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Doença rara faz menino de 11 anos envelhecer 5 vezes mais rápido

Doença rara faz menino de 11 anos envelhecer 5 vezes mais rápido



Um menino de 11 anos que sofre de uma rara doença genética está envelhecendo a uma velocidade cinco vezes maior do que seus colegas de classe e sofre de artrite e outras condições relacionadas à velhice.


Harry Crowther, de West Yorkshire, na Inglaterra, sofre de progéria atípica, uma forma um pouco menos severa da progéria clássica conhecida como síndrome de Hutchinson-Guilford.


O menino é menor do que outros garotos da sua idade, não tem gordura corporal e suas feições faciais são semelhantes às de um paciente da síndrome clássica - sua expectativa de vida, porém, pode ser mais alta.


A pele de Harry já começou a afinar, seu cabelo cresce lentamente e os ossos de seus dedos e da clavícula começaram a erodir.


No início de abril, ele teve confirmado o diagnóstico de artrite, depois de começar a sentir dor em suas juntas.


O menino toma analgésicos quatro vezes por dia e faz hidroterapia para ajudá-lo a suportar a dor e exercitar as juntas.


A doença de Harry Crowther é tão rara que seu caso é o único confirmado no Reino Unido. Em todo o mundo, apenas 16 casos são conhecidos, segundo o Great Ormond Street Hospital, onde o menino recebe tratamento.


Por sua condição ser tão rara, os médicos não sabem exatamente quais seus prognósticos.


Os pacientes dessa doença normalmente só apresentam sintomas depois do primeiro ano de vida, mas apesar de ter notado “algo estranho”, os pais de Harry só conseguiram confirmar o diagnóstico quando ele tinha sete anos de idade, em um exame nos Estados Unidos.


"Eu vi algumas marcas no corpo de Harry, mas nosso médico disse que se tratavam apenas de marcas de nascença", disse a mãe dele, Sharron. "Mas como as marcas se tornaram mais pronunciadas, pedi para consultar um especialista."


"Muitos especialistas tiveram dificuldades em diagnosticar Harry. No fim, alguém disse que, por sua aparência, Harry poderia sofrer de algum tipo de progéria, então fomos ao centro médico UT Southwestern, em Dallas, para confirmar o diagnóstico."


Ao ouvir a notícia, a reação da família foi mista.


"Inicialmente, ficamos aliviados por saber que não era a progéria clássica de Hutchinson-Gilford, que é muito mais séria", disse Sharron. "O lado ruim é que não há outras famílias com quem possamos falar sobre isso. O Harry é o único menino do país com a doença."


A expectativa de vida de pacientes de progéria clássica vai até a adolescência, mas há casos de pacientes da síndrome atípica que viveram até mais de 30 anos de idade.


O jovem, que também é escoteiro e anda de skate e bicicleta, tem que manter uma dieta baixa em gorduras e realizar atividades físicas, mas ele fica cansado rapidamente.


"A doença não para Harry - ele segue vivendo", disse sua mãe.


Sua saúde tem que ser monitorada constantemente, já que pacientes da doença costumam desenvolver problemas cardíacos.


A doença é causada por uma mutação no gene LMNA (conhecido como o gene do envelhecimento), que faz com que ele envelheça a uma velocidade muito mais rápida do que o normal.


A família do menino criou uma página no Facebook para divulgar informações sobre a doença e ajudar outras pessoas que tenham sintomas semelhantes e não tenham conseguido diagnosticar a doença.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 26 de abril de 2010.



Leila Henriques* comenta


À luz da  Doutrina Espírita, poderíamos dizer que o menino Harry Crowther atravessa um período de expiação pelas dores e por todo tipo de limitação que traz a doença que lhe acomete.


No entanto, pela forma como vem respondendo às limitações de sua doença, não se deixando abater e enfrentando as dificuldades da melhor maneira possível, procurando fazer tudo o que uma criança da sua idade faz, mostra ser um Espírito que não encara sua atual condição como uma expiação que lhe foi imposta por seus erros passados.


Antes, parece ser uma Alma forte, que escolheu testar a si mesma para verificar o grau em que se encontra em sua romagem evolutiva, provando a sua capacidade de conviver com as durezas de uma doença com poucas chances de ser combatida com total sucesso, visto serem praticamente desconhecidos os caminhos de tratamento.


Não nos parece ser um Espírito digno de piedade, mas sim de admiração pelas vitórias que está alcançando no teste que escolheu impor a si mesmo.


* Leila Henriques é espírita e colabora na divulgação da Doutrina Espírita na Internet.