
Resumo da Notícia:
Astrônomos identificaram um corpo celeste na Via Láctea, localizado a aproximadamente 146 anos-luz de distância, que apresenta dimensões muito próximas às do nosso planeta. O objeto orbita uma estrela menos potente que o Sol, o que resulta em uma temperatura superficial estimada em 70ºC negativos, similar ao clima da Antártida no inverno. Apesar do frio intenso, os cientistas acreditam que existe uma probabilidade de 50% de o planeta possuir condições atmosféricas que permitam a existência de água líquida, especialmente se houver um efeito estufa causado por altas concentrações de CO2. A descoberta é vista como um marco importante para entender a distribuição e formação de mundos semelhantes à Terra na nossa galáxia.
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https://olhardigital.com.br/2026/01/29/ciencia-e-espaco/planeta-do-tamanho-da-terra-que-pode-ser-habitavel-acaba-de-ser-descoberto/
Comentário sobre a notícia:
A revelação de mais um mundo com potencial para abrigar a vida, localizado em nossa própria galáxia, ressoa profundamente com os princípios estabelecidos pela Doutrina Espírita. A astronomia moderna, ao vasculhar os abismos do espaço, vem confirmar gradualmente a tese da pluralidade dos mundos habitados, uma das vigas mestras do conhecimento espiritual. É impossível para a razão humana conceber que Deus tenha criado o Universo infinito apenas para o nosso deleite visual ou para a exclusividade de uma única família humana em um pequeno grão de areia cósmico. Conforme comenta Allan Kardec em “O Livro dos Espíritos”, na questão 55, Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos ao objetivo final da Providência. Acreditar que a vida se limita ao nosso ponto no espaço seria ignorar a sabedoria divina, que nada fez de inútil ou vazio.
O fato de o novo planeta apresentar temperaturas tão baixas e condições climáticas distintas das nossas não exclui a possibilidade de existência de civilizações ou formas de vida. A Ciência Espírita esclarece que a constituição física dos mundos não é a mesma para todos, e que os seres que os habitam possuem organizações adequadas ao meio em que foram chamados a viver. Na obra “A Gênese”, capítulo VI, item 61, é destacado que a natureza onipotente age conforme os lugares, os tempos e as circunstâncias, sendo múltipla em suas produções. Assim como os peixes são feitos para a água e os pássaros para o ar, os habitantes de outras esferas possuem corpos fluídicos ou materiais adaptados às leis químicas e físicas de seus próprios lares celestes. Portanto, a vida pode pulsar em condições que o nosso sensório atual ainda não consegue captar ou compreender integralmente.
Essa notícia também oportuniza uma reflexão sobre a nossa própria posição no Universo e a necessidade de humildade. Frequentemente, o orgulho humano nos faz acreditar que somos o ápice da criação, mas a realidade espiritual nos mostra que a Terra é apenas um dos mundos menos favorecidos quanto à sua habitabilidade e progresso moral. Novamente, em “O Livro dos Espíritos”, na questão 57, os benfeitores espirituais afirmam que o homem da Terra está longe de ser o primeiro em inteligência, bondade e perfeição. Cada mundo funciona como uma escola específica para o progresso das almas, oferecendo as lições necessárias para o seu aprimoramento.
Essa descoberta deve fortalecer a nossa fé na vida eterna e na grandiosidade do Plano Divino. Saber que não estamos sós e que o Universo é um celeiro infinito de oportunidades de aprendizado nos ajuda a encarar as dificuldades atuais com mais serenidade e paciência. A certeza da imortalidade e da continuidade do progresso em diferentes planos da criação remove o peso do imediatismo e do desespero. Se o Pai nos reserva moradas em mundos regeneradores ou celestes, cabe a cada um de nós trabalhar na própria purificação para, no devido tempo, conquistar o direito de habitá-los. O estudo da astronomia, aliado à sensibilidade espiritual, transforma a nossa visão do céu: as estrelas deixam de ser pontos distantes para se tornarem os marcos da nossa longa peregrinação rumo à perfeição. Cultivemos, pois, o amor e a sabedoria aqui e agora, cientes de que o amanhã nos aguarda em algum recanto iluminado da imensidade universal.
Equipe Doutrinária do Espiritismo.net