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Arábia Saudita pode decapitar apresentador por bruxaria

Arábia Saudita pode decapitar apresentador por bruxaria



AE-AP - Agência Estado


A advogada de um médium libanês e apresentador da televisão, que foi condenado na Arábia Saudita por bruxaria, disse hoje que seu cliente poderá ser decapitado nesta semana e fez um apelo aos líderes do Líbano e da Arábia Saudita para que ajudem a poupar a vida dele.


A advogada libanesa May Al-Khansa disse ter sido comunicada por uma fonte do judiciário saudita que o médium Ali Sibat deverá ser decapitado amanhã. Ela acrescentou que não teve nenhuma confirmação oficial sobre a possível execução do seu cliente. Funcionários do judiciário saudita não foram encontrados para comentar o caso.


Nesta tarde, manifestantes contrários à execução protestaram em frente à Embaixada da Arábia em Beirute.


O sistema judiciário saudita, que é baseado na lei islâmica, não define claramente a acusação de bruxaria.


Sibat é uma das várias pessoas presas a cada ano na Arábia Saudita sob as acusações de praticarem feitiçaria, bruxaria, magia negra e adivinhação. Essas práticas são consideradas politeístas pela Sharia, a lei islâmica aplicada na Arábia.


A advogada Al-Khansa disse que pediu ao rei da Arábia Saudita, Abdullah, que perdoe Sibat, um libanês muçulmano de 49 anos e pai de cinco filhos. Ela disse que também está em contato com as autoridades libanesas sobre o caso. Ela afirmou que Sibat não praticou a adivinhação na Arábia, não é cidadão saudita, não vive no país e deveria por isso ser deportado ao invés de ter sofrido um julgamento.


Sibat praticou a adivinhação a partir de Beirute e sua atividade foi transmitida por um canal de televisão a cabo para o mundo árabe. Ele foi preso pela polícia religiosa saudita durante uma peregrinação que fez à cidade Santa de Medina em maio de 2008 e sentenciado à morte em novembro do ano passado.



Clemência


A Human Rights Watch, entidade de defesa dos direitos humanos sediada em Nova York, pediu ao governo da Arábia que revogue a sentença de morte sobre Sibat, e também pediu que o reino árabe suspenda "o uso crescente das acusações de bruxaria, que são vagamente definidas e usadas arbitrariamente".


Em 2 de novembro de 2007, o farmacêutico egípcio Mustafá Ibrahim foi decapitado na capital saudita, Riad, após ter sido condenado por ter tentado, "através da bruxaria", separar um casal, disse a Human Rights Watch.


Notícia publicada no estadao.com.br, em 1º de abril de 2010.



Leila Henriques* comenta


A Doutrina Espírita nos diz que nossa Humanidade está indo ao encontro do estágio de regeneração, deixando para trás as provas e as expiações dolorosas.


Nosso planeta atingirá a classe dos Mundos de Regeneração, atingindo assim um grau acima na escala evolutiva dos mundos.


Neste estágio, embora ainda longe dos mundo felizes, nela já haverá de predominar o bem e as ações praticadas contra a vida e a liberdade não encontrarão guarida por parte dos dirigentes das nações nem da quase totalidade dos cidadãos.


Mas, pelo que estamos vendo nesta reportagem, ainda nos encontramos um tanto ou quanto distantes da realidade de um Mundo de Regeneração, já que ainda se veem determinações como esta, que contrariam totalmente a liberdade de escolher-se a fé que se irá professar, num clamoroso crime contra os direitos humanos, roubando a vida de um semelhante pelo poder de leis fratricidas, simplesmente por ele professar uma fé estranha àquela pré-estabelecida.


Mas estamos vendo na reportagem que, em contrapartida, muitas manifestações de repúdio a tal ato se fizeram ouvir e que existe um órgão, a Human Rights Watch, entidade de defesa dos direitos humanos, sediada em Nova York.


Só a existência deste órgão e de outras entidades afins, já é um indício de que o progresso moral de nossa Humanidade não está estagnado e entidades deste tipo farão prevalecer o direito sobre a força. São elas um dos instrumentos de Deus para esse desiderato.


Como está dito na matéria, a “Human Rights Watch pediu ao governo da Arábia que revogue a sentença de morte sobre Sibat, e também pediu que o reino árabe suspenda o uso crescente das acusações de bruxaria, que são vagamente definidas e usadas arbitrariamente”.


Vemos que este órgão intercede pela suspensão da “caça às bruxas”, que poderíamos traduzir por “calça aos médiuns”, que pensávamos já ter sido hábito extinto.


Portanto, se ainda há um longo caminho a percorrer para adentrarmos ao Mundo Regenerado, a marcha não está suspensa e marcharemos, embora devagar, mas sempre, sem solução de continuidade.


* Leila Henriques é espírita e colabora na divulgação da Doutrina Espírita na Internet.