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Milionário britânico doa fortuna para pagar promessa

Milionário britânico doa fortuna para pagar promessa



Um milionário britânico anunciou a doação de quase toda sua fortuna, estimada em 480 milhões de libras (cerca de R$ 1,3 bilhão), para pagar uma promessa feita quando era jovem e pobre.


Albert Gubay, de 82 anos, diz ter feito um “acordo com Deus” quando trabalhava como vendedor de rua na juventude, para torná-lo milionário.


Em troca, segundo declarações feitas há alguns anos a um programa de TV, ele prometeu dividir “meio a meio” sua fortuna, acumulada com a venda da cadeia de supermercados Kwik Saver, fundada por ele, e por investimentos em imóveis e em uma rede de academias de ginástica.


“Faça-me um milionário, e você poderá ter metade de meu dinheiro”, prometeu ele, segundo contou no programa.


Agora, porém, ele decidiu doar quase tudo, ficando com pouco menos de 10 milhões de libras (R$ 27 milhões) para si.



Doações


Gubay passou sua fortuna para o nome de uma fundação que ficará encarregada de distribuir suas doações para caridade. Metade do dinheiro irá para a Igreja Católica, para cumprir com seu acordo.


Mesmo após a doação de sua fortuna, o milionário deverá continuar à frente de suas empresas e disse esperar conseguir elevar o montante de suas doações para mais de 1 bilhão de libras até morrer.


Em 2009, Gubay havia sido listado pela revista Forbes como a 647ª pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna estimada então em US$ 1,1 bilhão, mas ficou fora da lista de bilionários da revista neste ano, por causa da desvalorização da libra, que derrubou o valor nominal de sua fortuna em dólares.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 21 de março de 2010.



Leila Henriques* comenta


Em toda barganha com Deus, do tipo “dá cá, toma lá”, poderá sempre haver a ilusão de que se foi atendido por Deus, em pessoa.


Dizemos isso porque cremos que Deus não negocia com ninguém, não aceita ofertas de troca.


Colocou Ele em andamento, tal qual um moto perpétuo, Suas Leis imutáveis para regular toda a criação, com base na justiça da igualdade e da imparcialidade.


Isto não quer dizer que, por serem imutáveis, suas leis são rígidas, de forma a não deixar ressalvas ou atenuantes para os que se arrependem, os que mudam seus pontos de vista, direcionando-os para o bem, quando estavam focalizadom no mal.


No fato em questão, cabe bem a pergunta de nº 533, de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, em que ele pergunta aos instrutores espirituais se podem os Espíritos fazer com que obtenham riquezas os que lhes pedem que assim aconteça.


Os instrutores respondem que algumas vezes isso pode acontecer como prova para aquele que pede, mas quase sempre eles se recusam, como se recusa à criança a satisfação de um pedido inconsiderado.


Em princípio, logo vemos que não é Deus que ouve os pedidos dos homens, mas os Espíritos que os acompanham, por ordem de Deus, incumbidos que são, pelo Pai, de orientar, proteger, amparar seus filhos, na medida em que esses filhos aceitem toda essa ajuda, o que acontece quando eles de si afastam a rebeldia e a revolta.


São eles os seus protetores, seus anjos guardiães, ou mesmo Espíritos amigos que a eles se afeiçoaram em pretéritas encarnações ou mesmo nessa, tendo partido para a vida futura antes deles.


Segundo a resposta dos instrutores, na pergunta citada, algumas vezes, como prova, o pedido da riqueza pode ser atendido.


Mas jamais isso será motivado por um interesse de troca por parte de Deus, que não precisa do homem para fazer o bem aos homens.


Será sempre um teste à cobiça, à ganância, ao apego aos bens terrenos e, no caso focalizado, acrescente-se, um teste à honestidade do homem no tocante à palavra empenhada.


* Leila Henriques é espírita e colabora na divulgação da Doutrina Espírita na Internet.