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    • Maioria dos brasileiros rejeita eutanásia e suicídio assistido, mas se divide sobre interromper tratamentos, diz Datafolha

    Pesquisa realizada pelo Datafolha indica que a maioria da população brasileira se manifesta contrariamente à eutanásia e ao suicídio assistido. O levantamento revela que a rejeição a essas práticas é predominante, evidenciando uma forte inclinação pela preservação da vida. Equipe Doutrinária do Espiritismo.net assina o comentário.

    • Data :25/08/2026
    • Categoria :

    Maioria dos brasileiros rejeita eutanásia e suicídio assistido, mas se divide sobre interromper tratamentos, diz Datafolha

    Mãos de uma pessoa mais jovem segurando delicadamente as mãos de uma pessoa idosa, em um gesto de cuidado e apoio. No canto superior direito, destaca-se o logotipo azul 'Espnet'

    Resumo da Notícia:

    Pesquisa realizada pelo Datafolha indica que a maioria da população brasileira se manifesta contrariamente à eutanásia e ao suicídio assistido. O levantamento revela que a rejeição a essas práticas é predominante, evidenciando uma forte inclinação pela preservação da vida. Por outro lado, o estudo aponta uma divisão clara de opiniões quando o tema envolve a interrupção de tratamentos médicos que apenas prolongam a existência de pacientes em estado terminal e sem possibilidades de cura. O debate traz à tona questões éticas, religiosas e de autonomia pessoal sobre o encerramento da jornada física.

    Acesse a notícia completa no link: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/08/16/maioria-dos-brasileiros-rejeita-eutanasia-e-suicidio-assistido-mas-se-divide-sobre-interromper-tratamentos-diz-datafolha.ghtml

    Comentário sobre a notícia:

    O posicionamento da maioria da sociedade brasileira contra a abreviação da vida é um sinal de que existe uma percepção intuitiva sobre a importância da existência humana e das leis naturais que a regem. No entendimento de que o corpo é um instrumento para o progresso do espírito, a interrupção deliberada desse processo é vista como uma interferência em um ciclo que a ciência ainda não domina totalmente. Cada momento no plano físico possui uma utilidade educativa, servindo para que a alma realize ajustes necessários e adquira maturidade. A morte não é o fim, mas uma transição que deve ocorrer no tempo planejado pela sabedoria maior.

    Na obra “O Consolador”, na questão 106, o Espírito Emmanuel esclarece que o homem não tem o direito de praticar a eutanásia, em caso algum, ainda que a mesma seja a demonstração aparente de medida benfazeja, pois a agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser um bem como a única válvula de escoamento das imperfeições do Espírito da vida imortal. Essa explicação demonstra que os sofrimentos finais não são acontecimentos inúteis, mas funcionam como recursos de auxílio que permitem ao ser humano libertar-se de pesos morais e se preparar para a nova fase da vida. O período de enfermidade terminal muitas vezes serve como um tempo de recolhimento e compreensão da realidade espiritual.

    A resistência ao suicídio assistido também encontra amparo na lógica de que ninguém foge das suas responsabilidades por meio de atos de violência contra si mesmo. A separação entre a alma e o corpo é um processo que demanda tempo e cuidado. O Instrutor São Luís, em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, no capítulo 5, item 28, recomenda que se deve minorar os derradeiros sofrimentos tanto quanto possível, mas que é preciso guardar-se de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. Esse tempo extra, que aos olhos humanos pode parecer penoso, é valioso para que o espírito realize revisões mentais e pedidos de perdão íntimos que farão toda a diferença no seu ingresso no plano extrafísico.

    Quanto à dúvida sobre a interrupção de tratamentos heroicos que apenas prolongam o processo de falência orgânica, a ética do amor recomenda o equilíbrio. O cuidado paliativo, que foca no conforto e no alívio das dores, aparece como a alternativa mais humana. É fundamental que as famílias e os médicos ofereçam amparo sem transformar o leito em um local de tortura técnica, mas também sem apressar o desligamento por motivos de conveniência ou impaciência. Como se observa na obra “Nosso Lar”, na descrição sobre a chamada morte suave aplicada em casos de conveniência financeira, a imprevidência nesse ato acarreta prejuízos graves como o ódio e a moléstia para os envolvidos, dificultando a paz necessária para o ser que parte.

    A função da medicina deve ser sempre a de preservar a saúde e aliviar o fardo da dor, agindo como missionária do bem coletivo. A confiança na proteção divina permite que as pessoas enfrentem as dificuldades do fim da vida com serenidade e coragem. O amparo aos enfermos deve ser feito com orações e presença amorosa, entendendo que a criatura em trânsito necessita de um ambiente vibratório de paz. Ao invés de cogitar a interrupção da vida, a sociedade ganha mais ao fortalecer os laços de solidariedade que unem os seres humanos em todas as estações da caminhada.

    O tempo de permanência no organismo físico é um empréstimo sagrado que deve ser utilizado até o seu limite natural. A aceitação das leis da vida não significa abandono, mas sim o reconhecimento de que existe uma ordem superior guiando o destino de cada indivíduo. A paz na hora do trespasse é o resultado de uma trajetória vivida com respeito ao próximo e fidelidade ao dever. Ao tratar a morte como um fenômeno natural de libertação, a humanidade caminha para uma compreensão mais completa da existência, onde o sofrimento é apenas um meio passageiro para a conquista da felicidade permanente.

    Equipe Doutrinária do Espiritismo.net