
Resumo da Notícia
Em um relato emocionante durante um show, a cantora Madonna compartilhou detalhes de sua experiência de quase morte ocorrida em 2023, após enfrentar uma grave infecção bacteriana que a deixou em coma induzido por quatro dias. A artista descreveu o que sentiu como uma jornada espiritual, relatando um encontro marcante com sua falecida mãe no plano extrafísico. Segundo a cantora, sua mãe a questionou se ela desejava partir ou permanecer na Terra. Madonna revelou que sua escolha de retornar foi motivada pelo amor e pela responsabilidade para com seus filhos, interpretando o evento como uma oportunidade de valorizar a vida e sua missão familiar.
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https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2025/09/30/madonna-fala-sobre-experiencia-espiritual-durante-coma-minha-mae-apareceu-e-perguntou-se-eu-queria-ir-com-ela.ghtml
Comentário:
A experiência relatada por Madonna, embora cause espanto a muitos, encontra na Doutrina Espírita uma explicação natural e consoladora, sendo compreendida como um fenômeno de emancipação da alma. Quando o corpo físico entra em estados de suspensão da vida ativa, como no sono profundo ou no coma, os laços que unem o Espírito à matéria se afrouxam, permitindo que a alma recupere parte de sua liberdade e acesse, ainda que temporariamente, a realidade do mundo espiritual. O que a cantora descreve não se apresenta como um simples delírio, mas como o despertar de sentidos mais profundos da alma, que lhe permitiram perceber além dos limites da carne.
Nesse estado de desprendimento, é comum o reencontro com entes queridos que já retornaram ao plano espiritual, pois o afeto é um laço que a morte não consegue desfazer. A presença da mãe de Madonna em seu auxílio confirma o que os ensinamentos espirituais nos revelam: nossos pais e amigos, que nos precederam na jornada do Além, frequentemente velam por nós, sustentando-nos nos momentos de crise com carinho e proteção. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, na questão 402, esclarece: “Quando o corpo repousa, o Espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros Espíritos.” Esse intercâmbio espiritual é uma prova da solidariedade que une as duas humanidades, a visível e a invisível, mostrando que nunca estamos verdadeiramente sós.
O diálogo relatado por Madonna, no qual lhe foi apresentada a possibilidade de retornar ou partir, toca em um ponto profundo do livre-arbítrio e da missão espiritual. À luz do Espiritismo, aprendemos que a reencarnação é uma oportunidade sagrada de aprendizado e progresso, e que cada existência possui objetivos definidos antes do retorno ao corpo físico. Ao optar por permanecer, movida pelo amor aos seus filhos, a artista demonstrou a força dos compromissos afetivos que nos mantêm na Terra em nome do dever, da responsabilidade e da fraternidade. Como ensina a benfeitora Joanna de Ângelis, na obra Momentos de Saúde: “A vida é bênção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.” Retornar à vida física após uma experiência tão grave constitui um convite ao recomeço e à valorização consciente de cada instante como instrumento de crescimento espiritual.
Para todos nós, essa notícia surge como um lembrete amoroso de que a morte não representa o fim da vida, mas uma transição necessária. Saber que nossos entes amados continuam vivos e atentos à nossa caminhada pode e deve nos inspirar a viver com mais coragem, responsabilidade e retidão. Léon Denis, em O Além e a Sobrevivência do Ser, afirma com sensibilidade: “Os seres amados, que nos precederam no Além, velam por nós e nos guiam na senda escura da existência. Muitas vezes, estão ao nosso lado, invisíveis, prontos a nos assistir na aflição.” Essa certeza consola o coração, suaviza as dores da separação e nos fortalece para enfrentar as dificuldades da vida com serenidade e esperança.
Através dessa convicção, somos convidados a cultivar a gratidão pela vida e a confiança na justiça divina. Que possamos, à semelhança desse despertar relatado, aproveitar nossa permanência no corpo físico para espalhar o bem e fortalecer os laços de amor, pois são essas as únicas riquezas que nos acompanharão quando chegar o momento do retorno definitivo à pátria espiritual. A experiência de Madonna, sob a ótica espírita, surge como uma mensagem de esperança, lembrando-nos de que a vida triunfa sempre e de que o amor é a ponte eterna que une todos os corações, na Terra e no Céu.
Equipe Doutrinária do Espiritismo.net