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Milionário abandona mansão ‘mal-assombrada’ de R$ 12 milhões

Milionário abandona mansão ‘mal-assombrada’ de R$ 12 milhões



Um empresário milionário de Nottinghamshire, na Grã-Bretanha, afirmou que teve que abandonar sua mansão de 52 quartos por causa de fantasmas.


A mansão Clifton Hall foi comprada por 3,6 milhões de libras (cerca de R$ 12 milhões) pelo empresário Anwar Rashid, que entregou o imóvel de volta ao banco.


Rashid alegou que a família conviveu durante oito meses com figuras misteriosas na casa, além de encontrar manchas de sangue nas roupas de cama.


O empresário chamou especialistas paranormais e decidiu parar de pagar as prestações da hipoteca da casa.


"Lamento pela beleza (da mansão), mas por trás da fachada, está mal-assombrada", afirmou. "Os fantasmas não nos querem lá e não podemos lutar contra eles porque não podemos vê-los."



Batidas nas paredes


Rashid, de 32 anos, e sua mulher, Nabila, de 25, se mudaram para a mansão, cujas fundações mais antigas datam do século 11, com as filhas de sete, cinco e três anos de idade e o filho de um ano e meio.


Segundo o empresário, as experiências sobrenaturais na casa começaram no dia em que eles se mudaram, desde batidas nas paredes até figuras fantasmagóricas pela casa.


"Quando encontramos manchas de sangue no cobertor do bebê, minha mulher disse que era o bastante", disse. "Nem ficamos na casa naquela noite."


Os investigadores paranormais não conseguiram resolver o problema.


A família deixou a mansão em agosto de 2007, e Rashid parou de pagar a hipoteca em janeiro de 2008. O Banco Yorkshire finalmente retomou o imóvel na última quinta-feira.


Anwar Rashid tem uma fortuna de 25 milhões de libras (cerca de R$ 83 milhões). O empresário tem uma rede de casas de repouso e um hotel em Dubai, além de 26 propriedades.


"Quando as pessoas me falavam sobre fantasmas, eu não acreditava", afirmou. "Mas, agora, depois de ter vivido isso, tenho que dizer a qualquer novo proprietário (da casa) que é mal-assombrada."


Notícia publicada na BBC Brasil, em 22 de setembro de 2008.



José Antonio M. Pereira* comenta


A crença nas casas mal-assombradas ganha força com fatos como esse, principalmente na Grã-Bretanha. No entanto, a pesquisa realizada por Kardec com o objetivo de revelar as Leis que regem o mundo espiritual demonstra que nesses casos há uma mistura de verdades e superstições. Da mesma forma como o que ocorria com fenômenos naturais que foram explicados pela Ciência.


O que há de verdade neste caso é que os espíritos podem permanecer ligados a determinados lugares, seja por avareza, apego às coisas materiais ou por algum interesse relacionado às pessoas que os habitam. Assim, podem tentar chamar a atenção de alguma forma, provocando os fenômenos relatados, como batidas e aparições. Também é verdade que eles podem estar mal-intencionados, por vingança, por se considerarem ainda donos dos objetos ou do lugar. Podem também estar “domiciliados” numa casa em função de alguma circunstância, sem necessariamente desejar o mal a alguém. São porém de natureza inferior, pois os espíritos elevados nunca agem com a intenção de assustar ou causar dano.


O que há de superstição na história começa pelo seu desfecho: não temos que fugir dos “fantasmas”, que são, na verdade, espíritos dos homens que agora não possuem mais o corpo material. Parar de pagar a hipoteca também dificilmente iria exercer alguma influência sobre os espíritos. Ao descrever que a casa teria suas origens no século 11, o texto sugere outra crendice: a de que este tipo de fenômeno só ocorre em mansões ou ruínas. Na verdade, os espíritos estão presentes em qualquer lugar no qual tenham algum interesse. Eu mesmo passei por uma experiência semelhante há pouco tempo. Estava interessado na compra de um apartamento e assim fui ao local. Naquele dia, embora sequer estivesse pensando neste tipo de assunto, estava com minha namorada, que é médium vidente. Após a visita, ela me relatou que haviam duas senhoras discutindo quem ficaria com esse ou aquele móvel da casa. Uma delas perguntava ao dono do apartamento por que ele havia resolvido vender o imóvel, e dizia que ele não iria conseguir, como se pudesse ser realmente ouvida. Não se tratava de nenhuma mansão, mas elas estavam lá, agindo como se ainda fossem encarnadas. Embora isso não me incomodasse, preferi adquirir um outro imóvel e mais tarde soube que aquele havia sido vendido. Não tive notícias de qualquer fenômeno, mas certamente os espíritos daquelas senhoras, causavam uma má sensação nos interessados.


A maior superstição de todas, no caso, é crer que se possa fazer algo realmente eficaz para expulsar espíritos de casas supostamente mal-assombradas. Os espíritos superiores deram a Kardec uma solução mais difícil de se executar do que exorcismos ou qualquer prática exótica. Basta atrair os bons espíritos. Para isto, precisamos fazer todo o bem que pudermos. E quando atraímos o bem, o mal desaparece, da mesma forma que o esclarecimento desfaz a ignorância.


* José Antonio M. Pereira trabalhou principalmente na área de evangelização espírita juvenil e atualmente é médium da Casa de Emmanuel e integrante da Caravana Fraterna Irmã Scheilla, no Rio de Janeiro. Também é colaborador da equipe do Serviço de Perguntas e Respostas do Espiritismo.net.