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Aos 42 anos, mulher está grávida do 19º filho

Aos 42 anos, mulher está grávida do 19º filho



A americana Michelle Duggar, de 42 anos, realmente ama ser mãe. Depois de 18 filhos, Michelle descobriu que seria mãe novamente. A americana descobriu a gravidez logo após que seu filho mais velho, Josh, de 21 anos, se tornou pai pela primeira vez.


Moradora de Tontitown, em Arkansas, Estados Unidos, Michelle ainda não sabe qual será o sexo do bebê, que deve nascer em março de 2010. Josh, por sua vez deve se tornar papai ainda este ano e o nascimento de sua filha está marcado para o dia 18 de outubro.


Michelle é casada com Jim Bob, e além de Josh, eles ainda têm Jana e John-David, 19; Jill, 18; Jessa, 16; Jinger, 15; Joseph, 14; Josiah, 13; Joy-Anna, 11; Jeremiah e Jedidiah, 10; Jason, 9; James, 8; Justin, 6; Jackson, 5; Johannah, 3; Jennifer, 2 e Jordyn-Grace, 8 meses. São mais 17 filhos, todos com a mesma inicial: J.


Para Michelle, a gravidez de seu 19º filho, foi uma bênção e ela contou, em um programa de TV americano, o "18 Kids and Counting" ("18 crianças e contando", em português), que vibrou ao ver o teste de gravidez positivo. "Obrigada, meu Deus. Eu pensava que meus dias de bebê estavam acabados, e você me abençoou com mais um", afirmou.


Notícia publicada na página do Sidney Rezende, em 2 de setembro de 2009.



Claudia Cardamone* comenta


"687. Se a população seguir sempre a progressão constante que vemos, chegará um momento em que se tornará excessiva na Terra?


- Não. Deus provê isso, mantendo sempre o equilíbrio. Ele nada faz de inútil. O homem, que só vê um ângulo do quadro da Natureza, não pode julgar da harmonia do conjunto." (O Livro dos Espíritos.)


Esta é e sempre foi uma questão delicada ao Espiritismo. A Doutrina Espírita orienta e esclarece porque o aborto é um ato equivocado, esclarece também a importância da oportunidade da reencarnação e por fim de que estamos aqui temporariamente estudando e nos aperfeiçoando e que nossa verdadeira vida é a do mundo espiritual.


Ficamos então entre duas ideias: "Deus tudo provê e nada faz de inútil" e o controle na natalidade.


Nos dias atuais, quantas pessoas poderiam garantir alimento e educação a 19 crianças? Por que seríamos obrigados a, sem se planejar, dar a luz a todas as crianças que vierem em consequência das relações sexuais? As provas não são iguais a todos nós. Para alguns, a prova é exatamente a maternidade; para outros, é a felicidade de receber espíritos simpáticos e, para alguns outros, a prova está em não ter filhos, ou por expiação ou pela necessidade de se dedicar a algo maior. Falo em particular daqueles que não desejam ter filhos, pois para aqueles que desejam e não conseguem ou não podem, o sofrimento e angústia demonstram ser uma possível expiação.


Para Michelle, a maternidade de tantos filhos parece ser uma prova escolhida, pois ela apenas agradece as bênçãos escolhidas, não reclama, não se revolta ou não se desespera. Confia porque sabe que é uma prova necessária e que, provavelmente, estará auxiliando esses espíritos que reencarnam em sua família. Quantos de nós conseguiria realizar tal prova?


É compreensível que muitas pessoas desejem poucos filhos, quando este desejo tem a intenção de garantir a estes a melhor criação e educação possível, pois os pais estarão sempre pensando no melhor para seus filhos e isto não pode ser condenável. Não somos meros animais que necessitam reproduzir-se para garantir a manutenção genética da espécie, somos seres inteligentes capazes de sobreviver nas mais diferentes condições ambientais e capazes de planejar da melhor maneira possível o seu próprio futuro.


Por fim, como disse o Espírito protetor em O Evangelho segundo o Espiritismo:


"-Já vos dissemos e repetimos, muitas vezes, que estais na terra de expiação para completar as vossas provas, e que tudo o que vos acontece é consequência de vossas existências anteriores, as parcelas da dívida que tendes a pagar. Mas este pensamento provoca em certas pessoas reflexões que devem ser afastadas, porque podem ter funestas consequências.


Pensam alguns que, uma vez que se está na Terra para expiar, é necessário que as provas sigam o seu curso. Há outros que chegam a pensar que não somente devemos evitar de atenuá-las, mas também devemos contribuir para torná-las mais proveitosas, agravando-as. É um grande erro. Sim, vossas provas devem seguir o curso que Deus lhes traçou, mas acaso conheceis esse curso? Sabeis até que ponto elas devem ir, e se vosso Pai Misericordioso não disse ao sofrimento deste ou daquele vosso irmão: "Não irás além disto?" Sabeis se a Providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício, para agravar o sofrimento do culpado, mas como bálsamo consolador, que deve cicatrizar as chagas abertas pela sua justiça?"


Então, depois de muito estudar a Doutrina Espírita, o que nós, espíritas, que compreendemos a verdade da vida espiritual, devemos fazer num caso deste? Julgar e condenar, apontando-lhe as faltas e dizendo o que deveria ser feito, ou ajudar da forma possível de acordo com a virtude da fraternidade?


* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, no ano de 1996, pelas FMU em São Paulo. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como artesã. É espírita e trabalhadora da Associação Espírita Seareiros do Bem, em Palhoça/SC.