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Estudo explica ‘amnésia’ de pessoas quando bêbadas

Estudo explica ‘amnésia’ de pessoas quando bêbadas



Cientistas podem ter descoberto porque as pessoas se esquecem de coisas que fazem - constrangedoras, muitas vezes - quando estão bêbadas. Um grupo de cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra, revelou que o álcool facilita a criação de memórias para eventos emocionais - na maior parte positivos - vividos antes da intoxicação e prejudica a criação de memórias para eventos emocionais - muitas vezes negativos - ocorridos depois do consumo abusivo de bebidas.


A psicóloga Dora Duka, que liderou o estudo, acredita que esse fenômeno pode levar as pessoas a acreditar mais nos efeitos positivos do álcool em vez de perceber suas desvantagens, contribuindo para o desenvolvimento do alcoolismo.


"Os efeitos do álcool no humor são conhecidos por contribuir para o seu uso e abuso. Mas se sabe muito menos sobre como os efeitos do álcool na memória e no controle inibitório contribuem para que o álcool seja uma droga que vicia," disse Duka.


"Os efeitos do álcool na memória podem ser um fator no desenvolvimento do alcoolismo," completou. Os pesquisadores compararam a habilidade de voluntários de se lembrar de uma série de imagens depois do consumo de bebidas não-alcoólicas ou de bebidas alcoólicas.


Eles descobriram que o álcool aumentava a memória para imagens vistas antes de beber e deteriorava a memória para imagens vistas depois. "Não está claro como o álcool muda a maneira como as memórias são formadas, mas pode estar alterando os neurotransmissores que formam as memórias", disse Duka.


Os resultados foram apresentados durante o Festival da Associação Britânica para o Avanço da Ciência realizado neste ano em Liverpool. Os pesquisadores da Universidade de Sussex também descobriram que o álcool pode danificar a capacidade das pessoas de formar seu julgamento sobre uma determinada situação.


Notícia publicada no Portal Terra, em 10 de setembro de 2008.



Carlos Miguel Pereira* comenta


O corpo físico, apesar de temporário e perecível, é um instrumento precioso e fundamental para que possamos evoluir e aprender, sendo através do árduo trabalho no corpo que o Espírito adquire conhecimento. Merece pois, o corpo material, todo o nosso cuidado e atenção, para que não o transformemos com o tempo numa ferramenta desajustada aos objetivos que nos propusemos concretizar nesta vida.


Os efeitos do álcool no nosso organismo físico são por demais estudados, conhecidos e divulgados, produzindo uma dependência tanto psicológica como física. Mesmo sendo uma droga socialmente aceita e consumida de forma aberta e descomplexada, precisamos perceber que o seu uso poderá ser muito nocivo. Dependendo da quantidade consumida, gradualmente ela irá deteriorar os órgãos internos do nosso corpo: fígado, coração, pâncreas, estômago, bem como afetar a capacidade cerebral, produzindo confusão, memória de curto prazo limitada, levará à criação de psicoses, bem como acelerará a deterioração dos nervos que coordenam a função motora.


Pelos danos conhecidos que provoca no nosso organismo físico, o álcool torna-se também prejudicial para o nosso Espírito, devido à estreita interligação que existe entre o espírito e o corpo. O consumo de bebidas alcoólicas em excesso, ao provocar distúrbios nos centros nervosos, provoca também um desequilíbrio da função de coordenação, condensação e filtragem de energias que é realizada no perispírito pelos centros vitais. Os centros vitais são pontos de ligação, pelos quais a energia flúi entre o perispírito (corpo espiritual) e o corpo físico e vice-versa. Centros vitais desequilibrados levam a um permanente desequilíbrio geral, já que eles têm como função coordenar a distribuição da energia vital pelos órgãos físicos, segundo as necessidades específicas do corpo, tendo sempre como objetivo o equilíbrio orgânico e a sua harmonia funcional.


Para além desse fato, e como o álcool leva a uma diminuição da função de filtragem das energias provenientes do plano espiritual, os indivíduos ficarão mais sujeitos à influência espiritual, nomeadamente através dos espíritos desencarnados que ainda estão reféns das sensações em que se viciaram, procurando os encarnados com o mesmo vício, de modo a receber a energia que emana das emoções e das formas de prazer sentidas.


Lembremos sempre a máxima de Paulo de Tarso: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém!"


* Carlos Miguel Pereira trabalha na área de informática e é morador da cidade do Porto, em Portugal. Na área espírita, é trabalhador do Centro Espírita Caridade por Amor (CECA), na cidade do Porto, e colaborador regular do Espiritismo.net.