Espiritismo .NET

Coreia do Sul aprova castração química de pedófilos

Parlamento da Coreia do Sul aprova castração química de pedófilos



Lei ainda precisa ser sancionada pelo presidente Lee Myung-bak; país está chocado com casos de abuso


AE-AP - Agência Estado


O Parlamento da Coreia do Sul aprovou nesta terça-feira, 29, a legalização da castração química como punição para pedófilos. A decisão foi tomada após uma série de ataques violentos que indignaram o país.


O projeto de lei foi apresentado pela primeira vez em 2008 como resposta ao caso amplamente divulgado de um homem de 58 anos que atacou e estuprou uma menina de 8 anos. O ataque deixou a vítima com ferimentos físicos permanentes e causou revolta entre os sul-coreanos.


Políticas governamentais, incluindo o aumento do número de policiais perto das escolas e a instalação de várias câmeras de segurança, não evitaram uma série de casos semelhantes. Um homem de 33 anos que estuprou e assassinou uma menina de 13 anos em fevereiro foi sentenciado à morte na semana passada. Em outro caso de grande repercussão, um homem de 45 anos supostamente sequestrou uma menina da escola fundamental onde ela estuda e a estuprou no porão de uma igreja.


Os legisladores sul-coreanos da Assembleia Nacional aprovaram a lei por 137 votos a 13. Mais de 140 legisladores não votaram. A lei se tornará efetiva depois de ser assinada pelo presidente.


A legislação vai permitir que juízes sentenciem agressores sexuais adultos cujas vítimas tenham menos de 16 anos a serem diagnosticados como pessoas com desvios sexuais e que sejam submetidos à castração química.


Não está claro se o presidente Lee Myung-bak vai sancionar a lei. Ele está em visita à América Latina e seu gabinete não comentou o assunto.


O procedimento envolve a administração de hormônios supressores da testosterona, cujo objetivo é frear o desejo sexual. Os homens que passarem por esse processo também terão assistência comportamental e psicológica.


Notícia publicada no estadao.com.br, em 29 de junho de 2010.



Leila Henriques* comenta


Medidas como esta (castração química) pune o homem, mas não melhora o Espírito, que não muda o seu modo de ser e de pensar.


Um Espírito capaz dos crimes como os descritos na reportagem está grandemente desequilibrado, precisando de tratamento, tanto físico como espiritual.


A castração não deve melhorar em nada este quadro, visto acrescentar à sua mente doentia o componente da revolta e o desejo da desforra, da vingança.


O argumento de que tal medida coibiria os pedófilos que deixariam de cometer os seus crimes é tão frágil quanto o é o mesmo argumento usado para a pena de morte, a qual não evitou, nos lugares onde é aplicada, que os crimes que ela penaliza continuem a ocorrer.


Como disse Jesus, não são os sãos que precisam de médico e sim os doentes.


Estas criaturas que perderam o rumo nas garras da pedofilia precisam de que lhes cuidem do corpo, da mente e da Alma, como um ser integral, para que possam ser conduzidas de volta ao equilíbrio e à normalidade, o que só poderá ser feito quando o homem for olhado como um Espírito imortal que caminha para a perfeição, e que, nesse caminhar, muitas vezes, precisa de mãos que se lhe estendam, não para punir, mas para ajudar a reconduzi-lo ao caminho reto.


* Leila Henriques é espírita e colabora na divulgação da Doutrina Espírita na Internet.