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Bebê trocado em maternidade não se adapta

Mãe diz que bebê trocado em maternidade não se adapta



Crianças foram destrocadas após um ano, em Goiânia. Famílias decidiram morar em casas próximas para facilitar adaptação.


Do G1, com informações do Jornal Hoje


Dois meses depois de terem as famílias biológicas identificadas, bebês trocados em uma maternidade em Goiânia tentam se adaptar à nova rotina. No parto de Elaine de Oliveira Pires nasceu Lucas Daniel, mas, por causa de um erro no berçário o bebê foi entregue a Queila. Já Davidson Samuel, o bebê de Queila dos Santos Fagundes, foi parar nos braços de Elaine.


Para que a destroca, que ocorreu quando as crianças já tinham 1 ano, fosse menos traumática, as mães ganharam casas próximas e se tornaram vizinhas, em Nerópolis (GO). A adaptação, no entanto, está sendo mais difícil para uma das crianças.


“Você tem um filho e fica dividida. Tem uma criança que veio para você, um amor, e tem seu filho, que você olha, reconhece os traços. O outro lhe aceita, dá amor, carinho. Seu filho se fecha. Agora só Deus mesmo para me ajudar, porque eu estou sem força. É muito difícil porque a partir do momento em que ela quer o filho dela, eu não posso segurar ele aqui. Mas também não posso trazer meu pequeno, porque ele não vem. Tem dia que eu durmo sem nenhum", diz Queila.


Elaine conta que o filho de Queila vai para a casa da mãe apenas de passagem. "O Daniel já consegue. Mas o Samuel não consegue ficar longe de mim ainda", afirma.


Para a psicóloga Flávia Carlos Santos, o período de adaptação é necessário. "É claro que vai haver um processo de rejeição inicial, mas essas mães vão ter que conquistar os seus filhos biológicos", diz.


Mesmo fragilizada com a rejeição, Queila ainda resiste em procurar uma terapia. "Pretendo voltar para Goiânia, ou passar alguns dias com ele fora daqui e deixar ele chorar. Deixar ele focar em mim", diz Queila.


Notícia publicada no Portal G1, em 2 de agosto de 2010.



Sonia Maria Ferreira da Rocha* comenta


Como explicar, nessa notícia, a dificuldade na adaptação da criança com os pais biológicos em tão tenra idade?


Já temos conhecimento de problemas semelhantes em criança que conviveu mais tempo com os pais não biológicos e que foi necessário até um tratamento psicológico para ajudar na adaptação.


Os que desconhecem a Doutrina Espírita, certamente responsabilizam o “acaso” pelo encontro dessas famílias na maternidade.


Na Doutrina, esse argumento vazio é substituído pelo entendimento da Lei de Causa e Efeito. Para ela, o acaso é simplesmente uma explicação materialista, simplista, para os que não aprofundaram seus conhecimentos e não sabem fundamentá-los.


A Lei de Causa e Efeito é basilar na Justiça Divina, na Lei de amor e na Lei de Caridade. Sem ela não conseguimos entender as razões do nosso sofrimento. É uma lei automática, diretamente ligada aos nossos atos, de encarnações passadas ou desta, que são as oportunidades que Deus nos dá para depurarmos nossos erros, para conseguir, pelo nosso próprio esforço, alcançar a perfeição e, consequentemente, a felicidade citada por Jesus.


O encontro dessas duas famílias já fazia parte do planejamento reencarnatório. E é necessário para que seus componentes, unidos pela Lei do Amor, consigam resgatar erros pendentes, que dificultam suas escaladas evolutivas.


A Lei de Deus é perfeita e totalmente justa para com seus filhos. O que nos falta é a fé, a confiança, o entendimento de que esses acontecimentos são fundamentais para a nossa evolução. E, para os que estão ao largo desse sofrimento serve de reflexão e de estudo.


Por isso, devemos olhar esse sofrimento como uma oportunidade de resgate, uma oficina de resignação e amor.


Tudo na vida tem um motivo, um porquê. E, na ignorância da razão, devemos aprimorar nossa FÉ em Deus, como a solução para esclarecer e amenizar nossos sofrimentos.



* Sonia Maria Ferreira da Rocha reside em Angra dos Reis, RJ, estuda o Espiritismo há mais de 30 anos e é colaboradora regular do Espiritismo.net.