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Provador de café faz seguro da língua por R$ 34 milhões

Provador de café faz seguro da língua por R$ 34 milhões



Um dos principais provadores de café da cadeia de lojas Costa Coffee teve a língua segurada em 10 milhões de libras (cerca de R$ 34 milhões) por uma corretora britânica.


Gennaro Pelliccia prova uma amostra de cada leva de grãos crus de café na usina processadora de Londres, antes que elas sejam torradas e enviadas para as lojas.


"Meus 18 anos de experiência me permitem distinguir entre milhares de sabores", afirma ele.


A cadeia da Costa Coffee, que vende 108 milhões de xícaras de café por ano, em vários países, pretende dobrar o número de lojas.


"As papilas gustativas de um provador de café são tão importantes quanto as cordas vocais de um cantor ou as pernas de uma top model, e esta é uma das maiores apólices de seguro feitas por um indivíduo", disse um porta-voz da corretora Glencairn Limited, do banco Lloyds, que negociou a apólice.


"Na minha profissão, minhas papilas gustativas e habilidades sensoriais são essenciais... e me permitem distinguir qualquer defeito", disse Pelliccia.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 9 de março de 2009.



Claudia Cardamone* comenta


Eu fiquei aqui pensando como nós supervalorizamos a matéria. Este rapaz acredita que é a sua língua que permite distinguir os sabores. Será? Será que a sua língua tem mais células gustativas? Será que tem maior sensibilidade? Ou será que é seu espírito que traz em si um conhecimento anterior que é capaz de reconhecer os sabores sentidos pela língua.


Porque a língua não pensa, a língua apenas sente e envia as sensações para o cérebro e é na mente que a informação é processada. Ora, assim como muitos jovens surgem com uma enorme facilidade para compor músicas ou tocar um instrumento, devido a um conhecimento anterior do espírito, esta maior capacidade de reconhecer tantos sabores provavelmente possua a mesma causa.


"218. O Espírito encarnado conserva algum traço das percepções que teve e dos conhecimentos que adquiriu nas existências anteriores?


- Resta-lhe uma vaga lembrança, que lhe dá o que chamamos idéias inatas.


218-a. A teoria das idéias inatas não é então quimérica?


- Não, pois os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem; o Espírito, liberto da matéria, sempre se recorda. Durante a encarnação pode esquecê-los em parte, momentaneamente, mas a intuição que lhe fica ajuda o seu adiantamento. Sem isso, ele sempre teria de recomeçar. A cada nova existência, o Espírito toma como ponto de partida aquele em que se achava na precedente". (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec.)


Muitos devem estar pensando que não estamos falando de ideias, mas sim de sensações. Então eu pergunto como você sabe se uma coisa é doce ou amarga? Como você reconhece o sabor de um pudim de leite? Pelas lembranças destas sensações, e é o espírito que guarda estas lembranças.


Este rapaz possui este ‘dom’ porque provavelmente ele recorda as sensações arquivadas no espírito, assim possui uma enorme facilidade em distinguir diversos sabores.


* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, no ano de 1996, pelas FMU em São Paulo. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como artesã. É espírita e trabalhadora da Associação Espírita Seareiros do Bem, em Palhoça/SC.