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Apesar de ter nascido em 1993, Brooke Greenberg tem o tamanho e a capacidade mental de uma criança. Ela não fala, não se locomove sozinha e continua a ter os mesmos dentes de quando era, de fato, um bebê. Jorge Hessen comenta.

  • Data :12/10/2009
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Menina que não envelhece intriga os médicos

Apesar de ter nascido em 1993, Brooke Greenberg não anda e nem fala. Para os pais, a garota seria a “fonte da juventude”

REDAÇÃO ÉPOCA

Brooke Greenberg tem o tamanho e a capacidade mental de uma criança. Ela também não fala, não se locomove sozinha e continua a ter os mesmos dentes de quando era, de fato, um bebê. No último mês de janeiro, porém, a americana completou 16 anos de idade.

Brooke nunca foi diagnosticada como portadora de qualquer síndrome genética conhecida ou anomalia cromossômica que pudessem ajudar a explicar o motivo de ela não crescer. Mesmo um estudo do seu DNA não foi capaz e especificar o motivo pelo qual ela continua a ter corpo e aparência de uma criança mesmo sendo uma adolescente. O médico de Brooke, Lawrence Pakula, não sabe explicar. “Nunca tinha visto nada parecido. Ela é sempre uma surpresa”, diz.

Os pais de Brooke, Howard e Melanie Greenberg, também não têm qualquer explicação para o fato. “Seria ela a fonte de juventude?”, pergunta-se o pai. O casal tem outras três filhas - Emily, 22, Caitlin, 19, e Carly, 13 -, todas com desenvolvimento físico e neurológico normal.

Para Richard Walker, da Faculdade de Medicina da Universidade do Sul da Flórida, em Tampa, o corpo de Brooke não tem um desenvolvimento coordenado. É como se ele estivesse fora de sincronia. Prova disso é a sua idade óssea, estimada em 10 anos.

Segundo os próprios pais de Brooke contaram ao site do jornal inglês Daily Mail, ela teve uma série de problemas desde que nasceu. Em seus primeiros seis anos de vida, passou por uma série de emergências médicas e sobreviveu a todas, muitas vezes sem explicação.

Ela sobreviveu, por exemplo, à cirurgia para tratar sete úlceras estomacais. Em seguida, sofreu uma convulsão cerebral que foi diagnosticada como um acidente vascular cerebral, uma doença que, segundo seus pais, semanas mais tarde, não havia deixado qualquer dano aparente. Aos 4 anos de idade, Brooke caiu em uma letargia que a levou dormir por 14 dias. Médicos, então, diagnosticaram um tumor cerebral.

“Nós estávamos preparados para a sua morte. Foi quando, de repente, o médico nos chamou. Brooke tinha aberto os olhos e estava bem”, conta Howard. “Ela supera todos os obstáculos que são lançados no seu caminho”.

Apesar de todas as dificuldades, Brooke frequenta uma escola para crianças com necessidades especiais. Segundo sua mãe, Melanie, ela adora fazer compras, “como toda mulher”. Um documentário sobre a vida de Brooke está previsto para ir ao ar ainda neste ano, nos Estados Unidos.

Matéria publicada na Revista Época , em 25 de junho de 2009.

Jorge Hessen comenta*

Apesar de ter nascido em 1993, Brooke Greenberg não envelhece, não consegue se alimentar, nem andar sozinha e nem falar. Tem o tamanho e a capacidade mental de uma criança. O curioso é que continua a ter os mesmos dentes de quando era, de fato, um bebê. Nunca foi diagnosticada como portadora de qualquer síndrome genética conhecida ou anomalia cromossômica que pudessem ajudar a explicar o motivo de ela não crescer. Mesmo um estudo do seu DNA não foi capaz e especificar o motivo pelo qual ela continua a ter corpo e aparência de uma criança, embora, hoje, esteja com 16 anos de idade.

Alguns especialistas buscam descobrir algumas explicações sobre o seu não envelhecimento. Para Richard Walker, da Faculdade de Medicina da Universidade do Sul da Flórida, em Tampa, o corpo de Brooke não tem um desenvolvimento coordenado. É como se ele estivesse fora de sincronia. Prova disso é a sua idade óssea, estimada em 10 anos. Em seus primeiros seis anos de vida, Brooke passou por uma série de emergências médicas e sobreviveu a todas. Teve sete úlceras estomacais, convulsão cerebral que foi diagnosticada como um acidente vascular cerebral, sem dano aparente. Aos 4 anos de idade, Brooke caiu em uma letargia que a levou a dormir por 14 dias. Médicos, então, diagnosticaram um tumor cerebral. Atualmente, Brooke frequenta uma escola para crianças com necessidades especiais e permanece congelada na infância mais absoluta.

Caso semelhante é o de Suraya Brown, conhecida como “a menina que se nega a crescer”. Com mais de um ano de idade, ela pesa hoje 3,5 quilos, o que seria normal para uma criança recém-nascida. Radiografias ósseas revelaram anormalidades, porém uma prova genética para uma rara doença de nanismo, denominada Síndrome de Silver-Rusell, resultou negativa, bem como outras formas de nanismo que também foram descartadas. Brooke e Brown são casos extremamente raros. Os fatos nos levam à reflexão sobre a estrutura funcional do perispírito, a Lei da Causa e Efeito, a reencarnação, o suicídio, entre outros temas que a Doutrina Espírita explica muito bem.

