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Cientistas criam estado completamente novo de matéria

Cientistas criam estado completamente novo de matéria



Gizmodo


Cientistas alemães especializados em lasers criaram um estado de matéria completamente novo, transformando alumínio em algo "que ninguém jamais viu", um exótico material transparente à radiação ultravioleta.


De acordo com o professor Justin Wark, do departamento de física da Universidade de Oxford, a descoberta é "quase tão surpreendente quanto descobrir que é possível transformar chumbo em ouro com a luz!". Eles alcançaram este milagre ao derrubar "um elétron-chave de cada átomo do alumínio", mas sem desfazer a estrutura metálica com o bombardeio a laser.


Wark afirma que isso os ajudará a raciocinar sobre a criação de estrelas em miniatura com implosões de laser de alto poder, algo que "poderá um dia permitir a exploração do poder da fusão nuclear aqui na Terra". Ou destruir a todos nós.


Notícia publicada no Portal Terra, em 29 de julho de 2009.



Breno Henrique de Sousa* comenta


Ao ler esta matéria e os comentários dos internautas, percebe-se como a maioria das pessoas ignoram os benefícios trazidos por avanços tecnológicos desta natureza. Às vezes, se diz que dever-se-ia usar este dinheiro para matar a fome no mundo e que estas descobertas são inúteis.


Um exemplo muito simples é o caso da mecânica quântica, que parece tratar de temas completamente abstratos para o cidadão comum, algo que parece não ter nenhuma importância para a vida prática, de conteúdo muito teórico e, como se diz em linguagem popular, “é uma viagem na maionese”. Poderíamos perguntar: - Por que os cientistas perdem tanto tempo com isso?


Diz o professor Almir Caldeira, da Unicamp: “O leitor certamente se surpreenderia se disséssemos que sem a mecânica quântica não conheceríamos inúmeros objetos com os quais lidamos corriqueiramente hoje em dia. Só para se ter uma ideia, podemos mencionar o nosso aparelho de CD, o controle remoto de nossas TVs, os aparelhos de ressonância magnética em hospitais ou até mesmo o micro-computador que ora usamos na elaboração deste artigo. Todos os dispositivos eletrônicos usados nos equipamentos da chamada high-tech só puderam ser projetados porque conhecemos a mecânica quântica. A título de informação, 30% do PIB americano é devido a estas tecnologias”.


Não devemos esquecer as necessidades imediatas de nossa população. É dever dos governos investir nos serviços essenciais, mas não significa que devemos primeiro ter tudo perfeito para só depois investir em ciência e tecnologia. É justamente nas descobertas científicas que encontramos soluções para os grandes problemas da sobrevivência humana. Imagine como viveríamos hoje sem vacinas, antibióticos, veículos, computadores e todos os avanços tecnológicos?


Por outro lado, não podemos perder de vista que muitos avanços científicos estão comprometidos com grupos de interesse, quase sempre com o poder econômico e político. Tais avanços demoram a converter-se em benefícios para a população. Normalmente, eles beneficiam primeiro uma pequena classe de privilegiados, ou mesmo são usados para guerra e para destruição. Imagino que esta descoberta em destaque na matéria já deve despertar interesses militares. É preciso que a sociedade esteja mais ativa e consciente para cobrar o uso responsável e pacífico das tecnologias.


É também curioso o fato de os cientistas descobrirem outros estados da matéria e reafirmar que ela pode assumir estados ainda desconhecidos ao homem. Isto é o que já afirmava a Doutrina Espírita. Dizem-nos os espíritos, em O Livro dos Espíritos, na questão 22: "Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria." Vale lembrar que O Livro dos Espíritos foi lançado em 1857, quando ainda vigorava o modelo atômico de Dalton, que enunciava que os átomos são partículas minúsculas e indivisíveis, ou seja, nesta época ainda não se sabia da existência de elétrons, prótons e nêutrons. O modelo de Dalton só caiu em 1921 com a descoberta dos átomos isótopos (átomos do mesmo elemento com massas diferentes). Na questão 30, de O Livro dos Espíritos, dizem-nos também os espíritos que “os corpos que consideramos simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva”. Assim, o Espiritismo adiantou-se 64 anos a frente da ciência.


Assim, os avanços científicos só vêm a comprovar o vigor da Doutrina Espírita, que nada tem a temer diante das luzes do progresso. Ao contrário, afirma seu insígne codificador Allan Kardec, que se a ciência provar que o Espiritismo está enganado em algum ponto, que abandonemos este ponto e que sigamos a ciência.


* Breno Henrique de Sousa é paraibano de João Pessoa, graduado em Ciências Agrárias e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba. Ambientalista e militante do movimento espírita paraibano há mais de 10 anos, sendo articulista e expositor.