Autor: 
Nara Coelho

 

Num mundo atribulado como o nosso, costumamos retroceder ante os obstáculos que, diuturnamente, se nos apresentam. E o desânimo chega, muitas vezes, e inacreditavelmente, junto aos novos conhecimentos espíritas. “São problemas demais, são erros demais, ” pensamos. Como seguir Jesus?

Temos vergonha de nossos atos passados...

Neste clima de desassossego íntimo, somos convocados para o trabalho da Seara de Jesus.

“Eu?! Coitado de mim... Jesus não me quereria. Vivo as tontas... Sou marcado pelo mau uso do livre-arbítrio... Quem sabe a próxima reencarnação me encontre mais pronto para o serviço?”

E deixamos o tempo passar.

Interessante notar a dependência que ficamos dos nossos erros, embaraçados nas próprias misérias, indiferentes ao que Jesus fez por nós. Eis que ele veio a Terra para nos servir de modelo. Como, ao conhecê-lo, desprezamos seu trabalho? Como hesitamos em segui-lo? Viajores que somos da eternidade, temos a grande oportunidade de remover as barreiras que, do passado, obstruem o futuro pela anulação do presente. E não queremos. O orgulho cega-nos; o desânimo nos aleija; a hesitação nos constrange. E nos detemos por mais uma encarnação, perdidos na desilusão da incompetência.

Entretanto, Jesus nos aguarda a decisão do recomeço. Serve-nos por milênios, incansavelmente, na expectativa de nosso amadurecimento espiritual, que ele não pode conquistar por nós...

Paulo, o seu Apóstolo, o dos Gentios, conclamou-nos a “erguer as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados para recomeçar a caminhada”. Paulo sabia do falava. Diante de Jesus, na estrada de Damasco, ainda como Saulo, e cegado pela luz intensa que se irradiara do Mestre, indagou “o que quereis que eu faça, Senhor?” Jesus lhe perguntara “Por que me persegues? ” E ouviu, e seguiu o Mestre, atendendo-o. Não temeu despojar-se do poder e da riqueza. Não assombrou- se com o descaso dos entes mais queridos. Não se furtou a enfrentar pedradas, prisões e dores de muitos matizes, para seguir Jesus. De perseguidor passou a perseguido, numa luta que ele chamou de “bom combate” contra si mesmo, contra seus próprios erros, nos quais se encontravam inúmeros crimes, de que sua consciência, agora cristã, se horrorizava. Estava exausto, porém determinado, pelo conhecimento que adquirira, a renovar-se pela luta empreendedora. E disse, humildemente, por intermédio de Chico/Emmanuel, na grande obra “Paulo e Estevão”,que nascera para uma luta sem tréguas; que muitos séculos de serviço não pagariam o que ele devia ao cristianismo...

“O amor cobre a multidão de pecados”, ensinou-nos,também, o Apóstolo Pedro, renovando-nos a esperança de refazer o nosso passado por meio de ações felizes no campo do bem, atingindo a tantos quanto alcançarem nossas vibrações espirituais, plenas do espírito de serviço.

Estamos, pois, em tempo de recomeço.

Que importa os erros de quando não sabíamos o que fazíamos?

Hoje, sabemos. Então, renovamo-nos de esperança, na certeza de que é preciso fazer uso do perdão, para com o próximo e para conosco mesmos, lançando-nos na caminhada renovadora.

Jesus é o Mestre e nós os seus alunos. Se assim o sabemos, não há porque não o seguirmos.

E a hora é agora.

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