À propósito, sobre a tese reencarnacionista, a Word Christian Enciclopédia informa que os “500 pesquisadores e 121 consultores, depois de visitarem 212 países, concluíram, em 100 relatórios, que, no ano de 2000, a população da Terra alcançaria 6.260.000.000 de habitantes, e que 2/3 dessa população, isto é, cerca de 4.000.000.000 de pessoas, seriam reencarnacionistas”.(1)

Em verdade, antes de reencarnarmos, examinando as próprias necessidades de aperfeiçoamento moral, muitas vezes, solicitamos a limitação física na nova experiência carnal, para que essa condição nos induza à elevação de sentimentos. Pedimos aos Benfeitores a enfermidade capaz de educar os impulsos; essa ou aquela lesão física que nos exercite a disciplina; determinada mutilação que nos iniba o arrastamento à agressividade exagerada; o complexo psicológico que nos remova as ideias inferiores, etc.

É a lógica de justiça da Lei da Reencarnação e do Princípio de Causa e Efeito. Já vivemos, na Terra ou em outros orbes, inúmeras vezes e trazemos gravados, no tecido sutil do psicossoma, os registros de nossas aquisições e desatinos anteriores, quais fulcros energéticos em núcleos de potenciação, e, no momento da ligação do perispírito ao óvulo, espelhamos, nessa célula, o nível do nosso estágio moral. Portanto, nosso estado evolutivo é que determinará os renascimentos com anomalias congênitas ou não.

As malformações congênitas são extremamente variáveis, tanto no tipo quanto no mecanismo causal, mas todas surgem de um transtorno do desenvolvimento durante a vida fetal. Há anomalias bioquímicas que se manifestam ao nascimento ou no período neonatal e são tidas como defeitos de nascimento (Birth Defect), muito embora não estejam associados a uma malformação atual. Uma criança poderá ser malformada porque a sua programação genética foi imperfeita ou, porque, fatores ambientais alteraram o trabalho de formação, ou, ainda, pela existência simultânea das duas coisas.

Por esse motivo, as malformações são classificadas em três grandes grupos: de causa genética, de causa ambiental e de causa multifactorial. As primeiras são hereditárias e podem repetir-se na família; as segundas ocorrem esporadicamente, e as últimas são como que uma situação intermediária entre as duas.

As raízes de quaisquer patologias têm suas bases na estrutura perispirítica. Ainda que esteja aparentemente saudável, uma pessoa pode trazer nos seus Centros Vitais as disfunções latentes, adquiridas nesta ou noutras vidas, que, mais cedo ou mais tarde, virão à tona no corpo físico, sob a forma de variadas síndromes mais ou menos graves, conforme a extensão da lesão e a posição mental do devedor. Somos herdeiros de nossas ações pretéritas, tanto boas quanto más. A conta do destino, criada por nós mesmos, está impresso no corpo psicossomático. Esses registros fluem para o corpo físico e culminam por determinar o equilíbrio ou o desequilíbrio dos campos vitais.

Só o reconhecimento acadêmico, no futuro, da primazia do espírito sobre a matéria, associada ao princípio reencarnacionista, isto é, a integração da herança espiritual à hereditariedade genética, comandada pelo espírito, via perispírito, regida pela Lei de Causa e Efeito, é que permitirá que se identifiquem, no espírito imortal, as causas verdadeiras dos desequilíbrios que eclodem no corpo físico, sob aspectos de variadas síndromes, incluindo-se os distúrbios psicológicos.

A questão 335, de O Livro dos Espíritos, consigna que, além do gênero de vida que lhe deve servir de prova, o espírito pode, também, escolher o corpo, porque as imperfeições deste corpo são, para ele, provas que ajudam o seu progresso, se vence os obstáculos que nele encontra.(2) Porém, a escolha não depende sempre dele. Quando o espírito é atrasado moralmente, ou não tem aptidão para fazer uma escolha com conhecimento de causa, Deus lhe impõe experiências como instrumento de expiação.

A Lei de Causa e Efeito regula os nossos atos, as nossas ações e os nossos pensamentos. É por meio da pluralidade das existências que o Espiritismo nos ensina: os males e aflições por nós sofridas são provacionais ou expiatórias e sofremos na vida presente as consequências das faltas que cometemos em existência anterior. Assim, até que tenhamos quitado a última dívida de nossas imperfeições, vamos prosseguir na sequência de nossas reencarnações, vida após vida, na Terra ou em outro orbe, a fim de alcançarmos a plenitude da luz.

Fontes:

(1) Word Christian Enciclopédia, da Igreja Anglicana da Inglaterra, editada pela Universidade de Oxford (Time-Life nº 18);

(2) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 1992, perg. 335.

  • Jorge Hessen é natural do Rio de Janeiro, nascido em 18/08/1951. Servidor público federal lotado no INMETRO. Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História. Escritor (dois livros publicados), Jornalista e Articulista com vários artigos publicados.