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Música estimula vida sexual dos jovens, diz estudo

Música estimula vida sexual dos jovens, diz estudo



Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que adolescentes que escutam músicas de conteúdo sexual depreciativo têm uma vida sexual mais ativa.


A equipe da Universidade de Pittsburgh entrevistou 711 jovens dos 13 aos 18 anos de idade sobre suas vidas sexuais e hábitos musicais.


Eles perceberam que os que ouviam músicas com versos sobre sexo explícito e agressivo regularmente, cerca de 17h por semana, tinham o dobro das chances de fazer mais sexo do que os que ouviam músicas apenas 2,7h no mesmo período.


Os especialistas classificaram como letras vulgares as que descrevem o sexo como um ato puramente físico e relacionado a relações de poder, diz o estudo divulgado na publicação especializada American Journal of Preventative Medicine.



Papel dos pais


Os pesquisadores se recusaram, no entanto, a nomear as canções que consideraram depreciativas, dizendo apenas que versos como I’m gonna beat that pussy up ("Eu vou bater naquela vulva", em tradução livre), são comuns nas letras.


O coordenador da pesquisa, Brian Primack, disse que apesar de a pesquisa ter encontrado um elo entre música e sexo, "é difícil afirmar que canções de sexo contribuam diretamente para que os jovens façam sexo mais cedo".


"Eu acredito, no entanto, que os pais devam considerar os resultados. É tentador dizer que música é só ‘coisa de jovem’".


"Eu não estou dizendo que os pais devam tentar banir este tipo de música. Isso não vai ajudar. Mas eles devem falar com seus filhos sobre sexo e colocar este tipo de música no contexto correto", completou.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 24 de fevereiro de 2009.



Claudia Cardamone* comenta


No livro A Gênese, Allan Kardec define a obsessão como uma ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Sabemos que um Espírito pode nos influenciar oferecendo-nos os mais diversos pensamentos estranhos, porém se ele tiver sintonia conosco, ou seja, se pensarmos da mesma forma, iremos aceitar facilmente estes pensamentos estranhos.


Agora, com os ipods, mp3, mp4 e demais tecnologias, os jovens estão sempre ouvindo músicas. Isto, por si só, já é nocivo ao organismo, principalmente ao aparelho auditivo, que é sensível, e a sua exposição constante a sons altos pode, com o tempo, produzir sérios danos. Mas e ao espírito?


O que acontece com um jovem que passa várias horas por dia ouvindo músicas com frases que estimulem a violência e o sexo desregrado? É claro que nem todo jovem vai se tornar agressivo, mas se este pensamento tiver sintonia com ele, e se já pensava em fazer coisas, será que a música não vai potencializar isto, de forma que o jovem fique cultivando pensamentos correlatos?


Não estou dizendo que devemos proibir as músicas, o ipod, etc, mas precisamos refletir o que os estímulos da vida moderna podem fazer conosco, de que forma eles podem nos influenciar. Precisamos estar mais conscientes de nós mesmos e o esclarecimento é o melhor instrumento para isto.


* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, no ano de 1996, pelas FMU em São Paulo. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como artesã. É espírita e trabalhadora da Associação Espírita Seareiros do Bem, em Palhoça/SC.