Autor: 
Alexandre Delanne

 

Allan Kardec, Ó mestre, eu te bendigo por sua dadivosa missão de romper com as amarras do materialismo egoísta. Eu te bendigo, pois, de tuas mãos, saíram estrelas que iluminam a noite de muitos viajantes. 

Ó, mestre, sábio de tempos longínquos. Alma nobre e augusta, sua luz nos alcança e nos faz prostrar de joelhos em júbilo por sua grandeza.  O teu amor se espraia como a luz solar e primaveril que anuncia a manhã suave e doce.  

Quanta luz! Mas, como todo missionário, tu te apagaste para  que a mensagem se fizesse mais alto. O teu olhar, impregnado de humildade, contemplava todas as mazelas da nossa humanidade, tingida de orgulho e vaidade, e levantaste bem alto a bandeira da caridade.

Quantas mães, que acorrentadas ao poste do desespero, encontraram em suas páginas lustrais, o consolo dadivoso que porfiam a morte e faz brilhar a luz da esperança imortalista de seus filhos?

Quantos ensandecidos pelo desespero, não encontraram em suas obras, rumo e direção?

Quantos viciosos encontraram em seu pensamento a sua estrada de damasco interior?  

E hoje, querido mestre, que celebramos o teu nome e tua virtude, ouvimos das vozes celestes, que foste portador, o hino sagrado da fraternidade. Eles nos dizem: "Espíritas, amai-vos… espíritas, instruí-vos" E nós, os espíritos espíritas que aqui estamos, por nossa vez dizemos: Ó, irmãos, unamo-nos em torno do ideal da fraternidade, esqueçamos, mesmo que por um instante, as diferenças e nos abraçemos, para que a nossa grande causa, seja o elo sagrado que unirá em uma só voz cantando ao mundo: Homens, sois imortais, sois filhos do altíssimo, sois irmãos.

Alexandre Delanne

Rio de Janeiro, 03 de Dezembro de 2022

Por ocasião do 3º congresso do Espiritismo.net

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