
Resumo da Notícia:
Três irmãs brasileiras residentes no Rio de Janeiro foram reconhecidas pelo Guinness World Records como o trio de irmãs vivas mais longevo do planeta. Levita de Deus Nunes, de 109 anos, Zoraide de Deus Mota, de 104 anos, e Zulina de Deus Nunes, de 103 anos, somam 316 anos de vida. Nascidas em Sergipe, as centenárias pertencem a uma família com amplo histórico de longevidade, pois a mãe atingiu 100 anos e uma tia alcançou 101 anos. O caso atraiu o interesse de pesquisadores do Genoma USP, que as integraram ao Projeto DNA Longevo. A pesquisa investiga perfis genéticos e moleculares de centenários para identificar fatores associados ao envelhecimento saudável e à preservação das capacidades físicas e cognitivas.
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https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/08/01/elas-tem-109-104-e-103-anos-as-tres-irmas-brasileiras-que-tem-o-segredo-da-longevidade-e-que-a-ciencia-quer-descobrir.ghtml
Comentário sobre a notícia:
A trajetória centenária das três irmãs brasileiras desperta o interesse da ciência e amplia o olhar sobre a existência humana na Terra. A busca pelas causas de uma vida física prolongada costuma se concentrar na genética, na alimentação e no meio ambiente. Os fatores biológicos têm importância no veículo corporal, mas o entendimento da existência se completa quando o corpo é visto como resultado das energias do espírito imortal.
O corpo material funciona como instrumento temporário organizado conforme as necessidades da alma ao longo da caminhada evolutiva. A conquista de cem ou mais anos de existência física revela harmonia entre os elementos do perispírito e as células orgânicas. Léon Denis, em “Depois da Morte” (capítulo 10), esclarece que “há no ser humano uma força inteligente e consciente que regula o movimento harmônico dos átomos materiais de acordo com as necessidades da existência; há um princípio que domina a matéria e lhe sobrevive”. Esse princípio soberano governa o conjunto atômico e atua de forma contínua sobre a saúde e a vitalidade do organismo. A longevidade surge, assim, da ação duradoura dessa força espiritual sobre a matéria.
A ciência pesquisa os genes protetores e as características moleculares que permitem a preservação das funções cerebrais e corporais em idades avançadas. A investigação genética encontra seu complemento natural na constatação de que a mente comanda os processos de sustentação celular. O Espírito Vianna de Carvalho, em “Atualidade do Pensamento Espírita” (questão 48), afirma que “o ser humano é, essencialmente, o Espírito que o organiza. Como decorrência, é, inevitavelmente, o resultado do que pensa, do que fala e do que faz”. A tranquilidade do pensamento, a simplicidade dos costumes e o cultivo dos laços afetivos no lar geram energias salutares que mantêm o equilíbrio do aparelho fisiológico por longos decênios.
A duração da jornada carnal também se vincula ao planejamento elaborado antes do renascimento no plano material. O período de permanência na Terra atende a programações de aprendizado, trabalho e reajuste moral, e pode sofrer alterações conforme a aplicação das forças vitais. André Luiz, em “Sexo e Destino” (capítulo 14), diz que “há planos prefixados e ocasiões previstas com relativa exatidão para o deperecimento do veículo físico; no entanto, os interessados costumam alterá-los, seja melhorando ou piorando a própria situação”. A conservação da lucidez e da saúde até idades avançadas evidencia o uso nobre do tempo e a serena aceitação dos deveres da existência.
A presença de múltiplos centenários em uma mesma família reforça a importância das afinidades espirituais e do amparo mútuo na jornada reencarnatória. Os Espíritos que reencarnam no mesmo tronco familiar trazem laços antigos e compromissos comuns. Na convivência harmoniosa encontram os estímulos necessários para a superação das dificuldades terrenas. A paz no ambiente doméstico, aliada à ausência de excessos passionais, atua como recurso lenitivo e restaurador sobre o sistema nervoso e glandular, prolongando a vitalidade orgânica.
A análise da velhice sob esses princípios altera a visão sobre a longevidade humana. Viver mais de um século deixa de ser mera casualidade biológica e passa a representar uma oportunidade valiosa de aprimoramento da alma. Cada ano vivido com retidão e serenidade consolida aprendizados que permanecem para a eternidade.
Equipe Doutrinária do Espiritismo.net