Episódio #16 — Os Animais

[Início do áudio]
[Descrição:] O áudio inicia com uma campainha “ding-dong”.
[Locutora:] Curtas Doutrinárias.
[Descrição:] O áudio segue com uma trilha sonora saltitante e alegre, composta por um dedilhado de ukulele descontraído. O clima é de otimismo e leveza.
[Locutora:] Os animais têm alma?
[Descrição:] A música de fundo (ukulele) continua em volume mais baixo, servindo de base para a narração.
[Locutora:] Sim, os animais têm alma. No espiritismo, essa alma é chamada de princípio inteligente, uma energia espiritual que pensa, sente e sobrevive ao corpo físico. Ela não é igual à nossa, mas é real. Quando olhamos nos olhos de um cão fiel, de um cavalo que entende o menor gesto do cavaleiro ou de um golfinho que brinca com alegria, percebemos que ali existe algo mais do que simples instinto. Existe vida interior.
Esse princípio é o mesmo que um dia se tornará alma humana. Hoje ele está num estágio mais simples, amanhã estará mais desperto. A diferença entre a alma de um animal e a nossa é tão grande quanto a diferença entre a nossa alma e a perfeição dos espíritos puros. Ainda assim, eles são nossos irmãos menores na escala da evolução. Quem já teve um animal de estimação sabe: eles amam, sofrem, têm ciúmes, sentem saudade, alegram-se com a nossa presença. Um gato que espera na janela o retorno do dono, um pássaro que aprende a assobiar uma música só para agradar, um elefante que chora ao encontrar os ossos de um parente morto, são sinais claros de memória afetiva, de personalidade, de sentimento verdadeiro.
A ciência já comprovou que muitos animais têm consciência de si mesmos. O famoso teste do espelho passou até para golfinhos, elefantes e alguns pássaros. Quando o corpo morre, o princípio inteligente do animal não se perde. Ele entra num estado de espera muito breve e logo é chamado para animar um novo corpo. Espíritos encarregados dessa tarefa cuidam para que ele continue sua jornada em formas cada vez mais complexas. Não há sofrimento prolongado, não há julgamento, apenas aprendizado natural.
Enquanto isso, no plano espiritual, existem verdadeiros protetores dos animais. Espíritos bondosos acompanham rebanhos inteiros, bandos, cardumes. Em colônias de luz, funcionam lugares que parecem jardins de infância do espírito, onde esses princípios ainda tenros recebem carinho, estímulo e proteção. Muitos animais queridos que partiram são acolhidos temporariamente nesses ambientes até o momento de voltar à matéria.
Em mundos mais evoluídos do que o nosso, os animais já falam quase como nós, ajudam o homem de forma consciente, trabalham lado a lado. Aqui na Terra, ainda estamos aprendendo a respeitá-los. Cada ato de bondade que praticamos com um animal — um prato de comida para um cão de rua, um resgate, uma adoção — é registrado como luz no nosso próprio caminho. Olhar para um animal com amor é olhar para o futuro da própria humanidade, porque um dia, há bilhões de anos, nós também fomos como eles. Eles nos ensinam lições que às vezes esquecemos: lealdade sem interesse, perdão imediato, alegria simples, presença total. Merecem nosso respeito, nossa proteção e nosso coração aberto.
É isso. Até a próxima!
Esse foi o nosso Curtas Doutrinárias.
Espiritismo.net - Gestos de amor que antecipam o futuro.
[Descrição:] A música finaliza com um acorde alegre de ukulele.
[Fim do áudio]