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Estudo reforça hipótese de que vida veio do espaço

Estudo brasileiro reforça hipótese de que vida na Terra veio do espaço



Pesquisa mostra como bactérias poderiam resistir a viagem interplanetária. Organismos fariam a jornada facilmente, agarrados a micrometeoritos.


Da Agência Estado


Quantos escudos protetores você precisaria para sobreviver a uma viagem interplanetária de milhões de anos, agarrado a um pedaço de rocha, congelado, sem água nem oxigênio e bombardeado incessantemente por radiação ultravioleta? Se você é uma bactéria da espécie Deinococcus radiodurans, uma superfície rugosa e uma camada de poeira já seriam suficientes. É o que indica o primeiro estudo experimental de astrobiologia feito por cientistas brasileiros.


Os resultados, publicados na última edição da revista científica "Planetary and Space Science", dão suporte à teoria da panspermia, segundo a qual a vida pode não ter se originado na Terra, mas em outro ponto do universo, e caído aqui já pronta, trazida por um cometa, meteorito ou coisa parecida.


Para isso, uma forma de vida primordial - representada nos experimentos por bactérias - precisaria sobreviver às intempéries do espaço por milhares ou até milhões de anos, dormente, para então renascer na superfície de algum planeta amigável. Como a Terra.


Por mais difícil que isso possa parecer, vários experimentos realizados nos últimos anos demonstram que determinadas bactérias, em certas condições, poderiam sobreviver a uma aventura espacial dessa natureza.


A isso soma-se, agora, o trabalho do biólogo brasileiro Ivan Gláucio Paulino-Lima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele submeteu colônias de Deinococcus radiodurans a condições similares às encontradas no espaço e comprovou que elas sobrevivem, com relativa facilidade, a doses altíssimas de radiação.


As informações são do repórter Herton Escobar, do jornal "O Estado de S. Paulo".


Notícia publicada no Portal G1, em 6 de junho de 2010.



Breno Henrique de Sousa* comenta


A Vida no Universo


Quando olhamos o universo infinito semeado de estrelas, coisa que fazemos cada dia menos, nos perguntamos se há vida nos planetas ao redor destes infinitos sóis que brilham na imensidão. Além da vida biológica, que é bem mais provável, haverá vida inteligente ou estamos sós no universo? O Espiritismo responde esta questão com um dos seus postulados basilares que é o da pluralidade dos mundos habitados, afirmando que existe, nos muitos planetas, desde a vida biológica organizada de maneira mais simples até a vida inteligente mais avançada que a que conhecemos aqui na Terra.


A ideia de que a vida possa ter sido semeada aqui na Terra é um debate antigo nos meios científicos. Vira e mexe, esta questão retorna reacendendo os debates entre os cientístas. Para nós, espíritas, sobre este ponto, a última palavra é da ciência, e o fato de a vida ter se originado aqui ou fora da Terra pouco repercute sobre seus postulados. A questão fundamental é que a vida, surgida aqui ou no universo, teve de surgir de alguma forma e em algum momento e isto nos faz pensar sobre a existência de um criador supremo que possibilitou a existência de todas as coisas orgânicas e inorgânicas.


Porém, a prova da existência de vida em outros planetas, ou a prova de que a vida surgiu fora da Terra, pode ser problemática para muitos religiosos ortodoxos que acreditam que Deus criou a vida primeiro aqui na Terra, ou que acreditam que só deve haver uma única religião que leve à salvação. O que dizer de um povo inteligente, que vive em outro planeta, que tem outros profetas e religiões e nunca ouviram falar de nossas crenças? Estariam eles todos condenados ao inferno por não compartilharem de determinada crença que só existe aqui na Terra? A comprovação da existência de vida inteligente fora da Terra nos levaria a aceitar obrigatoriamente que a religião, seja qual for, não salva ninguém e sim a prática do amor, que é universal.


* Breno Henrique de Sousa é paraibano de João Pessoa, graduado em Ciências Agrárias e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba. Ambientalista e militante do movimento espírita paraibano há mais de 10 anos, sendo articulista e expositor.