
A recente atualização do Boletim dos Cientistas Atômicos colocou a humanidade no ponto mais próximo de uma catástrofe global desde a criação do relógio, em 1947. O ajuste reflete o aumento das tensões nucleares, a crise climática persistente e as ameaças decorrentes de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e os riscos biológicos. O relógio funciona como um aviso simbólico sobre a urgência de cooperação internacional e mudanças de comportamento para garantir a sobrevivência da civilização.
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https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/01/27/relogio-do-juizo-final-marca-85-segundos-para-a-meia-noite-o-menor-tempo-ja-registrado-na-historia.ghtml
Comentário:
A notícia de que o simbólico Relógio do Juízo Final avançou para o seu ponto mais crítico desperta em nós uma profunda reflexão sobre o momento de transição pelo qual passa o nosso planeta. Embora a contagem seja um símbolo humano para medir riscos materiais, sob a perspectiva espírita, percebe-se que estamos vivendo o que o Evangelho classifica como a última hora ou a undécima hora. Este não é um anúncio do fim do mundo físico, mas sim do fim de um mundo moral pautado no egoísmo e na indiferença. Como bem nos ensina o espírito Emmanuel na obra “Caminho, Verdade e Vida", em seu capítulo 1, a maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo. O relógio, portanto, não marca o fim da vida, mas o esgotamento de uma fase de imaturidade da nossa humanidade.
As revelações espirituais nos dão conta de que a Terra atravessa um período de transformação, migrando da categoria de mundo de expiações e provas para o de regeneração. Esse processo não se dá por cataclismos punitivos de um Deus colérico, mas pela necessidade de depuração dos próprios habitantes da casa terrestre. As crises que o relógio aponta, entre guerras, desajustes ambientais e abusos tecnológicos, são reflexos diretos das nossas criações mentais e escolhas coletivas. Segundo André Luiz, na obra “Ação e Reação”, capítulo 10, a ação do mal pode ser rápida, mas ninguém sabe quanto tempo exigirá o serviço da reação, indispensável ao restabelecimento da harmonia soberana da vida. O que vemos no cenário atual é o resultado de sementeiras passadas que agora exigem reajuste e responsabilidade.
É importante lembrar que, conforme as comunicações espirituais transmitidas por intermédio de Chico Xavier, publicadas no livro “Caderno de Mensagens”, no capítulo intitulado “Revelações de Chico Xavier”, foi concedida uma moratória à humanidade para que aprendêssemos a arte da fraternidade antes de ingressarmos em uma fase mais alta de evolução. O tempo atual é o ensejo bendito de servir e transformar a nossa realidade interna. Como destaca Emmanuel no “Livro da Esperança", capítulo 20, hoje é o tema fundamental nas proposições do tempo, pois enquanto o ontem é retaguarda e o amanhã é indagação, o presente é a oportunidade adequada para corrigir falhas e executar o serviço de elevação. A aproximação da meia-noite simbólica deve ser vista como um convite ao despertar da consciência.
A Justiça Divina, diferentemente da justiça humana, não pune por vingança, mas corrige amando, oferecendo ao Espírito as ferramentas para a sua própria redenção. O medo da destruição total que muitos sentem ao ler tais notícias é fruto da ausência de fé na imortalidade. Para o discípulo sincero, a morte física não é o fim, mas uma mudança de capítulo, e a renovação social da Terra ocorrerá de forma gradual, através da substituição de Espíritos endurecidos por mentes mais voltadas ao bem comum. Ninguém está entregue à fatalidade cega. Cada indivíduo detém na vontade a alavanca para modificar o próprio destino e influir na psicosfera do planeta.
Portanto, em vez de nos deixarmos paralisar pelo pavor ou pelo pessimismo, cabe-nos intensificar o esforço de autoaperfeiçoamento e o trabalho no bem. A serenidade deve ser o teto da nossa alma. O Relógio do Juízo Final é, em última análise, um lembrete de que o tempo de agir é agora. O amanhã será o reflexo exato do que fizermos com os segundos que ainda nos restam. Se soubermos semear a paz e a compreensão no cotidiano, transformaremos o presságio de sombras na luz reluzente de uma nova era de felicidade para a nossa grande família humana.
Equipe Doutrinária do Espiritismo.net