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Menina de 5 anos salva a mãe asmática ao ligar para o serviço de emergências

Menina de 5 anos salva a mãe asmática ao ligar para o serviço de emergências



No telefone, a garota contou para o atendente que a mãe “estava azul”


Crescer


A inglesa Donna Gilmore, de 24 anos, sofre de asma desde que era bebê. A doença nela se manifesta de maneira tão intensa que cada ataque pode ser fatal. Na última crise, sua filha, Savannah Fitzgerald, de apenas 5 anos, ao ver a mãe passando mal ligou para o serviço inglês de emergências, o 999, e contou ao atendente que sua mãe estava ficando azul – o que aconteceu, obviamente, porque Donna não conseguia respirar.


Durante a crise, a irmã mais velha de Savannah, Shanelle, de 9 anos, também ajudou a resgatar a mãe: trouxe um travesseiro e o remédio que ela tem de tomar quando passa mal. Por sorte, naquele dia, as crianças tinham faltado à escola. “Se as meninas não estivessem aqui no intervalo entre a ligação e a chegada dos paramédicos, acredito que não teria resistido”, contou Donna ao jornal britânico Daily Mirror. As meninas estão acostumadas à doença da mãe, que toma 40 comprimidos por dia e tem de inalar oxigênio regularmente. A caçula está sempre a postos. “É como se ela tivesse um sexto sentido: se eu passo mal à noite, ela acorda imediatamente”, afirma Donna. Já a mais velha, inclusive, fez um curso de primeiros-socorros para crianças.


Esta não foi a primeira vez que a menina salvou Donna. Quando tinha 4 anos, fez massagem cardíaca no peito da mãe, procedimento que aprendeu observando a avó. É para ela quem as meninas devem ligar nessas situações, mas para sorte da mãe, Savannah achou melhor chamar o serviço de emergências.


Notícia publicada na Revista Crescer, em novembro de 2010.



Marcia Leal Jek* comenta


Essa matéria nos faz refletir sobre os comentários que lemos: “Deus fez essas crianças especiais”; “Essas menininhas já são adultas de certa forma, pois não se desesperaram em momento algum”; “Meninas atentas, prestativas e com amor à vida, é de pessoas assim que o mundo esta precisando”.


A criança é um Espírito que traz uma programação, um planejamento, um projeto a executar, e precisa que os pais contribuam para que se consolidem nela tendências positivas.


A influência dos Espíritos na nossa vida é uma constante. Algumas pessoas possuem uma sensibilidade maior, mais ostensiva, podendo sentir a presença dos Espíritos com maior propriedade. Entretanto, outras possuem leves sensações e percepções.


Savannah possui uma sensibilidade apurada para ser receptora de ondas mentais externas a ela, a que chama de intuições e pressentimentos. Os sensitivos percebem em todos os lugares o toque da inspiração divina. São intuições, sensações e pressentimentos que na maioria dos casos se mostram corretos e que ela usa para ajudar a mãe.


A mediunidade não é um dom sobrenatural. É uma faculdade que nos permite entrar em contato com os Espíritos e com o mundo espiritual. Toda pessoa a possui, em maior ou menor grau, manifestando-a, muitas vezes, sem se dar conta. A mediunidade infantil é um tema que instiga alguns pesquisadores espiritualistas.


Até mesmo Allan Kardec se preocupou em abordar o tema em O Livro dos Médiuns.


Richard Simonetti, conceituado escritor e palestrante espírita, explica que “até os sete anos, antes que complete o processo reencarnatório, o espírito conserva algumas percepções espirituais e pode ter experiências de contato com o Além, sem que seja propriamente um médium. Essa sensibilidade tende a desaparecer e vai ressurgir na adolescência, se ela realmente tiver mediunidade”.


Deus colocou os filhos sob os cuidados dos pais, a fim de que estes os encaminhem pela senda do bem através da educação; não a educação intelectual, mas a educação moral, através de hábitos e formação de caráter. O lar é a primeira escola das crianças, seus pais são os primeiros professores. Essa educação não basta somente aos filhos, é imprescindível que essa educação alcance também os pais.


A humanidade necessita despertar para o papel principal do lar: a educação. Muitos ainda restringem a educação às escolas do mundo, sem ensinar o valor da paciência, da tolerância, da humanidade, do amor. As escolas, sim, são úteis para fazer o cidadão, mas para edificar o homem somente o lar.


Aos pais compete o esforço, a dedicação e o amor para evangelizar e renovar o caráter de seus filhos, abraçando com a consciência de sua missão.


Saibamos transmitir nosso amor aos filhos que recebemos. Basta enxergarmos que nossos filhos são companheiros espirituais que retornam, aguardando nosso esforço para auxiliá-los na multiplicação de virtudes e na transformação de vícios.


* Marcia Leal Jek estuda o Espiritismo há mais de 25 anos e é trabalhadora do Centro Espírita Francisco de Assis, em Jacaraipe, Serra, ES.