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    • Suécia pede que pais não usem o celular ao lado dos filhos

    Nova diretriz do governo da Suécia, que recomenda que os pais limitem o uso de dispositivos eletrônicos, como smartphones e tablets, na presença de seus filhos. A iniciativa tem como objetivo central fortalecer os vínculos afetivos e garantir que a atenção dos responsáveis esteja plenamente voltada para as crianças, favorecendo o desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequenos. Equipe Doutrinária do Espiritismo.net assina o comentário.

    • Data :23/06/2026
    • Categoria :

    Suécia pede que pais não usem o celular ao lado dos filhos

    Familia reunida, pai, mãe, 2 meninos e 1 menina, juntos lendo um livro de capa amarela

    Resumo da Notícia:

    A notícia informa sobre a nova diretriz do governo da Suécia, que recomenda que os pais limitem o uso de dispositivos eletrônicos, como smartphones e tablets, na presença de seus filhos. A iniciativa tem como objetivo central fortalecer os vínculos afetivos e garantir que a atenção dos responsáveis esteja plenamente voltada para as crianças, favorecendo o desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequenos. As autoridades suecas argumentam que o uso excessivo de telas pelos adultos interfere na qualidade da interação e no aprendizado das crianças, que dependem do contato humano direto e da observação para crescerem de forma saudável. A recomendação faz parte de um conjunto de políticas públicas voltadas para o bem-estar da infância e a saúde mental das famílias na era digital.

    Acesse a notícia completa no link:
    https://www.dw.com/pt-br/su%C3%A9cia-pede-que-pais-n%C3%A3o-usem-o-celular-ao-lado-dos-filhos/a-77379097

    Comentário sobre a notícia:

    A recomendação das autoridades suecas para que os pais moderem o uso do celular diante dos filhos é um exemplo oportuno para se observar sobre a qualidade da convivência no lar e o papel fundamental da família na educação das almas, lembrando que o lar não é apenas um abrigo físico, mas um santuário sagrado onde espíritos em crescimento se manifestam para aprender as lições essenciais da vida. Emmanuel, na obra “Vinha de Luz”, destaca que o lar é o mundo essencial onde se deve atender aos desígnios divinos nos serviços mais importantes da existência. Quando a atenção dos pais é capturada pelas notificações constantes do mundo digital, o que ocorre é uma interrupção da sintonia espiritual necessária para que a educação se processe de forma plena e amorosa.

    Consideramos que a infância é um período de extrema importância pedagógica, pois o espírito reencarnante encontra-se em um estado de maior acessibilidade às impressões que recebe. Esclarecem os Instrutores Espirituais, em “O Livro dos Espíritos”, que é nessa fase de delicadeza que se pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores, sendo esse o dever que Deus confiou aos pais como uma missão sagrada de que terão de dar contas. Assim, o uso irrefletido da tecnologia no ambiente doméstico pode asfixiar essa oportunidade de burilamento, trocando o diálogo enriquecedor pela frieza de uma tela iluminada. A criança, embora muitas vezes seja um espírito experiente em corpo novo, traz o cérebro sensível por estar reiniciando o trabalho da reencarnação.

    Nesse sentido, as ações dos pais funcionam como o principal material de construção para o caráter do filho. André Luiz, no livro “Sinal Verde”, adverte que cada pequenino torna-se um observador rigorista de tudo o que os responsáveis falam ou fazem. Quando um pai ou uma mãe prioriza o dispositivo eletrônico em detrimento do olhar e do afeto, está ensinando que o imediato e o material têm mais valor que a presença humana. É imprescindível manter a vigilância para que as admiráveis conquistas tecnológicas não matem o sentimento e o companheirismo no seio da família. A tecnologia, embora seja um recurso valioso para o progresso da humanidade, não possui o calor humano capaz de substituir a convivência saudável e orientadora.

    A educação moral, como bem estudado na Doutrina, inicia-se no lar pelo exemplo e se alonga em todas as disciplinas da vida cotidiana. O progresso intelectual proporcionado pela ciência moderna deve caminhar em paralelo com o amadurecimento do sentimento e da responsabilidade moral. Ao exercitarmos o nosso livre-arbítrio para desconectar das redes virtuais e reconectar com os nossos filhos, estamos oferecendo a eles o material digno de que precisam para consolidar sua própria construção espiritual. A verdadeira sustentabilidade de uma civilização repousa na dignificação da criatura humana desde os seus primeiros passos.

    Diante da Justiça Divina, nada é fruto do acaso, e a responsabilidade de quem recebe um espírito para criar é profunda e inalienável. Esse apelo da sociedade sueca vem como um lembrete para todos nós sobre a importância de sermos presentes e exemplares. Ao transformarmos o tempo com nossos filhos em momentos de real intercâmbio de alma para alma, estaremos não apenas cumprindo um dever biológico, mas honrando o mandato divino de tutela espiritual. Consideremos que a luz da razão e o amor universal orientem nossas atitudes diárias, garantindo que o progresso tecnológico seja sempre um servo do progresso moral e da fraternidade universal, começando pelo núcleo onde a vida se renova: o coração dos nossos pequeninos.

    Equipe doutrinária do Espiritismo.net