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    • Por que mulheres vivem mais do que os homens?

    Diferenças genéticas, biológicas e sociais explicam a maior expectativa de vida das mulheres em comparação à dos homens. A presença de dois cromossomos X nas mulheres funciona como uma proteção contra mutações genéticas, enquanto a produção de estrogênio oferece auxílio na preservação das células e do sistema cardiovascular. Equipe Doutrinária do Espiritismo.net assina o comentário.

    • Data :14/07/2026
    • Categoria :

    Por que mulheres vivem mais do que os homens?

    Um casal de idosos fazendo exercício, mulher em primeiro plano, no destaque.

    Resumo da Notícia:

    Diferenças genéticas, biológicas e sociais explicam a maior expectativa de vida das mulheres em comparação à dos homens. A presença de dois cromossomos X nas mulheres funciona como uma proteção contra mutações genéticas, enquanto a produção de estrogênio oferece auxílio na preservação das células e do sistema cardiovascular. Fatores comportamentais também influenciam o índice de mortalidade, uma vez que homens estão mais sujeitos a riscos externos, como violência e acidentes, além de demonstrarem menor hábito de cuidado preventivo com a própria saúde e maior resistência em procurar auxílio médico especializado.

    Acesse a notícia completa no link https://www.bbc.com/portuguese/articles/clypp8l1l36o

    Comentário sobre a notícia:

    A diferença na contagem dos anos entre homens e mulheres no plano físico revela engrenagens que vão além da genética ou da biologia convencional. A existência na Terra funciona como uma escola onde o corpo é o uniforme de trabalho e o instrumento de aprendizado. A duração de cada estágio carnal está relacionada à forma como a alma gerencia as energias que recebe e aos objetivos de aprimoramento que cada espírito traz consigo ao renascer. Quando observamos que a ala feminina da humanidade alcança idades mais avançadas, percebemos o resultado de milênios de experiências que moldaram o psiquismo das almas que habitam esses corpos, conferindo-lhes resistências e equilíbrios específicos.

    Léon Denis, em sua obra “Depois da Morte”, na quinta parte, capítulo 46, esclarece uma realidade valiosa ao apresentrar que “os Espíritos afirmam que, encarnando de preferência no sexo feminino, se elevam mais rapidamente de vidas em vidas para a perfeição, pois, como mulher, adquirem mais facilmente estas virtudes soberanas: a paciência, a doçura, a bondade”. Essas qualidades morais não são apenas adornos da alma, mas forças reais que atuam sobre a organização fisiológica. A paciência e a doçura funcionam como reguladores do sistema nervoso e glandular, evitando o desgaste prematuro das células. O espírito que cultiva a serenidade preserva o fluido vital por mais tempo, enquanto a agressividade e a impulsividade, historicamente mais presentes na experiência masculina, agem como ácidos que corroem a vestimenta de carne.

    O papel da mulher na economia do amor e da vida também justifica esse amparo maior da natureza orgânica. Esclarecem os Instrutores Espirituais, em “O Livro dos Espíritos”, na questão 821, que “as funções a que a mulher é destinada pela natureza terão importância tão grande quanto as deferidas ao homem? Sim, maior até. É ela quem lhe dá as primeiras noções da vida”. O compromisso com a maternidade e com a guarda do lar exige uma estrutura psíquica voltada para a preservação e para o cuidado. Essa inclinação natural para zelar pelo próximo acaba por estender-se ao próprio corpo, fazendo com que a mulher trate o organismo como um empréstimo sagrado que deve ser mantido em bom estado para o cumprimento de suas tarefas.

    Por outro lado, o caminho masculino muitas vezes é marcado pelo abuso das faculdades físicas. André Luiz, na obra “Conduta Espírita”, capítulo 34, adverte sobre o dever de “cultivar a higiene pessoal, sustentando o instrumento físico qual se ele fosse viver eternamente, preservando-se, assim, contra o suicídio indireto”. Muitos homens encurtam a própria jornada por meio de excessos na alimentação, uso de substâncias tóxicas e uma negligência perigosa com os sinais de cansaço do organismo. O corpo humano é uma oficina delicada que exige manutenção constante. Aquele que ignora as necessidades de repouso e de equilíbrio espiritual acaba por esgotar as reservas de energia vital antes do prazo previsto em seu roteiro de vida.

    A saúde é o espelho da alma. Se a mente está em paz e voltada para ideais de auxílio e fraternidade, as células respondem com harmonia. As mulheres, ao longo das eras, foram forçadas pelas disciplinas da vida a desenvolver a renúncia e a tolerância, o que lhes conferiu um perispírito mais sutil e menos sujeito às tempestades emocionais que destroem a estabilidade biológica. O maior tempo de permanência na carne permite que o espírito realize um aprendizado mais extenso e consolide conquistas que serão levadas para a eternidade. A longevidade é, dessa forma, uma oportunidade de trabalho que a Providência concede com mais largueza àqueles que, por meio do sentimento e do cuidado, demonstram maior aptidão para conservar o vaso de serviço que receberam de Deus.

    Valorizar o tempo é um compromisso de todos, independentemente do sexo. Cada dia a mais na Terra representa uma página em branco onde podemos escrever novos acertos. Entender que a vida física é um estágio passageiro ajuda a dar a devida importância à preservação da saúde, não por vaidade, mas por respeito ao Criador. A alma que aprende a se amar e a respeitar as leis de equilíbrio natural naturalmente colhe os frutos de uma velhice mais tranquila e de uma jornada mais longa e proveitosa nos campos do mundo.

    Equipe Doutrinária do Espiritismo.net