Autor: 
Alamar

Criaturas,

Quando estava por aí, desse lado mais material da vida, percebi nos postulados espíritas e sua mensagem um poderoso antídoto capaz de dissipar as nossas dúvidas, espalhar esperança e restaurar a nossa alegria.

Motivado por essa percepção, dediquei minha vida, minhas esperanças e minhas forças para espalhar a mensagem. A tarefa não foi fácil e minhas limitações eram muitas. Algumas vezes vacilei, outras temi e duvidei, mas entendia que era preciso levar adiante, e assim eu fiz. Muitas vezes, amargurado pelas dificuldades e perseguições, buscava na prece e na alegria o combustível para tocar o barco.

A vida seguiu, os anos passaram e percebi que não conseguiria fazer todos os meus sonhos em torno da divulgação espírita. À medida que a morte se aproximava, intimamente, senti que fiz o que era possível, dentro das minhas forças e condições. Sei que não fui de trato fácil, polêmico e franco, sonhador por demais para alguns, mas minha consciência se fez tranquila frente à morte, pois sempre fui honesto com minhas intenções. E, no instante supremo onde o espírito passa em revista a sua vida, constatei com emoção que os instantes mais felizes foram os dedicados à família, às coisas simples da vida e à causa que impus a minha existência, o espiritismo. Mas o espiritismo alegre e sorridente! Valeu a pena.

Dormi o sono dos imortais para despertar do outro lado. Com a colaboração de Petitinga e outros benfeitores fui entendendo a nova realidade. Quão gratificante é perceber e constatar as verdades espíritas.

Certa feita, me preparava para o repouso, e comecei a sentir uma emoção profunda, um misto de contentamento e gratidão. Apurando um pouco mais as minhas percepções psíquicas, ouvi uma voz distante, mas carregada de carinho e ternura. Uma pobre senhora orava por mim, com tamanho sentimento que fui às lágrimas. Vocês sabem, eu me derreto como manteiga com essas cenas.

Fiquei tão tocado que na manhã seguinte, ainda envolvido pelas salutares vibrações da amiga oculta, questionei a um amigo espiritual de quem se tratava.

 

- Ora, Alamar, essa é a dona Ermelinda. Viúva, mãe sempre atenta e carinhosa, mora no interior de São Paulo. Vem orando por você, diariamente, desde que soube da sua desencarnação. Essas vibrações de carinho e gratidão muito lhe ajudaram.

- Mas, afinal, por quê? Indaguei intrigado.

- Certa feita, em uma das transmissões do Espiritismo via satélite, muito auxiliou o filho que estava desesperado, principalmente pelo desemprego que trouxera desconforto e intrigas no seu consórcio matrimonial. Naquela manhã de domingo, aflito e com ideações suicidas, resolveu ir à casa da mãezinha. Com o peito opresso e cheio de dor, aquiesceu o convite da mãe para assistir ao programa juntos.  Deitado no colo da mãezinha, que o acolheu cheio de ternura, e envolvido com os esclarecimentos espíritas e com a ação de espíritos generosos, foi mudando as suas vibrações mentais. Com o apoio desses benfeitores, alguns espíritos em sofrimento, que o oprimiam espiritualmente, foram esclarecidos, descongestionando a sua mente para que ideias renovadoras, tal como o sol que espanta as trevas da noite escura, trazendo as luzes da esperança e de novos tempos. Essa mãezinha atribuiu a você o bom ânimo restaurado de seu filho, muito embora, claro, não seja bem assim. E, desde então, um elo de simpatia e viva amizade os entrelaça.

 

Criaturas, hoje vejo quão pouco fiz, mas, ao mesmo tempo, o senhor multiplica as nossas sementes de mostarda. Quantos corações podemos alcançar, quanto bom ânimo podemos ajudar a restaurar!

Sigam em frente! Lembrem-se do sorriso de Kardec! Lembrem-se que o espiritismo é alegria e sigam semeando as sementes da esperança, porque muito embora as lutas do caminho, a colheita é certa após a morte.

 

Alamar

 

Médium: T. B. S.

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