e das nossas potencialidades íntimas.


* Carlos Miguel Pereira trabalha na área de informática e é morador da cidade do Porto, em Portugal. Na área espírita, é trabalhador do Centro Espírita Caridade por Amor (CECA), na cidade do Porto, e colaborador regular do Espiritismo.net.