
Resumo da Notícia:
A Arquidiocese do Rio de Janeiro conta com dezessete sacerdotes designados para a realização de rituais de exorcismo na região metropolitana. Antes de qualquer intervenção de caráter espiritual, esses religiosos exigem que os indivíduos passem por detalhadas avaliações médicas e psiquiátricas. O procedimento visa distinguir transtornos psiquiátricos e neurológicos de supostos casos de possessão espiritual. Essa iniciativa tem a finalidade de unir a prática da fé ao rigor científico, delimitando as fronteiras entre a ciência médica e as manifestações de ordem espiritual.
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Comentário sobre a notícia:
A estreita cooperação entre os exames da medicina da alma e os diagnósticos da ciência terrena representa um passo de enorme importância para a compreensão das perturbações que afligem a mente humana. O cuidado demonstrado pelas autoridades eclesiásticas da cidade do Rio de Janeiro, ao exigir relatórios de psiquiatras antes de realizar intervenções religiosas, demonstra a necessidade urgente de separar o que pertence ao campo da fisiologia cerebral daquilo que ocorre devido a influências espirituais indiretas ou diretas. Muitas vezes, desequilíbrios catalogados como distúrbios psíquicos ou neurológicos ocultam, na verdade, processos de imantação fluídica entre almas encarnadas e desencarnadas em aflição. A separação desses campos de atuação evita que doentes necessitados de cuidados médicos adequados fiquem privados de tratamento clínico, da mesma forma que previne que indivíduos subjugados por forças invisíveis permaneçam entregues apenas a medicamentos que atuam exclusivamente na matéria densa.
Conforme os ensinamentos da Doutrina Espírita, a cura real e o restabelecimento do equilíbrio de uma criatura em sofrimento dependem essencialmente da alteração de sua conduta íntima. O uso de rituais exteriores ou palavras misteriosas para afastar seres invisíveis e infelizes demonstra-se inócuo perante as leis soberanas que regem a afinidade entre as almas. Esclarecem os Instrutores Espirituais, na questão 477 de “O Livro dos Espíritos”, que as fórmulas de exorcismo não possuem eficácia real sobre as entidades imperfeitas, que chegam a rir e a persistir em sua atuação ao perceberem que tais ritos são levados a sério. A verdadeira autoridade sobre os espíritos que perturbam a paz de um lar ou de um indivíduo não se baseia em atitudes teatrais ou encenações solenes, mas sim no progresso moral de quem atua e de quem padece a influência negativa.
Muitas das afecções que preenchem as enfermarias e clínicas de saúde mental decorrem de laços de antipatia e ressentimento que as almas arrastam de existências anteriores. Ao renascer na Terra, o espírito traz gravadas em seu corpo fluídico as marcas de suas ações menos felizes, criando áreas de atração para os adversários de ontem. Em consonância com essa realidade, o pensador Léon Denis, no capítulo 26 da obra “No Invisível”, assinala que a maioria dos indivíduos considerados neurotas ou alucinados, tratados sem êxito pela medicina oficial, representam casos de obsessão, perfeitamente passíveis de cura por meio de recursos de natureza espiritual e fluídica. O saneamento dessas ocorrências não ocorre com ritos impositivos, mas sim com a renovação moral da criatura, que, ao se reeducar por meio das diretrizes evangélicas, altera o seu padrão de vibrações e anula a sintonia com os perseguidores.
A cooperação mútua entre a ciência e a religião é uma realidade que tende a se colocar de forma evidente com o progresso das civilizações. Quando psicólogos, psiquiatras e médicos em geral trabalharem em conjunto com as casas dedicadas ao estudo e à prática do bem, a sociedade obterá resultados admiráveis na recuperação da harmonia humana. O benfeitor Manoel Philomeno de Miranda, na introdução de “Nas Fronteiras da Loucura”, explica que a Doutrina Espírita funciona como um tratado de higiene mental, prevenindo as criaturas das dores que geram para si mesmas, além de oferecer recursos valiosos para a superação de problemas de natureza obsessiva, prestando um auxílio indispensável ao trabalho dos profissionais das ciências médicas, como psiquiatras e psicólogos. Assim, a união de esforços entre a observação clínica e a assistência fluídica espiritual revela-se o caminho adequado para amparar os que sofrem, respeitando a dignidade da criatura humana e a justiça das leis naturais.
A oração sincera e a prática do bem sem ostentação funcionam como uma couraça vibratória impenetrável contra as forças da desordem e do desequilíbrio. O estudo das leis que regem a imortalidade da alma e a reencarnação esclarece que cada ser é o arquiteto de seu próprio destino, não existindo privilégios nem punições gratuitas, mas tão somente a aplicação da lei de causa e efeito. Quando a mente humana se sintoniza com as fontes superiores do amor divino por meio de pensamentos nobres e ações de caridade, gera uma atmosfera salubre que atrai o amparo de amigos invisíveis devotados ao progresso comum. Diante disso, o discernimento e a tolerância ensinados na Doutrina Espírita oferecem segurança para que as velhas superstições deem lugar a uma compreensão esclarecida sobre as causas reais da dor e do sofrimento espiritual, unindo a ciência terrena às verdades imortais.
Equipe Doutrinária do Espiritismo.net