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Maioria vê futuro do mundo com pessimismo

Maioria vê futuro do mundo com pessimismo



Genebra - O mundo atravessa uma crise de confiança no futuro, teme que a próxima geração viverá com mais dificuldades econômicas e qualifica seus políticos como "desonestos". Esse é o resultado de uma pesquisa conduzida pela Gallup International e pelo Fórum Econômico Mundial com 61 mil pessoas em 60 países. Segundo o levantamento, 77% dos entrevistados na América Latina acreditam que os políticos são desonestos. A região é a que pior avaliou a classe política, revelando o desencanto por seus eleitos. As entrevistas, porém, não foram realizadas no Brasil.


A pesquisa concluiu que há uma queda significativa no otimismo em relação à prosperidade econômica no mundo. Hoje, 33% dos entrevistados acreditam que a próxima geração será mais próspera que a atual e 36% que será menos. O restante aposta em uma manutenção dos padrões. As conclusões são mais pessimistas que a dos anos anteriores.


Mais uma vez os europeus são os mais pessimistas, com 54% apontando para um mundo menos próspero. Já 27% dos americanos apostam numa melhor situação, enquanto 43% apontam para uma crise. Na América Latina, 35% da população acha que ficará mais pobre e 31% acham que a próxima geração viverá melhor.


Segundo o estudo, quase metade dos entrevistados (49%) acredita que a próxima geração irá viver em um mundo mais perigoso, politicamente e economicamente. Em relação à pesquisa de 2005, as entidades apontam para uma queda de otimismo nas respostas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Notícia publicada pela Agência Estado, em 18 de janeiro de 2008.



Sergio Rodrigues* comenta


As perspectivas pessimistas reveladas pela pesquisa refletem uma visão imediatista das pessoas em relação ao futuro. O mundo deverá, sim, passar por um período de dificuldades, resultado do processo de transformação por que passa o planeta, rumo à condição de mundo de regeneração. A mudança não será parcial, abrangendo apenas uma determinada região, mas de ordem geral, envolvendo toda a Terra. E uma mudança tão radical como a que se está elaborando, explica Allan Kardec, há de provocar, inevitavelmente, uma luta de idéias, da qual advirão perturbações, até que o equilíbrio seja restabelecido.


Assim, com toda essa turbulência, a prosperidade econômica do planeta tende mesmo a ser afetada durante os próximos anos. A próxima geração terá que conviver com um mundo mais perigoso, como prevêem os consultados pela pesquisa. Mas são dificuldades que ajudarão a apressar a renovação mais rápida da humanidade. A destruição ainda é uma necessidade para a regeneração moral de espíritos do nosso nível. As guerras, os fenômenos naturais que causam destruição, são circunstâncias permitidas por Deus para que mais depressa se dê o advento de uma nova ordem de coisas e se realize em alguns anos o que, sem eles, levaria muitos séculos para ocorrer.


É preciso não perder de vista, contudo, que se trata de uma situação transitória, que servirá para ajudar na seleção dos espíritos que permanecerão no planeta de regeneração. Os que não estiverem aptos a permanecerem na nova condição serão transmigrados para mundos compatíveis com seus níveis de evolução. Após esse processo de separação dos bodes e das ovelhas, na expressão evangélica, essas dificuldades desaparecerão e a situação se normalizará, com a Terra tornando-se um mundo melhor, povoada por espíritos mais moralizados do que os que hoje a habitam.


E não apenas a situação econômica do planeta passará por transformações. O mesmo ocorrerá com relação aos governantes, qualificados na pesquisa pelos entrevistados como desonestos, em sua maioria. Sabemos que o progresso moral decorre do intelectual, que faz com que o homem compreenda a diferença entre o bem e o mal. Enquanto não desenvolve o senso moral, o progresso intelectual é utilizado para a prática do mal, servindo-lhe de instrumento, como vem acontecendo, em muitos casos, com os governantes atuais. Todavia, à medida que a humanidade for se moralizando, com a chegada de espíritos mais adiantados não apenas no campo intelectual, mas, também, no moral, a qualidade dos governantes acompanhará esse progresso. O que hoje assistimos é o reflexo do estágio moral em que nos encontramos.


* Sergio Rodrigues é espírita e colaborador do Espiritismo.Net.