Episódio #22 — Mediunidade

[Início do áudio]
[Descrição:] O áudio inicia com uma campainha “ding-dong”.
[Locutora:] Curtas Doutrinárias.
[Descrição:] O áudio segue com uma trilha sonora saltitante e alegre, composta por um dedilhado de ukulele descontraído. O clima é de otimismo e leveza.
[Locutora:] Você sabe o que é mediunidade?
[Descrição:] A música de fundo (ukulele) continua em volume mais baixo, servindo de base para a narração.
[Locutora:] A mediunidade é um tema fundamental no Espiritismo e a resposta simples para a pergunta é que ela é, fundamentalmente, a faculdade de servir de intermediário entre os espíritos e os homens. É um atributo inerente ao espírito e um patrimônio da alma imortal. Pode-se dizer que todos os seres humanos são, em alguma medida, médiuns, pois a força psíquica é peculiar a todas as criaturas, assim como a faculdade de respirar.
A mediunidade não é uma arte, nem um talento profissional, mas sim uma sensibilidade especial do psiquismo humano que funciona como um meio de comunicação ou uma ponte que liga o plano físico e o extrafísico. Em termos mais técnicos, a mediunidade é um fenômeno de sintonia e filtragem. Para que a comunicação ocorra, é necessária a conjugação das ondas mentais do médium e do espírito comunicante. O espírito utiliza o cérebro do médium como um instrumento, encontrando ali os elementos necessários para traduzir o pensamento em palavras ou escrita.
O fluido perispírito, que é o envoltório semimaterial do espírito, atua como o agente de todos os fenômenos espíritas, dependendo a facilidade da comunicação da afinidade fluídica entre o médium encarnado e o espírito desencarnado.
A mediunidade apresenta inúmeras variedades, como a de efeitos físicos, a vidente, a falante — conhecida como psicofonia — e a escrevente — também conhecida como psicografia —, e seu desenvolvimento deve ocorrer de forma espontânea. Mais importante do que os aspectos técnicos, a mediunidade possui um profundo caráter moral. Ela é uma das mais belas oportunidades de progresso e redenção concedidas por Deus, mas seu exercício exige disciplina, educação, esforço e perseverança.
Os fatores morais são preponderantes nos serviços mediúnicos. A faculdade precisa ser santificada, convertida em um ministério ativo do bem. O médium tem o dever de evangelizar-se a si mesmo em primeiro lugar, pois o primeiro inimigo do médium está dentro dele: o personalismo, a ambição ou a ignorância. As qualidades morais do médium, como a bondade, a benevolência e a simplicidade de coração, atraem os espíritos superiores, enquanto, em contraste, defeitos como o orgulho e o egoísmo aproximam o médium de espíritos inferiores que buscam a perturbação.
Um médium que não consegue olhar além dos próprios interesses fracassa fatalmente em sua tarefa. Sem a base moral do Cristo e de seus ensinamentos, a mediunidade é apenas um meio de comunicação que pode ser facilmente dominado por entidades interessadas em perturbações. É por isso que a mediunidade que não melhora o médium como ser humano é obsoleta.
Assim, a mediunidade é uma força de utilidade geral, mas necessita de uma orientação capaz de discipliná-la e conduzi-la para o máximo aproveitamento no bem. Assim como a eletricidade precisa da inteligência da usina para ser controlada e distribuída, a energia medianímica precisa da doutrina espírita e do cristianismo puro para ser utilizada em favor da sublimação espiritual.
É isso. Até a próxima!
Esse foi o nosso Curtas Doutrinárias.
Espiritismo.net - Gestos de amor que antecipam o futuro.
[Descrição:] A música finaliza com um acorde alegre de ukulele.
[Fim do áudio]