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    • Por que tantas pessoas relatam ter visões pouco antes de morrer

    Relatos de pacientes em fase terminal que afirmam ter visões de entes queridos falecidos, luzes ou paisagens tranquilas nos momentos que antecedem a morte. O texto explora as explicações científicas, que variam entre reações químicas do cérebro e mecanismos psicológicos de conforto, e o impacto dessas experiências no bem-estar dos doentes e de seus familiares…. Equipe Doutrinária do Espiritismo.net assina o comentário.

    • Data :04/08/2026
    • Categoria :

    Por que tantas pessoas relatam ter visões pouco antes de morrer

    “Idosa deitada em uma cama, aparentemente em estado terminal, cercada por familiares que a observam com expressões de carinho e preocupação; a cena tem uma iluminação suave e etérea, com figuras levemente desfocadas ao fundo, sugerindo um momento de despedida. No canto inferior esquerdo, destaca-se o logotipo azul 'Espnet'

    Resumo da Notícia:

    A matéria aborda os relatos de pacientes em fase terminal que afirmam ter visões de entes queridos falecidos, luzes ou paisagens tranquilas nos momentos que antecedem a morte. O texto explora as explicações científicas, que variam entre reações químicas do cérebro e mecanismos psicológicos de conforto, e o impacto dessas experiências no bem-estar dos doentes e de seus familiares, trazendo um olhar humanizado sobre o processo de finitude.

    Acesse a notícia completa no link: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/05/25/por-que-tantas-pessoas-relatam-ter-visoes-pouco-antes-de-morrer.ghtml

    Comentário sobre a notícia:

    O fenômeno das visões no leito de morte é uma ocorrência que atravessa séculos, sendo registrada em diversas culturas e épocas. Quando o organismo físico inicia o processo de falência das funções vitais, a alma começa a experimentar um estado de desprendimento gradativo. Esse momento não representa o fim da consciência, mas a alteração da percepção. À medida que os laços que prendem o Espírito à carne se afrouxam, os sentidos espirituais, antes abafados pela densidade da matéria, passam a atuar com maior liberdade. Esse estado de lucidez terminal permite que o indivíduo vislumbre a realidade do mundo espiritual, para onde se encaminha.

    Allan Kardec, na obra “O Livro dos Espíritos”, na questão 157, esclarece que no momento da morte a alma muitas vezes sente que os laços que a prendem ao corpo se desfazem. Segundo o ensinamento, o ser, já em parte desprendido da matéria, vê o futuro se desdobrar diante de si e goza, por antecipação, do estado de Espírito. Essas visões relatadas pela notícia não são meras fantasias da mente debilitada, mas a comprovação de que a alma possui faculdades próprias que independem dos órgãos biológicos. A paz experimentada por muitos pacientes ao narrarem tais encontros deriva da certeza intuitiva de que a vida prossegue e de que não haverá solidão na travessia.

    A presença de familiares e amigos que já partiram é um dos pontos mais comuns nesses relatos. Esse auxílio é parte de uma engrenagem de amor que rege o Universo. Espíritos afins comparecem para suavizar o transe da transição, funcionando como guias que amparam o recém-chegado à nova dimensão. Léon Denis, no livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, no capítulo 17, assevera que o estado de enfraquecimento orgânico facilita em alguns indivíduos a revelação das camadas da personalidade oculta, e que a lucidez dos moribundos fornece inúmeros testemunhos dessa independência da alma. O autor explica que o desprendimento psíquico permite ao ser entrar em contato com a imensa hierarquia das almas, percebendo seres e coisas de planos mais elevados.

    O amparo espiritual no momento do decesso é uma tarefa organizada por equipes dedicadas ao bem. André Luiz, na obra “Obreiros da Vida Eterna”, no capítulo 11, descreve cenas em que Espíritos protetores assistem o moribundo, proporcionando-lhe força e ideias favoráveis ao desligamento. Em um dos trechos, relata-se a chegada de uma genitora desencarnada que, coroada de luz, aproxima-se do leito para acolher o filho querido nas mãos caridosas. Essas manifestações de afeto mostram que o amor é o fio inquebrável que une as criaturas, independentemente da barreira da morte física.

    É importante compreender que a morte é apenas uma mudança de estado, um renascimento para uma vida mais plena. Para o Espírito que se preparou através de uma conduta reta, a transição é semelhante a um sono suave seguido de um despertar em claridade. A visão de paisagens belas e o som de melodias celestes, mencionados em tantos depoimentos, são reflexos do meio fluídico para o qual a alma se transfere. A sensação de alívio e bem-estar que sucede o último suspiro confirma que o corpo era apenas uma veste temporária, agora desnecessária.

    Portanto, os relatos de visões no final da vida corporal devem ser encarados com respeito e naturalidade. Eles funcionam como um consolo para os que ficam e uma esperança para os que partem. Entender que o túmulo não guarda a vida, mas apenas o pó, altera a maneira como a humanidade encara a própria existência. Cada dia de vida na Terra é um recurso de aprendizado, e a hora da partida é o momento da formatura da alma, que volta para casa com as lições colhidas na escola do mundo. A certeza da sobrevivência da alma e do reencontro com os amores do passado oferece a serenidade necessária para atravessar todas as etapas da jornada com fé e dignidade.

    Equipe Doutrinária do Espiritismo.net