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‘Para mim foi o fim da linha’, diz jovem suspeito de esfaquear os pais

‘Para mim foi o fim da linha’, diz jovem suspeito de esfaquear os pais



Ele foi preso e autuado por tentativa de homicídio. De acordo com delegacia, ele é viciado em cocaína.


Do RJTV


"Para mim foi o fim da linha, eu não aguento mais isso", afirmou José Roberto de Oliveira, de 20 anos, preso suspeito de esfaquear os pais em casa, na Tijuca, no domingo (1º). "Inexplicável o que eu fiz. Briga, discussão. Não sei como meus pais estão, só espero que eles estejam bem", disse ele.


Segundo a 19ª DP (Tijuca), o jovem esfaqueou os pais porque eles se recusaram a emprestar dinheiro ao filho, que é viciado em cocaína. O delegado disse ainda que o rapaz estava sob o efeito de drogas.


A mãe do jovem foi atingida por facadas na cabeça, no tórax e na barriga. Ela foi operada no hospital do Andaraí e não corre risco de morrer. O pai foi atingido na cabeça e nos braços e já foi liberado.


"Comecei a fumar maconha com 14, aí cocaína com 16. A vida é um degrau que sobe, a droga é um degrau que desce. Vai descendo, primeiro você perde seu dinheiro, depois você perde suas coisas, aí perde sua dignidade, passa a pegar dinheiro emprestado com os outros. Teu salário não rende mais. Parei com tudo, esporte, amigos. Eu preciso me tratar, cara. Eu só queria que um dia isso acabasse", disse ele.


Vizinhos da família contaram que estão assutados com o que aconteceu.


De acordo com a polícia, o jovem usou uma faca de cozinha pequena para atingir os pais. Ele foi preso e autuado por tentativa de homicídio.


O jovem foi levado para a carceragem da Polinter na manhã desta segunda-feira (2).


Notícia publicada na página do RJTV, em 2 de agosto de 2010.



Leila Henriques** comenta


É sumamente doloroso ver-se tantos jovens entregues à sanha deste monstro destruidor de mentes e lares que é o vício das drogas.


Alto preço é pago por alguns momentos de ilusório prazer, de enganosa euforia.


Este caso nos lembra a mensagem intitulada “A Verdadeira Desgraça”, trazida pelo Espírito Delphine de Girardin, inserida em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, no seu capítulo V, que nos mostra que a verdadeira desgraça não está no momento da colheita, mas no instante da semeadura, quando, tendo como patrimônio divino, o livre-arbítrio, poderíamos tê-lo usado para optar pelo que é bom, pelo que é conveniente a um Espírito digno da sua divina filiação.


Mas, muitas vezes, escolhemos o riso fácil, as alegrias de um momento, para termos depois o desespero como consequência de tão impensada escolha.


O infeliz jovem desta reportagem, tão digno da nossa compaixão, pelo reconhecimento que faz do próprio erro e pela profunda vontade que mostra em se corrigir, é bem o exemplo do mau uso desta dádiva sublime, o poder de escolha e o livre-arbítrio mau empregado.


E depois que a escolha equivocada é feita, atraímos para nós as companhias espirituais que se afinizam com os mesmos hábitos, as mesmas inclinações nossas. Deles passamos a sofrer a influência perniciosa porque então é estabelecida a sintonia de pensamentos através da qual comandam nossos atos.


Quando Kardec quis saber se os Espíritos influem em nossos pensamentos e em nossos atos, os instrutores espirituais responderam: “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto que, de ordinário, são eles que vos dirigem”.*


Por tal facilidade de influenciação perniciosa, é que nos é aconselhado a vigilância e a oração para que não venhamos a sintonizar com as mentes corrompidas pelo mal e não venhamos a cair em suas armadilhas.


A juventude, com sua pouca experiência e com as facilidades de viciação que se espalha na sociedade atual, é presa fácil para estas nefastas influências. Que os pais e todos aqueles que com eles convivem, fiquem alertas para os indícios que possam levar a detectar o assédio das forças contrárias ao Bem. Que vigiem, que orem e que orientem suas crianças e seus jovens para que não tenham que amargar mais tarde as dores que os pais de José Roberto amargam agora.


* O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, questão 459.


** Leila Henriques é espírita e colabora na divulgação da Doutrina Espírita na Internet.