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    • Mais comuns do que parecem: experiências incomuns podem ser benéficas

    Uma pesquisa recente indica que experiências tidas como incomuns, a exemplo de ouvir vozes ou sentir presenças invisíveis, são significativamente mais frequentes na população do que se imaginava anteriormente. Equipe Doutrinária do Espiritismo.net assina o comentário.

    • Data :25/08/2026
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    Mais comuns do que parecem: experiências incomuns podem ser benéficas

    Mulher idosa sentada em uma poltrona, lendo um livro em um ambiente aconchegante, com uma mulher mais jovem ao fundo, desfocada como se fosse um espírito, e plantas, livros e objetos decorativos ao redor. No canto inferior esquerdo, destaca-se o logotipo azul 'Espnet'

    Resumo da Notícia:

    Uma pesquisa recente indica que experiências tidas como incomuns, a exemplo de ouvir vozes ou sentir presenças invisíveis, são significativamente mais frequentes na população do que se imaginava anteriormente. O estudo aponta que tais eventos não devem ser automaticamente classificados como sintomas de transtornos mentais, uma vez que muitas pessoas que os vivenciam mantêm uma vida equilibrada e saudável. Os pesquisadores observaram que, para uma parcela considerável dos indivíduos, esses episódios oferecem conforto, auxiliam no processo de luto e conferem um novo significado à existência humana. A análise sugere que a ciência deve adotar uma postura mais aberta para compreender o impacto positivo dessas percepções na saúde mental e no bem-estar emocional, desvinculando-as do estigma da patologia.

    Acesse a notícia completa no link:
    https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2026/08/7477248-mais-comuns-do-que-parecem-experiencias-incomuns-podem-fazer-bem.html

    Comentário sobre a notícia:

    A constatação de que fenômenos psíquicos são recorrentes e podem gerar bem-estar demonstra o avanço do conhecimento humano em direção à compreensão da alma e de suas amplas capacidades. O que a ciência classifica atualmente como experiências incomuns encontra explicação lógica e racional nas leis naturais reveladas pelo Espiritismo. Essas ocorrências nada mais são do que o exercício da mediunidade, uma faculdade inerente à espécie humana, que permite o intercâmbio entre os habitantes do mundo material e os que povoam o plano espiritual. Allan Kardec, na introdução de “O Livro dos Espíritos”, esclarece que a compreensão dessas realidades atua de forma positiva na mente, afirmando que o Espiritismo, quando bem assimilado, “é um preservador contra a loucura”. Isso se dá porque a clareza sobre a imortalidade retira o caráter de pavor diante do desconhecido, oferecendo uma base sólida para que o indivíduo lide com percepções que extrapolam os sentidos físicos sem entrar em desequilíbrio.

    Dessa forma, a sensação de presenças ou a audição de vozes deixam de ser vistas como anomalias para serem compreendidas como a manifestação de uma sensibilidade que se expande no processo evolutivo. Essa aptidão não constitui um privilégio ou um fato miraculoso, mas uma propriedade da organização do ser espiritual. Sobre o assunto, o espírito Emmanuel, na obra “O Consolador”, questão 383, ensina que “todos os homens têm o seu grau de mediunidade, nas mais variadas posições evolutivas, e esse atributo do espírito representa, ainda, a alvorada de novas percepções para o homem do futuro, quando, pelo avanço da mentalidade do mundo, as criaturas humanas verão alargar-se a janela acanhada dos seus cinco sentidos”. Assim, o que emerge na sociedade como algo benéfico é o prenúncio de uma nova fase da evolução, em que a comunicação com o plano invisível será aceita com naturalidade e ética.

    A ciência, ao observar que tais eventos podem auxiliar no processo de luto e conferir sentido à vida, corrobora a tese de que o espírito exerce influência direta sobre o bem-estar orgânico e emocional. O elo entre a vontade da alma e o corpo físico é o perispírito, um envoltório semimaterial que armazena impressões e coordena as funções celulares. Na obra “Dias Gloriosos”, capítulo 19, o espírito Joanna de Ângelis pontua que “A mediunidade, que é faculdade do Espírito, reveste-se de células, a fim de processar as comunicações, ampliando os horizontes do pensamento humano e fazendo-o mergulhar no oceano infinito do conhecimento”. Quando o ser humano se percebe como um ser tridimensional, espírito, perispírito e matéria, a interpretação dos fenômenos psíquicos torna-se mais clara, favorecendo a saúde integral.

    A análise desses fatos demonstra que o maravilhoso e o sobrenatural são apenas termos utilizados para designar leis ainda ignoradas. Allan Kardec, em “A Gênese”, capítulo 13, item 13, explica que a intervenção de inteligências ocultas nos fenômenos não os torna milagrosos, pois esses seres são uma das forças da natureza cuja ação é incessante sobre o mundo físico e o mundo moral. A ciência, ao identificar a utilidade dessas ocorrências, inicia um movimento de desmistificação que o Espiritismo promove desde o seu surgimento. O efeito salutar dessas experiências decorre da sintonia com vibrações superiores, que oferecem esperança e renovam as energias do ser encarnado na rotina terrestre.

    Por essa razão, a aceitação dessas experiências como parte da natureza humana reduz as tensões geradas pelo preconceito. A integração das percepções extrassensoriais na existência comum permite que o indivíduo capte forças na certeza da sobrevivência e na assistência dos amigos espirituais. À medida que a medicina e a psicologia validam a utilidade dessas vivências, surgem caminhos para abordagens mais humanizadas que levam em conta o ser integral. A educação dessas faculdades transforma o que antes era considerado um estorvo em um instrumento de consolação e progresso pessoal. Os fatos que a ciência agora registra como benéficos são os mesmos que a doutrina apresenta como provas da solidariedade universal que une vivos da Terra e habitantes do além.

    Assim, as percepções que transcendem a matéria perdem o aspecto de mistério para se tornarem elementos de harmonia íntima. O reconhecimento de que essas experiências são comuns e úteis é um passo relevante para a saúde mental coletiva, auxiliando as pessoas a encontrarem equilíbrio entre os deveres materiais e as necessidades da alma. A luz da razão, aplicada aos fatos, desfaz as superstições e permite que o ser humano utilize seus recursos psíquicos para a construção de uma trajetória mais plena e serena, em sintonia com a felicidade que a vida espiritual promete.

    Equipe Doutrinária do Espiritismo.net