
Resumo da Notícia:
A matéria aborda os relatos de pacientes em fase terminal que afirmam ter visões de entes queridos falecidos, luzes ou paisagens tranquilas nos momentos que antecedem a morte. O texto explora as explicações científicas, que variam entre reações químicas do cérebro e mecanismos psicológicos de conforto, e o impacto dessas experiências no bem-estar dos doentes e de seus familiares, trazendo um olhar humanizado sobre o processo de finitude.
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Comentário sobre a notícia:
O fenômeno das visões no leito de morte é uma ocorrência que atravessa séculos, sendo registrada em diversas culturas e épocas. Quando o organismo físico inicia o processo de falência das funções vitais, a alma começa a experimentar um estado de desprendimento gradativo. Esse momento não representa o fim da consciência, mas a alteração da percepção. À medida que os laços que prendem o Espírito à carne se afrouxam, os sentidos espirituais, antes abafados pela densidade da matéria, passam a atuar com maior liberdade. Esse estado de lucidez terminal permite que o indivíduo vislumbre a realidade do mundo espiritual, para onde se encaminha.
Allan Kardec, na obra “O Livro dos Espíritos”, na questão 157, esclarece que no momento da morte a alma muitas vezes sente que os laços que a prendem ao corpo se desfazem. Segundo o ensinamento, o ser, já em parte desprendido da matéria, vê o futuro se desdobrar diante de si e goza, por antecipação, do estado de Espírito. Essas visões relatadas pela notícia não são meras fantasias da mente debilitada, mas a comprovação de que a alma possui faculdades próprias que independem dos órgãos biológicos. A paz experimentada por muitos pacientes ao narrarem tais encontros deriva da certeza intuitiva de que a vida prossegue e de que não haverá solidão na travessia.
A presença de familiares e amigos que já partiram é um dos pontos mais comuns nesses relatos. Esse auxílio é parte de uma engrenagem de amor que rege o Universo. Espíritos afins comparecem para suavizar o transe da transição, funcionando como guias que amparam o recém-chegado à nova dimensão. Léon Denis, no livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, no capítulo 17, assevera que o estado de enfraquecimento orgânico facilita em alguns indivíduos a revelação das camadas da personalidade oculta, e que a lucidez dos moribundos fornece inúmeros testemunhos dessa independência da alma. O autor explica que o desprendimento psíquico permite ao ser entrar em contato com a imensa hierarquia das almas, percebendo seres e coisas de planos mais elevados.
O amparo espiritual no momento do decesso é uma tarefa organizada por equipes dedicadas ao bem. André Luiz, na obra “Obreiros da Vida Eterna”, no capítulo 11, descreve cenas em que Espíritos protetores assistem o moribundo, proporcionando-lhe força e ideias favoráveis ao desligamento. Em um dos trechos, relata-se a chegada de uma genitora desencarnada que, coroada de luz, aproxima-se do leito para acolher o filho querido nas mãos caridosas. Essas manifestações de afeto mostram que o amor é o fio inquebrável que une as criaturas, independentemente da barreira da morte física.
É importante compreender que a morte é apenas uma mudança de estado, um renascimento para uma vida mais plena. Para o Espírito que se preparou através de uma conduta reta, a transição é semelhante a um sono suave seguido de um despertar em claridade. A visão de paisagens belas e o som de melodias celestes, mencionados em tantos depoimentos, são reflexos do meio fluídico para o qual a alma se transfere. A sensação de alívio e bem-estar que sucede o último suspiro confirma que o corpo era apenas uma veste temporária, agora desnecessária.
Portanto, os relatos de visões no final da vida corporal devem ser encarados com respeito e naturalidade. Eles funcionam como um consolo para os que ficam e uma esperança para os que partem. Entender que o túmulo não guarda a vida, mas apenas o pó, altera a maneira como a humanidade encara a própria existência. Cada dia de vida na Terra é um recurso de aprendizado, e a hora da partida é o momento da formatura da alma, que volta para casa com as lições colhidas na escola do mundo. A certeza da sobrevivência da alma e do reencontro com os amores do passado oferece a serenidade necessária para atravessar todas as etapas da jornada com fé e dignidade.
Equipe Doutrinária do Espiritismo.net