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O Espiritismo na mídia brasileira

O Espiritismo na mídia brasileira



André Luiz Rodrigues dos Santos


2010 foi um ano especial para o Espiritismo. Não se trata apenas dos importantes lançamentos na cinematografia e teledramaturgia nacionais com produções abordando temas espíritas e espiritualistas, como “Chico Xavier – O filme”, “Nosso Lar – O filme”, o seriado global “A Cura”, dentre outros, mas da repercussão resultante. As mídias impressa, radiofônica e televisiva mobilizaram-se como nunca em busca de informações sobre o Espiritismo, disputando palestrantes, atores e divulgadores diversos a fim de explorarem esse universo misterioso que sempre provocou a imaginação – e o coração – de todos.


Não se deve cultivar a ilusão de que a Doutrina dos Espíritos ganhou a simpatia das empresas de comunicação, fazendo com que cedam graciosamente espaços em suas grades. O retorno financeiro atingiu índices consideráveis, e essa é a recompensa. Segundo o site Último Segundo, entre os 10 filmes mais assistidos em 2010 – nacionais e internacionais –, e, consequentemente, mais rentáveis, “Nosso Lar” rendeu R$ 36,1 milhões, com um público de 4,05 milhões, e “Chico Xavier”, R$ 30,3 milhões, com um público de 3,41 milhões. Precursor dessa tendência, “Bezerra de Menezes – O filme”, lançado em 2008, atingiu um público de 500 mil, modesto, se comparado aos seus sucessores, mas respeitoso para os índices nacionais. Ou seja, quantias relevantes circularam ao impulso dos Espíritos.


Independente dos números que favoreceram os produtores e as empresas que patrocinaram essa exposição, o Espiritismo deu o que falar, promovendo debates em todos os seguimentos da sociedade, fazendo de 2010 o ano em que mais se tratou dos princípios doutrinários. Obviamente, falar de Doutrina Espírita, propriamente dita, muito pouco se falou, mas buscou-se, através dela, entender os fenômenos naturais que tocam a existência de qualquer pessoa, como a perda de entes, preocupações com a morte, a continuidade da vida na esfera espiritual, experiências mediúnicas, tratamentos espirituais, enfim, sendo Espíritos encarnados, todos estão sujeitos a experimentá-los, e não há como simplesmente se abster dessas informações.


A exposição do Espiritismo na mídia brasileira começou em 1944, quando despertou o interesse do público através dos trabalhos mediúnicos de Chico Xavier. A partir de então, jornais, revistas, rádios, programas de televisão e cinema abordam os temas espíritas e espiritualistas com grande interesse, culminando nessa avalanche de programas e reportagens, com promessas de mais produções para 2011.


No site www.espiridigi.net/midia estão relacionados reportagens em revistas de circulação nacional, programas de televisão, filmes e eventos mais relevantes divulgando o Espiritismo.