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Agente químico pode bloquear efeito psicotrópico da maconha

Agente químico pode bloquear efeito psicotrópico da maconha



Um estudo realizado em ratos sugere que um agente químico usado em inseticidas pode bloquear o efeito psicotrópico da maconha sem interferir nos seus benefícios medicinais.


Segundo os cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o THC (tetrahidrocanabinol) – ingrediente ativo da maconha – estimula proteínas no cérebro que atuam nos receptores canabinóides.


Quando ativadas, essas substâncias produzem o efeito medicinal da droga, como alívio da dor, mas também seus efeitos psicológicos.


De acordo com a pesquisa, o organofosfato (substância química usada em pesticidas), quando combinado com o THC, suprime os efeitos psicotrópicos da maconha, sem interferir no efeito medicinal proporcionado pelo uso da droga.



Cautela


A combinação foi testada com sucesso em ratos, e os resultados da pesquisa foram publicados na edição desta semana da revista científica Nature Chemical Biology.


Segundo o estudo, os resultados abrem caminhos para novas pesquisas que poderão ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos que possam atuar no bloqueio dos agentes psicotrópicos da maconha.


Os cientistas, no entanto, são cautelosos sobre o avanço das pesquisa.


"Se você começa (a pesquisa) com algo derivado de um pesticida, você precisa ter um cuidado especial", disse ao site da revista científica New Scientist o toxicologista John Casida, que liderou a pesquisa.


O estudo foi realizado na Universidade da Califórnia, um dos primeiros Estados americanos a legalizar o uso da maconha em tratamentos médicos.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 28 de abril de 2008.



Mário Coelho* comenta


As pesquisas médicas começam muitas vezes de suposições ou mesmo de efeitos inesperados que surgiram ou até mesmo de supostos "acasos", que mais não são do que o direcionamento do Mais Alto.


Os receptores canabinóides foram bastantes estudados ultimamente em um medicamento para emagrecer, que agia nos receptores canabinóides, presente nas células gordurosas, na musculatura, mas também no cérebro. O mesmo receptor, que ao ser ativado, faz com que o viciado perca a fome e perca peso. A substância era o Rimonabanto, que realmente fazia perder peso, só que aumentou os casos de depressão e de suicídio. Mas daqui a pouco, com maior conhecimento desses receptores, serão criadas moléculas que "saciarão" os receptores, agindo neles, fazendo com que o viciado não tenha mais necessidade da mesma, agindo portanto como um tratamento. E a própria cannabis sativa, um dia, poderá ser usada, não em forma de fumo, mas como substância, já selecionada e aperfeiçoada pela ciência, curando doenças neurológicas, como hoje vemos a morfina e seus derivados socorrerem aqueles casos de dores intratáveis.


Deus sabe tirar lírios dos charcos.


* Mário Coelho é médico, pós-graduado em Cardiologia. É trabalhador do Centro Espírita Léon Denis, no Rio de Janeiro, e colaborador regular do portal Espiritismo.net.